Celebração do 52º Aniversário do 25 de Abril de 1974 – outras iniciativas com a Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras

Nas diversas iniciativas promovidas pela Espaço e Memória, articuladas com a minha exposição fotográfica, 25 de Abril ’74 – 52 Anos, teve lugar, em 09 de Maio de 2026, na Casa da Malta (Oeiras). uma visita guiada dedicada à Rede de Cidadania de Oeiras (RCO).

Visita muito participada, para além do autor contei também com o João Paulo Oliveira que cantou Abril, através de poemas de minha autoria. José Fanha brindou-nos, também, com bons momentos alusivos a esta nossa iniciativa.

Algumas imagens, da autoria de Lourdes Calmeiro:

25 de Abril, sempre!

Celebrando Abril, o de 74, evidentemente, será inaugurada uma exposição de fotografias, de minha autoria, na sede da ESPAÇO E MEMÓRIA – Associação Cultural de Oeiras, de que se anexa cartaz-convite:

Também por Abril e a 25 sempre me nasce um poema. Cá ficam quatro quadras de 2026:

Outras quadras de Abril

lançada à terra a semente

de onde um cravo brotaria

fez-se da semente gente

brotando dela a alegria

era a manhã de algum dia

nascido de outra maneira

de Sophia a poesia

de rubro cravo a bandeira

e a alegria de ser livre

de trazer outra verdade

de trazer um novo alento

de o tempo ser liberdade

também floriu a campina

o monte o vale o esquecido

e ouviu-se gritar nas ruas

o povo unido jamais será vencido!

– Jorge Castro

25 de Abril de 2026

Algumas imagens da inauguração, da autoria de Lourdes Calmeiro:

Algumas imagens, da autoria de Carlos Ricardo:

2026 – votos de feliz e fecundo ano novo

Dedicado às minhas amizades… e, já agora, às demais também, que têm direito à vida – ainda que, por vezes, não tanto ao que fazem dela:

– Tal como o Sol que faz o obséquio de nos nascer todos os dias, assim a esperança, assim cada novo ano.

Assim a expectativa, para cada um, de que vá melhorar tudo aquilo que – como nos diz o canto tradicional – «para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim»… Haja saúde, busque-se a alegria, alimente-se a esperança, contrarie-se a acomodação, se doentia.

Como me disse um velho combatente em prol da Humanidade, fazendo votos de um bom e fecundo ano de 2026 (que torno extensivo a todos vós) e a que acrescento a evocação de Manuel Alegre, «mesmo na noite mais triste», a luta continua!

Nota – a fotografia, de minha autoria, que aqui se publica, traz-nos um pequeno exemplo do Sol e da falta de sentido dos actos que alguns, debaixo dele, perpetram.

Natal 2025

Aqui ficam, sob a forma de um poema, os meus votos de Boas Festas e o desejo de que, para todos, o ano de 2026 se revele auspicioso e seja, afinal, uma janela aberta para a esperança, a liberdade e a democracia num mundo – que é o nosso – onde a paz impere e cada ser humano entenda mais e melhor o valor da fraternidade e do ser solidário.

NATAL 2025 – UTOPIA

há esse Natal de bombas
morticínios e indiferenças
alienação e intolerâncias
e corpos amortalhados

há esse Natal cruel
das cidades destruídas
e campos armadilhados
pedra a pedra – vida a vida
nesse presépio funesto
onde nada sobrevive
nem há verde na paisagem
nem assombro de horizontes

há um Natal de mentiras
de sofismas e falácias
da soez deturpação
de qualquer humanidade
e do primado do lucro
insensato e sem pudor

mas o Natal que procuro
tem artes de partilhar
feito um presente futuro
que nos apraz recordar
sem sapatinho à lareira
nem a prenda de revenda
sem Pai Natal na carteira
nem presépio de encomenda

ameno de tolerância
recoberta pelo afecto
onde não cabe a ganância
e ninguém vive sem tecto
um Natal de mil abraços
contra a guerra e pela paz
onde daremos os passos
da Vida que nos apraz

um Natal feito de quadras
sem ser quadrado afinal
onde valem as palavras
que nos dão cor ao Natal
que nos lembre a Utopia
ao nascer uma criança
e deixe antever o dia
com a luz de nova esperança.

Jorge Castro
Dezembro de 2025