Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
estou vivo, inteiro… e apenas com mais uma semana do que na semana passada…
amizades, orgulhos, comemorações, saberes…
convite – exposição de pintura
para lá do arco-íris
de Arnaldo Pereira Coutinho
a infância é um território desconhecido
com Helena Vasconcelos
noites com poemas
a infância é um território desconhecido
convidada: Helena Vasconcelos
outra vez a mulher de César, agora com os votos já contados…
fotografando o dia (166)
ode à Primavera
ah
a Primavera
senhores
vou-me asinha
peregrino
à floresta de amores
sem destino
sem ter tino
duendes
fadas
flores
lascívias
doces quebrantos
e um céu
pelo arvoredo
mais azul que os agapantos
saltam faunos
saltam ninfas
deidades mil
ansiedades
sobra o verde
sobre o medo
cheio de verdes encantos
borboletas esvoaçam
entre flores que entrelaçam
a maciez das colinas
e águas rumorejantes
refrescam breves recantos
nos instantes de um olhar
como o pulsar desta mata
que palpita e se desata
se eu nela me embrenhar
soltam-se as aves dos ninhos
vozes de fazer caminhos
estevas e matagais
brilha a vida em cada alfobre
que sobre a vida nos sobre
na senda de viver mais
vive a vida a Primavera
contra a amargura dos ais
e
senhores
está ali à espera
da montanha à serrania
da serrania à planura
no sentir cheiro da terra
em mãos cheias da aventura
que vem do alto da serra
ao madrugar orvalhada
cresce a crescer cada dia
cresce além da desmesura
esta vontade de vida
seja por tudo ou por nada.





























