Há alguns meses atrás fui contactado por uma plataforma de educação brasileira, o SAS Iconografia (https://jobs.kenoby.com/saseducacao), que me solicitou permissão para integrar um poema de minha autoria (poesia visual) numa sua publicação didáctica.
Autorização concedida, eis que me chega o meu poema e a página onde se encontra publicado. Pela sua curiosidade e pelo interessante conjunto de questões formuladas no mesmo, aqui fica, como razoável exercício de vaidade… e não só.
Imagens de Mil Palavras, a próxima sessão das Noites com Poemas, que conta com a participação de elementos do Núcleo de Fotografia de Oeiras (NFO) e que terá lugar no salão nobre do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, no próximo dia 22 de Novembro (sexta-feira), pelas 21h30.
O desafio: cada participante inscrito através do NFO selecciona uma fotografia de sua autoria à qual irá associar um poema (do próprio ou não), poema esse que será a «legenda» da imagem, apresentado pelo respectivo autor ou alguém que por este seja para tal incumbido.
Este cravo nasceu em 20 de Abril de 2019, nada o distinguindo daqueles outros nascidos há 45 anos…
Quando se fala em Abril (em 2019)
quando se fala em Abril
nos dias que vão correndo
há quem abra muito os olhos
no assombro de angústias mil
quem semicerre os sobrolhos
como quem diz «não entendo…»
e as portas que abriu Abril
em torpor se vão fechando
entre uma biquinha curta
ou marés de ignorância
sempre havendo atrás da porta
alguns esgares de arrogância
quem sabe da Liberdade?
quem quer saber de ser livre?
quem quer ter voz na cidade?
(ai-jesus-e-deus-nos-livre!…)
quem quer trazer um poema
por achar que vale a pena?
e também algum amigo
e entre ambos descobrirem
que vai além do umbigo
o concerto do universo
e porventura assumirem
a transcendência de um verso
dito a dois como se em coro
e duas vozes são mil
já num abraço fraterno
combatendo o desconsolo
ao descobrir sempre Abril
mal nos acaba o inverno.
E palavras não eram ditas, eis que uma querida amiga me dá conta de que, também num seu canteiro, floriu um cravo, este de 24 para 25, que ela me presenteou em belíssima fotografia que partilho:
Semana pródiga, esta, em homenagear poetas e seus poemas.
Já para amanhã, dia 20, pelas 18 horas, no bar Beer Hunter, em Oeiras (junto à estação de comboios), o grupo habitual dos encontros neste local, confraternizará em torno da figura do companheiro e amigo que recentemente nos deixou: Mário Piçarra.
Depois, no dia 21, terá lugar a segunda Maratona de Poesia de Oeiras, que ocorrerá em vários espaços culturais do centro histórico de Oeiras, em mais de 50 eventos, a partir das 18 horas e até às 24 horas, com organização de José Mendonça – ver mais detalhes em http://www.espacoememoria.org/21-de-marcomaratona-da-poesia-de-oeiras-2019/.
No dia 23, nas Caldas da Rainha, pelas 15 horas, também em comemoração do Dia Mundial da Poesia, terá lugar, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha e com organização da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha um encontro de que anexo respectivo programa:
Por convite e com organização da Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha apresentei, no passado sábado, dia 13 de Outubro, o meu livro O Mar em Nós, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Palmira Gaspar inicia a sessão e apresenta o seu programa geral.
De seguida, Carlos Gaspar apresenta, perante uma sala muito confortavelmente preenchida, o grupo musical Sexteto 5+1, de A-dos-Francos, constituído por cinco clarinetes e um saxofone, sendo as suas jovens intérpretes a Rafaela Esteves, a Margarida Lourenço, a Beatriz Estêvão, a Ana Rita Louro, a Sara Lourenço e a Mafalda Filipe.
Não foi esta a primeira vez que contei com a companhia deste grupo – que integra, também, a Orquestra Juvenil de A-dos-Francos, dirigida pelo Maestro Diogo Esteves – e espero bem que não seja a última, não só pelo nível de execução, mas até pelo claro sinal de esperança e vitalidade que representam.
Destaco, dos números interpretados, a versão do Summertime (Porgy and Bess), de George Gershwin, que me encheu as medidas.
De imediato passámos à apresentação de O Mar em Nós, anunciado por Palmira Gaspar…
… que anunciou David Silva, o qual, por sua vez, fez uma dissertação sobre a obra e o autor indissociável, conforme as suas palavras, da relação de amizade que nos une já de longa data. Não me competindo ser juiz em causa própria, direi apenas que me terá surgido um brilhozinho nos olhos e o Sérgio Godinho nem estava presente…
Passei, então, à leitura de poemas, após algumas considerações sumárias acerca dessa mania incontrolável de se escrever um poema, através de alguns porquês que me parece terem recebido acolhimento muito favorável pela assistência.
E, pronto, assim se cumpriu mais uma jornada neste caminhar, com a costumeira sessão de autógrafos, entretanto sempre renovada pelas circunstâncias específicas que rodeiam cada apresentação. Venham de lá mais…
Não sei – não sabe ninguém, como se diz no fado… – para que serve escrever um poema. Sei, apenas, dessa pulsão íntima. Sei, depois, do imperativo da partilha.
Dos bons humores de cada receptor vou coleccionando os ecos.
E reincido.Daí o nascimento de um meu novo livro de poemas, seguindo anteriores pegadas. Desta feita, trata-se de Um Mar em Nós – poemas de outro cantar -, uma vez mais com edição da Apenas Livros, algo assim como para cima de 250 poemas, que me foram sendo suscitados pelo lastro dos dias, ditos aqui e ali e que estavam por publicar…
O seu lançamento terá lugar no próximo dia 25 de Maio (sexta-feira), pelas 21 horas, no Centro Cultural Palácio do Egipto, em Oeiras (no centro histórico, junto à Igreja Matriz e ao quartel dos Bombeiros), integrando a iniciativa Noites com Poemas, que venho coordenando desde 2005. Nesta 106ª sessão serei, pois, eu o meu convidado.
O evento contará, como sempre, com a organização da Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras e terá o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.
Mário Piçarra levar-nos-á canções que compôs sobre poemas de minha autoria. Alguns amigos dirão, também, de sua justiça e a propósito… Mas conto com a presença de todos, claro, sem os quais a poesia dita perde a sua graça.
No entanto, para todos aqueles outros, dos meus círculos de afectos, que, por temperamento, pela distância… enfim, por indizíveis razões, mesmo não estando presentes, estejam interessados em obter esta minha nova obra, por favor, dêem-me conhecimento de tal, através do endereço jc.orca@gmail.com, e haveremos de encontrar modo expedito de resolver o assunto.
Nota final – Para quem não possa (mas gostaria de) comparecer na sexta-feira, estarei, também, no dia 26 de Maio (sábado), pelas 21h30, no Chá da Barra, também em Oeiras (logo ali ao lado), em iniciativa proposta por Francisca Patrício e José Mendonça… e que também andará em volta dos meus poemas. Apresento, ainda, as minhas desculpas pelo tardio deste convite, motivado por imponderáveis que me transcendem… mas que se nos impõem ao arrepio de lógicas.