Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
fotografando o dia (158)
Regina Guimarães pela mão e pela voz de Elisabete Piecho
nas Noites com Poemas
noites com poemas
a poesia de Regina Guimarães, com Elisabete Piecho
Teremos, como convidada, Elisabete Piecho, actriz de teatro e amiga, que nos trará a poesia de Regina Guimarães, de quem os interessados que ainda não a conheçam poderão colher informação em http://web.letras.up.pt/primeiraprova/regina.htm.
fotografando o dia (157)
como eu gostava que o dia…
Não há razões de contentamento neste recanto do mundo que poderia ser tão aprazível… Por vezes, parece que os nossos esforços se congregam para a criação do infortúnio. Mas amanhã é sempre outro dia! Por vezes e por isso mesmo, apetece-me um poema ingénuo.
como eu gostava que o dia
não me trouxesse a azia
do descaso
e desconsolo
que não fosse por acaso
que eu pisasse com orgulho
as agruras deste solo
que não vingasse o engulho
nem me mordesse as canelas
o fétido desviver
que por lúgubres vielas
nos impede de crescer
como eu gostava que um dia
nascesse em nós a alegria
de sermos
nós a valer
e se enchessem montes ermos
e planícies devastadas
da arte de renascer
e sermos nós as estradas
alimentadas por rios
e bordejadas por mar
onde os homens fossem fios
abraçados num tear
– será um dia
há-de ser
há então que porfiar
e até lá ‘inda é dia
para o que der e vier
e o verbo é sempre lutar.
– poema de Jorge Castro
o mistério dos mistérios ou o descaso dos casos…
fotografando o dia (156)
seres todos nós seremos
nova crónica na FreeZone…
fotografando o dia (155)
quotidiano delirante (8)… com Educação à ilharga
E todas estas coisas neste período onde o remanso balnear ou campestre do bom povo português o desaconselharia, convenhamos.























