desperdiçados de todo o mundo, uni-vos!

Pois é… Nas deambulações matinais no esplêndido areal de Carcavelos, hoje, deu-me para a recolha de desperdícios que o mar traz à costa. E são tantos, senhores, que a melhor boa vontade se revela, rapidamente, incapaz de capaz cumprimento!

Mas, enfim, o lixo que eu retire não fica lá, como diria algum avisado senhor de la Palice. E assim foi que recolhi tanto quanto um providencial saquinho – de plástico, também, claro –  me permitiu.

Pazinhas, baldinhos, brinquedinhos – como me ocorre de um pregão que ouvia na infância balnear -, tudo por ali pulula, ponteado profusamente por tampinhas, restinhos de redes e fiozinhos de pesca e miríades de pauzinhos de cotonetezinhas. Um verdadeiro bazar a céu aberto, do qual se diria que apetece basar quanto mais depressa melhor…

Chegado a casa, despejado o espólio da caçada de uma escassa meia-hora passada no areal, falta, ainda, separar os lixos vários, mormente as tampinhas que servirão, talvez e numa lógica assaz inconsistente, mas que lá vou cumprindo, para adquirir cadeirinhas de rodinhas para instituiçõezinhas que estejam mal instituídas, coitadinhas, mas que precisem para os seus eventuais utentes.

Ainda assim e mal por mal, sempre é coisa mais coerente do que o banquinho alimentarzinho da Isabel Jonetezinha, onde, como alguns sabem e outros fazem por não pensar nisso, quem mais ganha são as grandes superficiezinhas.

convites
– exposição de aguarelas de Eduardo Barata
– espectáculo do MALTA Grupo de Teatro

Caríssimos, aqui ficam duas sugestões para o próximo dia 02 de Novembro e seguintes (ainda que não coincidentes no tempo) em que estão envolvidos dois amigos – Eduardo Barata e Miguel Partidário – que me merecem confiança e consideração e cuja evolução tenho acompanhado com agrado. Os respectivos cartazes contêm a informação necessária para vos levar a bom porto. Se puderem, apareçam. Creio bem que, num caso como no outro, não dareis por mal empregue o tempo:

ver com olhos de ver…
ou de como um bom guia nos pode abrir outros mundos

Com um profundo agradecimento e devida vénia a Luísa Alves, geóloga, professora e tudo, partilho convosco um passeio que me foi proporcionado à terra das pedras que pisamos tantas vezes sem dar por elas e que realizei há poucos dias… Trecho breve, na relatividade das coisas, de Carcavelos à Lagoa Azul de Sintra, passando pela Praia da Poça e pelo Guincho de Cascais, tive, então, a oportunidade de olhar para aquilo que tantas vezes não vi, na passagem constante do tempo e nessa visão fugaz e sem tempo daquilo que nos rodeia.

Aqui e ali, a vida animal ou vegetal colocou-se à disposição do nosso olhar agora desperto, como partilhando cumplicidades ou, enfim, premiando a nossa atenção geralmente dispersa na espuma dos dias.

(mais…)

O Mar em Nós apresentado nas Caldas da Rainha
– algumas imagens

Por convite e com organização da Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha apresentei, no passado sábado, dia 13 de Outubro, o meu livro O Mar em Nós, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.


Palmira Gaspar inicia a sessão e apresenta o seu programa geral. 

De seguida, Carlos Gaspar apresenta, perante uma sala muito confortavelmente preenchida, o grupo musical Sexteto 5+1, de A-dos-Francos, constituído por cinco clarinetes e um saxofone, sendo as suas jovens intérpretes a Rafaela Esteves, a Margarida Lourenço, a Beatriz Estêvão, a Ana Rita Louro, a Sara Lourenço e a Mafalda Filipe.

Não foi esta a primeira vez que contei com a companhia deste grupo – que integra, também, a Orquestra Juvenil de A-dos-Francos, dirigida pelo Maestro Diogo Esteves – e espero bem que não seja a última, não só pelo nível de execução, mas até pelo claro sinal de esperança e vitalidade que representam.

Destaco, dos números interpretados, a versão do Summertime (Porgy and Bess), de George Gershwin, que me encheu as medidas.

De imediato passámos à apresentação de O Mar em Nós, anunciado por Palmira Gaspar

… que anunciou David Silva, o qual, por sua vez, fez uma dissertação sobre a obra e o autor indissociável, conforme as suas palavras, da relação de amizade que nos une já de longa data. Não me competindo ser juiz em causa própria, direi apenas que me terá surgido um brilhozinho nos olhos e o Sérgio Godinho nem estava presente…

Passei, então, à leitura de poemas, após algumas considerações sumárias acerca dessa mania incontrolável de se escrever um poema, através de alguns porquês que me parece terem recebido acolhimento muito favorável pela assistência.

E, pronto, assim se cumpriu mais uma jornada neste caminhar, com a costumeira sessão de autógrafos, entretanto sempre renovada pelas circunstâncias específicas que rodeiam cada apresentação. Venham de lá mais…

  • Fotografias de Lourdes Calmeiro e de Lídia Castro

O Mar em Nós
– apresentação do meu livro nas Caldas da Rainha
no sábado, dia 13 de Outubro

A convite da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha e com sua organização, terá lugar, no próximo sábado, dia 13 de Outubro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, uma apresentação do meu recente livro de poemas O Mar em Nós


Vem de longe este simpático e amável apoio com que sempre tenho contado por parte da Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha, bem assim como a constante disponibilidade de Aida Reis, enquanto responsável desta Biblioteca, que não só tornam possíveis estes eventos, como o fazem com um notável espírito solidário e empenhado, a quem devo, também aqui, lavrar a minha homenagem e agradecimento.

Esta minha apresentação conta, desta feita, com o apoio de David Silva, que acumula os seus afazeres de advogado e poeta, com a circunstância de me honrar com a sua amizade, e que de imediato se disponibilizou para me auxiliar a ultrapassar este momento sempre de alto risco… pois não é impunemente que alguém se afoita a publicar poesia num mundo tão politicamente prosaico.

A sessão contará, também, com a participação especial do Sexteto 5+1, agrupamento composto por seis jovens (5 Clarinetes e 1 Saxofone-Tenor), elementos efectivos da Orquestra Nacional de Sopros da Banda Filarmónica e da Orquestra Juvenil de A-dos-Francos, com quem tive já o gosto de partilhar espaços e circunstâncias outras, pelo que vos posso assegurar que o tempo que destinareis para as ouvir não será tempo desperdiçado. 

Lá conto, então, com a vossa presença. As Caldas da Rainha estão a um pulinho de tudo quanto é sítio e é, por sua vez, sempre um sítio digno de visita.

Até lá.