Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

querido diário

O tempo. A falta dele. Esparso e inseguro.
Mas há-de haver mais. Um destes dias.
Ou «posto» novidades, trabalhando imagens e discorrendo ideias afora, ou me dedico a refrescar cada actividade em que me envolvo. Sempre intensamente. Sem intensidade, nem é.
Está um momento de viragem a chegar. Estou, pois, em fase de acolhimento.
E já lá dizia o «outro»: mesmo se soubesse que o mundo iria acabar amanhã, ainda assim plantaria uma macieira…
Vou até ali amanhar o terreno e já volto.

CONVITE – Noites com Poemas – Conversas acerca de Genética, Mitos, Arqueologia e História

Amizades,
Em dia certamente bafejado por excelentes augúrios, tive o deslumbramento de conhecer duas senhoras investigadoras, na área da História, de sua graça Fernanda Frazão Gabriela Morais.
Pelas suas mãos, fui levado a percorrer regiões de encantamento e  de sonho – daquele que é o melhor, de olhos bem abertos e pés bem assentes no chão – que tiveram artes de me auxiliar a rever velhos e relhos conceitos sobre a nossa História, através de janelas ensolaradas pela luz de novas abordagens que também os avanços científicos nos proporcionam.
Visitei, pelas mãos destas amigas, a nossa ancestralidade de um modo que nunca antes imaginara… nem me fora dado a ver. Apurei um mais profundo amor à terra onde mergulhamos as nossa raízes  e, afinal, aquilo que somos ou de que somos feitos.
É, pois, com essas amigas que pretendo partilhar convosco um pouco desse encantamento  na nossa 103ª sessão das Noites com Poemas, no dia 17 de Novembro (sexta-feira), pelas 21 horas, no Templo da Poesia do Parque dos Poetas, em Oeiras, que terá como tema Conversas acerca de Genética, Mitos, Arqueologia e História.
Esta sessão decorrerá sob a égide da EMACO – Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras e com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, na cedência daquele magnífico espaço.
Alguns amigos, como habitualmente, vão trazer-nos, também e em forma de poema, o que o tema lhes suscite. Apenas faltará a vossa presença para que a noite floresça. Conto convosco, pois, como não pode deixar de ser.

Ficha da 103ª Sessão
17 de Novembro de 2017
Tema: Conversas acerca de Genética, Mitos, Arqueologia e História
Convidadas: Fernanda Frazão e Gabriela Morais
Apresentação: Jorge Castro
Participação de: Ana T. Freitas – Carlos Peres Feio – David Silva – Eduardo Martins  – João Baptista Coelho – Luís Perdigão – Rosário Freitas

finalmente, a caminho da imortalidade!

Como já lá dizia o outro, a vitória é difícil mas há-de ser sempre nossa!

Hoje, em momento de raríssima e inusitada elevação, no excelso e imorredoiro programa televisivo chamado de O Preço Certo e quando nele tropeçámos em zapping exploratório (que, afinal, ele há coincidências…!), um concorrente oferta ao apresentador Fernando Mendes, com proveniência da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, nada mais, nada menos do que… AQUELE livro, exposto, logo mais, com galhardia ostentatória!

Ó deuses das coisas pequenas, aqueles que não cessam de se espantar saúdam-vos!

E aqui vos deixo testemunho, para memória futura (não, não se trata de nenhuma montagem fotográfica):

Convite/sugestão: Respirar PONTO

Amizades,

Sob a égide da

Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias

e o apoio da
                          Associação Mutualista Montepio
decorre, entre os dias 03 e 29 de Novembro, no espaço atmosferam (Rua Castilho, nº 5, em Lisboa), uma exposição subordinada ao tema
 
Respirar Ponto – viver em plenos pulmões
Participarei, acompanhado por Heloisa Monteiro e Mário Piçarra, neste evento, nos dias 08 (quarta-feira) e 21 (terça-feira) de Novembro, pelas 16 horas, com um momento denominado Respirar… um poema.
Ver programação completa desta exposição AQUI. Ou consultar plano geral, na ligação abaixo.
Muito gostaria de contar com a vossa companhia, nas datas anunciadas. Mas, para além destas, creio que dareis por bem empregue o tempo de visita a esta exposição e ciclo de conferências. Afinal, é sempre disso que se trata: respirar, em cada momento da vida, a plenos pulmões!

há um horizonte rasgado em chamas

– Em 2017 morreram mais de cem pessoas, em Portugal,
devido aos incêndios

há um horizonte rasgado em chamas
e um chão lavrado em lágrimas
há um clarão de noite falsa
e uma escuridão que o Sol não abre

há este torpor
esta modorra
de não saber porque se morra
assim
sem pressentir um alguém
que nos socorra

há este sangue a jorrar de forma inútil
em tons de cinza
e tanta angústia
há um pavor de fugir por ter de ser
e um terror só por ficar
e assim morrer

e cada árvore endémica
ou estrangeira
lança a estridência da seiva ardida
contra as nossas consciências permissivas
desatentas
e aborrecidas
com tanta ardência
num céu que se imaginara azul…

– Jorge Castro
17 de Outubro de 2017

há quanto tempo não publico um poema
quando tudo se incendeia…

Nem terra nem céu

nem terra nem céu
apenas cinza
só as pedras ardem sem rescaldo ou luto
e o chão estremece
sem sangue nem fruto

e o céu é de breu
do negro martírio
da brasa que foi
o mais tenro lírio
no homem crepita a vil labareda
que ateia o terror
em estreita vereda

e outro homem arde
em nexo de horror
nalgum fim de tarde

nem terra nem céu
apenas cinza

… e o homem sou eu!

– Jorge Castro
10 de Outubro de 2017

apenas uma mensagem enfastiada…

O País foi agitado por uma não-notícia. Isto, o País, agita-se quase sempre por muito pouco. Enfim, se calhar ninguém saberá de que país se fala, mas lá que parece perturbar-se, lá isso parece.
O jornal (?) Expresso fala, há dias, de um relatório sobre o «caso de Tancos». O País estremece e entreolha-se, temeroso.
Há um Coelho e demais elementos da lura que rejubilam. Pedem a cabeça do ministro da tutela e, de caminho, de todo o resto da geringonça.
Há outros que «a-ver-vamos», mais prudentes…
Agora, sabe-se que a notícia é falsa e que não há relatório nenhum.
Eu sei que isto, no meio de tantas telenovelas da programação diária, entremeadas por futebol, não vale nada nem tem importância nenhuma, nesta espécie de disneylândia em que se vai transformando Portugal.
Mas não iremos ainda a tempo de esperar de alguma entidade oficial que mova, sei lá, um processozito por falta de verdade jornalística (?) deliberada e por promoção de distúrbio social ao jornal  Expresso ou, vá lá, ao rato mickey responsável por aquela notícia (?)?

102ª sessão das Noites com Poemas
com Rui Malhó

A 102ª sessão das Noites com Poemas, de novo no Templo da Poesia do Parque dos Poetas, em Oeiras, terá lugar a 15 de Setembro de 2017 (sexta-feira, pelas 21 horas) e contará, como convidado, com Rui Malhó.
Do nosso convidado saibamos que:
É Professor Catedrático no Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Nasceu em 1967. É Doutorado em Biologia pela Universidade de Lisboa em 1995, defendeu provas de Agregação na Universidade de Lisboa em 2001.
É membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa desde 2007 por eleição entre pares. Desde 1992 que integra a Universidade de Lisboa como Docente, exercendo funções no BioISI (Biosystems and Integrative Sciences Institute) no qual coordena a linha temática «Biotechnology & Bioresources» e é líder do grupo «Plant Functional Genomics».
É membro do Editorial Board da Plant Signalling & Behavior e editor dos livros «The Pollen Tube – A Cellular and Molecular Perspective» (Springer-Verlag, 2006) e «O Bosão do João – 88 poemas com Ciências» (Bythebook, 2014)….
… e muito, muito mais que poderão apurar aqui:
O tema proposto por Rui Malhó para esta nova sessão:
– Ciência, Tecnologia, Sociedade – um triângulo com poesia!
Polémico? Controverso? Desafiante? Decerto sugestivo para os que também nos presentearão com poemas  a propósito, como é apanágio destas sessões que prosseguem, tal como foi anunciado na 101ª sessão, sob a égide da Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras e com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.
Como sempre, o conselho que se deixa é que apareçam, pois o vosso lugar está guardado e estejam à vontade para trazer um amigo, também.
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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