Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
dá-me o teu braço, meu amigo
(poema anti-orçamento e melancolias diversas e avulsas…)
dá-me o teu braço
meu amigo
vamos cantar
vamos dançar o desembaraço
de se mudar
este castigo de se não ser
e de se não estar
neste país que já foi o berço
e não é abrigo
porque é assim
meu amigo
há que mudar
o triste fado que nos enfada
por assim estar
de assim viver num desviver
quase castigo
quase destino de se viver
sem ter caminho
e cantaremos
meu amigo
o acontecer
que construirmos dia a dia
em desalinho
e cada dia há-de ser
o que ele trouxer
e o que fizermos só por sabermos
qual o caminho.
– poema de Jorge Castro
História das Cartas de Jogar em Portugal e da Real Fábrica de Cartas de Lisboa – do século XV até à actualidade
noites com poemas – Republiquemo-nos!
noites com poemas – REPUBLIQUEMO-NOS!
Jorge Castro
proposta de nova bandeira
para a República que há-de vir…
*
Entretanto, aproveite para ler o meu último artigo publicado na FreeZone
com o título
Esta é uma crónica moralista e algo conformada…
– Porque é que, em Portugal, não se utilizam os «piscas»?
– República de 100 anos
– Nação de 800 anos
– Povo de… milhares de anos
E nós, que já por cá singrámos há tantos anos, havemos de prosseguir. Há, decerto, novos mundos a descobrir. Naveguemos, pois.
Vivamos a República!
viva a República!
Ontem, dia 2 de Outubro de 2010 foi comemorado o 1º aniversário da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em Lisboa.
e não vir um raio que parta esta corja mandante…
já que nós não a partimos!
pouca vergonha ou sem-vergonha absoluta
Um senhor mexicano e secretário geral da OCDE, José Ángel Gurría Treviño, decidiu vir a Portugal cumprir um frete: da desgraça, dizer-nos o que já estamos fartos de saber; das soluções preconizadas, o que José Sócrates tem andado a dizer – com os notáveis efeitos visíveis na sociedade portuguesa – há uma data de tempo.
Em terra de tanto guru economista, mais um ou menos um nem seria coisa demais, pois o território é pequeno mas muito acolhedor. No entanto, este, porventura alcandorado na arrogância de se presumir sustentado por uma organização de tal gabarito como a OCDE – que é e faz o quê? – , achou por bem, ainda, tecer considerações quanto às atitudes comportamentais e relacionais que os diversos partidos portugueses devem manter entre si.
Em bom português, isto chama-se, liminarmente, ingerência nos assuntos internos de um país e alguém devia providenciar em meter o senhor na ordem, no mínimo com queixa sumária e pública à tal OCDE, pela indecorosa intromissão. Ah, e a OCDE é o quê e faz o quê…?
Se não fosse a hipócrita mania de alguns portugas de se armarem em moralistas no que ao livre linguajar se refere (veja-se o recente caso dos dicionários com palavrões – que horror!), e eu estaria capaz de recomendar a esta sumidade, como a minha avozinha transmontana faria, que metesse a língua no cu e fosse à vida dele, deixando-nos tratar da nossa, com a independência que um País com tanta História deveria ter, mas não pratica…
Não há paciência!






















