no 20º aniversário do Sete Mares

2023. Este foi o ano que passámos e no qual imprimimos a nossa marca, efémera, imprecisa, de relevância sempre subjectiva. Mas nossa e única.

A Terra girou sobre si mesma e em redor do Sol como sempre o fez, antes do nosso aparecimento. E assim se manterá depois de, inevitavelmente, abandonarmos esta nossa presente materialidade.

2024, o novo ano, aí vem. No fundo, nada se alterará significativamente no plano universal. Apenas os nossos actos poderão ser diversos e qualitativamente diferentes, assim nos valha o livre arbítrio.

Para quê? Ora, cada um saberá do seu caminho. Mas se o trilhar de mãos dadas com o seu semelhante, estou em crer que essa transcendência fica bem encaminhada.

Então, aqui ficam os meus votos de um bom ano novo para todos os humanos de boa vontade!   

Natal 2023
um brinde aos meus amigos

daqui segue o meu afecto
brindado com um bom Porto
ergo o meu copo bem certo
de ao manifesto dar corpo

passaste na minha vida
um pouco por mero acaso
mas ficou reconhecida
a vida por esse caso

se não for mais o Natal
do que um mero solstício
que ele nos deixe o sinal
de ensaiar um novo início

que te sirva como a mim
p’ra descobrir universos
num voto que deixo assim
nesta quadratura em versos.

  • Jorge Castro
    24 de Dezembro de 2023

Natal 2023

Boas festas, festas boas…!

Vai este meu arremedo de poema ao vosso encontro, esperando encontrar-vos de boa e duradoura saúde e com a força anímica necessária e suficiente para fazer da vida o que ela tenha de melhor para vos (nos) oferecer.

ainda com Natália Correia…

Para memória futura, a nossa evocação/homenagem a Natália Correia, na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana (a quem se agradece o convite e a disponibilização das instalações), sessão que correu muito bem, sim, senhores, e que teve uma casa completamente cheia!

Apresentação de Irene Cardona

Canções por João Paulo Oliveira

Poemas por Jorge Castro

e a presença constante de Natália Correia.

  • Fotografias de Lourdes Calmeiro e de Carlos Ricardo.

nos 100 anos de Natália Correia

No dia em que se celebram os 100 anos do nascimento de Natália Correia quero aqui destacar dois aspectos que considero primordiais na sua vida e na sua obra: o inconformismo militante e a irreverência permanente.

Natália diz-nos, também, que o poeta deve ter uma intervenção política e, se olharmos atentamente, não foram raros os casos entre a plêiade de excelentes poetas portugueses do nosso século XX cuja intervenção na «res publica» foi o pilar maior do seu destaque, a par da sua mestria, e por isso se mantêm como referências duradouras.

Natália, seguramente, mas também Pessoa, O’Neill, Gomes Ferreira, Aleixo, Saramago, Mourão-Ferreira, Ary, até Cesário, entre tantos outros mais.

Pensemos, pois, nisso e que extraia cada um as suas ilacções.

E como, por vezes, ser ibérico não será pecado, Gabriel Celaya, cantado por Paco Ibañez, já nos dizia:

«(…) Maldigo la poesía concebida como un lujo

cultural por los neutrales

que, lavándose las manos, se desentienden y evaden(…)»

Não é necessária tradução, pois não?

na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana,
com Natália Correia – convite

No próximo dia 13 de Setembro, a partir das 18h30, Irene Cardona, João Paulo Oliveira e eu, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, estaremos na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana, em homenagem a Natália Correia.

Como sempre, a sua presença será imprescindível.

https://360.cascais.pt/pt/agenda/natalia-correia-100-anos?id=2612.