O Mar em Nós – o meu novo livro de poemas

Como digo por lá, provavelmente o maior livro de poemas publicado nos últimos cinco minutos, asserção irónica que, sendo uma grande verdade, não tem qualquer utilidade prática… Mas, sim, senhores, 254 poemas, ao longo de 344 páginas foi obra de prolongado fôlego que conheceu o seu nascimento oficial no passado dia 25 de Maio, no excelente espaço do Palácio do Egipto, em Oeiras.

Integrada esta acção na iniciativa Noites com Poemas, da Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras, que integro, contou, então, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, na cedência daquele espaço. Uma referência destacada de agradecimento e elogio a Luísa Galvão, enquanto responsável do Palácio do Egipto, inexcedível no apoio logístico para que a nossa sessão chegasse a bom porto.

Numa sala muito bem composta e, acima de tudo, com excelentes representações dos grupos diversificados de relações que o autor cultiva, a sessão foi iniciada…

… com a leitura de alguns poemas que o Mário Piçarra, entretanto, tem vindo a musicar, sendo que alguns desses temas integram o cd que o Mário irá lançar ainda durante o corrente ano.

De seguida, os «suspeitos do costume» – sendo que esta denominação acarreta, para mim,um enorme enlevo por tantas razões que os envolvidos conhecerão de sobejo – honraram o autor com palavras de elogio e de afecto… de que bem se espera que o autor seja merecedor, mesmo sendo em dose contida:

Ana Freitas

Carlos Peres Feio

David Silva

Eduardo Martins

Francisco José Lampreia

Júlio Conrado, amigo recente mas com quem o autor tem desenvolvido, em curto espaço de tempo, uma relação cúmplice e aberta, propôs-nos uma breve abordagem crítica à obra em presença.

Seguiu-se a usual leitura de poemas do livro, desta feita recorrendo aos presentes para seleccionarem aleatoriamente (recorrendo ao número de página…) os poemas a serem ditos, exercício que, comportando algum risco, veio, entretanto, a revelar-se curioso, proporcionando uma diversificação inesperada (e não pré-organizada) de temas.

Diogo de Calle e Alexandre Castro, os responsáveis pela concepção da capa de O Mar em Nós.

A sessão de autógrafos, para mim sempre uma oportunidade de primeira água para estreitar as relações com a tal diversidade de «grupos» a que acima aludi, revendo, até, antigos relacionamentos que as vivências afastaram e que muito me apraz registar, como círculos de afectos, sempre sedimentados, também, em acções concretas e definidas…

… E venha o próximo (livro, claro)!

  • fotografias de Lourdes Calmeiro

convite – O Mar em Nós – o meu novo livro de poemas
– 106ª sessão das Noites com Poemas

Não sei – não sabe ninguém, como se diz no fado… – para que serve escrever um poema. Sei, apenas, dessa pulsão íntima. Sei, depois, do imperativo da partilha.

Dos bons humores de cada receptor vou coleccionando os ecos.

E reincido.Daí o nascimento de um meu novo livro de poemas, seguindo anteriores pegadas. Desta feita, trata-se de Um Mar em Nós – poemas de outro cantar -, uma vez mais com edição da Apenas Livros, algo assim como para cima de 250 poemas, que me foram sendo suscitados pelo lastro dos dias, ditos aqui e ali e que estavam por publicar…

O seu lançamento terá lugar no próximo dia 25 de Maio (sexta-feira), pelas 21 horas, no Centro Cultural Palácio do Egipto, em Oeiras (no centro histórico, junto à Igreja Matriz e ao quartel dos Bombeiros), integrando a iniciativa Noites com Poemas, que venho coordenando desde 2005. Nesta 106ª sessão serei, pois, eu o meu convidado.

O evento contará, como sempre, com a organização da Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras e terá o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.

Mário Piçarra levar-nos-á canções que compôs sobre poemas de minha autoria. Alguns amigos dirão, também, de sua justiça e a propósito… Mas conto com a presença de todos, claro, sem os quais a poesia dita perde a sua graça.

No entanto, para todos aqueles outros, dos meus círculos de afectos, que, por temperamento, pela distância… enfim, por indizíveis razões, mesmo não estando presentes, estejam interessados em obter esta minha nova obra, por favor, dêem-me conhecimento de tal, através do endereço jc.orca@gmail.com,  e haveremos de encontrar modo expedito de resolver o assunto.

Nota final – Para quem não possa (mas gostaria de) comparecer na sexta-feira, estarei, também, no dia 26 de Maio (sábado), pelas 21h30, no Chá da Barra, também em Oeiras (logo ali ao lado), em iniciativa proposta por Francisca PatrícioJosé Mendonça… e que também andará em volta dos meus poemas. Apresento, ainda, as minhas desculpas pelo tardio deste convite, motivado por imponderáveis que me transcendem… mas que se nos impõem ao arrepio de lógicas.

Até já. Até lá. Até sempre.

Abraços,

Jorge Castro

azulejos da estação de comboios de
Duas Igrejas (Trás-os-Montes)

No Nordeste Transmontano, com a incúria a que estamos tão (mal) habituados, jaz morta e arrefece a estação de comboios de Duas Igrejas.

Terminal da linha férrea de Trás-os-Montes, quedou-se esta por Duas Igrejas – não chegando a Miranda do Douro por meia dúzia de escassos quilómetros -, por ser ali o local dos silos cerealíferos da conhecida «campanha do trigo» do Estado Novo – sim, que também ocorreu em Trás-os-Montes e não apenas no Alentejo. Enfim, levar pessoas até à capital do concelho não faria falta… Bastava alcançar os cereais.

Por estas e outras razões que a razão vai desconhecendo, antes como agora fazem-se coisas estranhas que se deixam, depois, desfazer estranhamente sem que, entre esses dois tempos, o cidadão se sinta envolvido, participante ou cúmplice.

Chamo a vossa atenção para o curioso do cartaz afixado e para a circunstância de todo o interior do edifício estar a ameaçar ruína. Ou seja, o eventual roubo está acautelado; a mais que provável derrocada, não sabemos… Sem mais comentários, aqui ficam as imagens:

escultura a propósito da actual situação no Brasil

Fantástica escultura do artista dinamarquês  JENS GALSCHIOT. Uma justiça obesa, ociosa e parasita,  sustentada  pelo povo miserável e quebrado com sofrimento. Nenhuma imagem  conseguira  retratar, de forma tão fiel como essa, o Judiciário brasileiro. Deveria haver uma réplica em frente ao STF*, em Brasília.

  * Supremo Tribunal Federal

Será apenas no Brasil…?

foi bonita a festa, pá!

25 de Abril, sempre, claro! Mas, a cada passo, também.

No auditório da Escola Sebastião e Silva, em Oeiras, teve lugar a nossa evocação anual do 25 de Abril de 1974.

Sessão organizada pela Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Oeiras, aqui representada por Francisco Santana, dando as boas vindas aos presentes, na sua qualidade de anfitrião,… 

… e pela EMACO – Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras, representada por Joaquim Boiça, secundando as palavras anteriores e fazendo um breve resumo das comemorações desta data em anos anteriores. De seguida anunciou a Mensagem da Direcção da Associação 25 de Abril, referente ao 44º Aniversário do dia inicial, inteiro e limpo,

… que nos foi apresentada pela Fátima Camilo

… perante uma audiência interessada.

 

De seguida, ouvimos o Grupo Coral ComSonante, com temas de Fernando Lopes Graça,…

… sob a direcção de Luiz Pedro Faro

Com João Paulo Oliveira e Jorge Castro tivemos cantares e poemas que de Abril se alimentam.

Jorge Castro

João Paulo Oliveira

E completou-se a sessão com o Grupo Coral ViVa Voz, composto por antigos alunos do Liceu de Oeiras…

… sob a direcção de Eduardo Martins.

Todos os presentes na sala entoaram, então, a Grândola, Vila Morena e dir-se-ia que, de tão bem cantada,

ali havia, se não ensaio forte, pelo menos uma forte grandeza de alma que toda a sessão nos invocara.

  • fotografias de Lourdes Calmeiro