Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

entrada de leão, saída de sendeiro?

Carlos Alexandre por um triz se diz que é juiz… e não devia! 
Sim, eu sei que a cantiga não rezava assim, mas estas analogias ocorrem-me, que querem…? 
Afinal, a ser verdade o seu afastamento do «caso Sócrates», uma coisa me parece evidente: se ninguém atinava muito bem com as razões que terão levado o «saloio de Mação» a dar aquela abstrusíssima entrevista, talvez agora melhor se vislumbre a sua mais profunda motivação: dar de frosques da camisa de onze varas em que se encontrava atolado.
Ou alguém pensará que uma criatura com aquele grau de «domínio do conhecimento» seria capaz de cometer, leviana e ingenuamente,  tão leviana ingenuidade?
E talvez o processo ainda prossiga sem ele. Mas deverá prosseguir muito, muito devagarinho, como é habitual apanágio. 
E nada se apurará, como também é. O mais certo será, até, Sócrates exigir uma indemnização ao Estado, que somos nós, e sair por cima, filósofo e sorridente.  
Por outro lado, se o acto perpetrado alegadamente contra Sócrates penalizou, afinal, cirurgicamente o PS, o homem até terá desempenhado cabalmente o seu papel.
Teve mandantes? A História nos dirá… ou talvez não, para seguir, também, os parâmetros normais.
O que está feito, feito está. Nada se desmonta e tudo se toca para a frente, que para trás mija a burra e consta que o bicho está em vias de extinção.
E, assim, com papas e bolos se enganam os tolos. Pelo caminho, silenciam-se os cínicos. No entanto, ainda há, por exemplo, no facebook quem muito aplauda e defenda a criatura. Tal é a diversidade humana que nos enriquece. 
Não sei porquê mas ocorreu-me aquela velha canção do Serge Lama onde se dizia «je suis cocu mais content!»… A tradução encontra-se por aí, em qualquer consciência  mais avisada.

Miranda do Douro

Talvez romagem, talvez hábito, talvez vício… o certo é que, regularmente, lá rumo ao canto nordestino de Portugal, em viagem de afectos, em encontro de antiquíssimas amizades e afectos. Desta feita, o encontro dos antigos alunos do Externato de São José de Miranda do Douro.
Saído a meio da tarde de Lisboa, registo com agrado que escassas quatro horas e meia de viagem a velocidade legal são bastantes para cá chegarmos. Como sempre, a Sé esperava-nos…

… bem como o Restaurante da Balbina, ponto de romagem primeiro. Nele, travámos conhecimento com um cabrito grelhado, digno e merecedor dos maiores encómios. Sim, claro, para sobremesa queijo com marmelada, como deve ser!

Um sapatinho artesanal, todo feito à mão e aqui adquirido, ia contribuindo para o bem estar geral.

Depois, a visita a lugares muitas vezes vistos e sempre revisitados com carinho.

Um autóctone deu-nos as boas vindas.

A evocação sempre merecida a um velho professor a quem todos muito devemos.

E a Sé sempre de vigília.

Ah, e para os distraídos sempre vou lembrando que aqui também é Portugal.

Os dois figurões que se olham na praça.

Velhas casas de eterno retorno.

E Miranda sempre à nossa espera.
Pela manhã, a excelente vista d’A Morgadinha saudou-nos, como é seu timbre. 
Muito bem, vamos ao dia!
– Fotografias de Jorge Castro 

fotografando o dia (173)

um voo termina onde menos se espera
num recanto sem nome
na calçada-quimera
entre um desalento e um tempo perdido
um tempo de mágoa de vidro partido
um voo sem nome 
e o tempo não pára
nem o tempo mora em recanto perdido
nem o tempo espera calçada-quimera
nem as mãos cerradas de quem desespera

– Fotografia e poema de Jorge Castro

o menino de Alepo

O menino de Alepo

– igual a todos os meninos do mundo todo onde a nossa irracionalidade
conflitual perante a Vida
tanto perturba o nosso entendimento sobre essa mesma
Vida

tenho cinco anos
num espaço de tempo do tamanho do mundo
chamo-me Omran
e brinco no pátio em frente da casa
e o meu riso alegre
alegra o meu pátio
porque tenho cinco anos
e nem sei bem qual é o tamanho do mundo

mas sei o tamanho de um sonho que invento
e me brilha no olhar

tenho cinco anos
e o sangue palpita-me pelas veias fora
com a intensidade da luz

tenho cinco anos
e o mundo fragmenta-se
em dor
morte e ruínas
sobre o meu tempo do tamanho do mundo

tenho cinco anos
e cada estilhaço que me rasga o corpo
que rasga as janelas da minha casa toda
que rasga os meus pais e os meus irmãos
que rasga o meu riso
e enterra a alegria tão fundo
tão fundo
mais longe que o mundo
tece em meu redor um muro de morte
onde um silêncio espesso
impede que o Sol penetre a poeira
que vem dos destroços
sem ver cor de esperança
de uma outra maneira

tenho cinco anos
e já tão sem tempo

só tenho o meu nome
perdido o olhar…
– Jorge Castro

um Verão assim…

Já todos sabem (ou sabemos) que um poema não serve para coisa nenhuma. E, ainda assim, se escreve um poema…

há um arco negro de cinzas
a invadir-nos o chão
e um cerco de vozes-tardas
a ensombrecer a razão
mas um sol sempre a nascer
no negro de solidão
como asas brancas voando
emigrantes porque sim
porque é assim que são brancas
por ser assim que lá vão
cruzando os céus de negrumes
até ser azul-Verão
que é um azul mais profundo
do que alguma outra razão

mas não há lamento algum
que possa cobrir o manto
de tanta cinza no chão
de onde nos brota a vida
e onde se perde a razão

mas lá vão as asas brancas
a mostrar-nos porque sim
porque voar de asa branca
entre tanto e tanto não.


– Jorge Castro

Algures, no Algarve, Agosto de 2016

Pois, pois… Quem quer bons destinos para férias, procure-os, que talvez ainda encontre…

Nove horas da manhã. Temperatura da água… enfim, até eu lá entrei, sem medo. Uma praia inteirinha com vinte «gatos», se tanto, a esta hora.
Façam o favor de ser felizes. Eu volto já…

XIII Passeio ao Farol do Bugio com a EMACO

 Decorreu, em 30 de Julho, e com o nível de sucesso a que nos habituámos, o XIII Passeio ao Farol do Bugio, organizado pela EMACO.

Para registo muito sucinto do evento e memória futura:

2016-07-30 (1)
A peitaça da t-shirt distribuída
2016-07-30 EMACO (1)
O briefing em terra
2016-07-30 EMACO (2)
O briefing a bordo
2016-07-30 EMACO (3)
A preparação para a descolagem
2016-07-30 EMACO (4)
A partida
2016-07-30 EMACO (9)
2016-07-30 EMACO (5)
O verdadeiro início oficial da aventura
2016-07-30 EMACO (6)
O primeiro olhar de mais perto (e do lado do mar)
2016-07-30 EMACO (7)
A acostagem
2016-07-30 EMACO (10)
A magnífica paisagem
2016-07-30 EMACO (11)
Já no interior, com vista em redor
2016-07-30 EMACO (8)
José Meco, no interior da capela, brinda os visitantes com o enquadramento histórico e fala da gritante necessidade de não aguardarmos pela derrocada final de todo este inigualável monumento
2016-07-30 EMACO (12)
A visita às instalações
2016-07-30 EMACO (13)
Um olhar de encantamento
2016-07-30 EMACO (14)
A escala, não perceptível de terra
2016-07-30 EMACO (15)
2016-07-30 EMACO (16)
Apontamentos do seu interior
2016-07-30 EMACO (17)
Joaquim Boiça ilustra os visitantes quanto ao enquadramento histórico do edifício…
2016-07-30 EMACO (18)
… as suas razões de ser e as vicissitudes, também transformadas em oportunidades novas, pelas quais foi passando o farol do Bugio…
2016-07-30 EMACO (20)
2016-07-30 EMACO (21)
…  abordagem que não sabe (nem quer) dissociar da sua vivência pessoal, conferindo à dissertação uma  aproximação também pelo campo dos afectos que não deixa ninguém indiferente.
2016-07-30 EMACO (22)
2016-07-30 EMACO (23)
E, subindo ao piso superior…
2016-07-30 EMACO (24)
… conclui a sua exposição, no escasso tempo disponível, ficando nos presentes um saudável «gosto a pouco», a indiciar que para o ano haverá mais… Aliás, alguns houve que manifestaram a vontade de repetir já no próximo dia 06 de Agosto.
2016-07-30 EMACO (25)
Aguardando a viagem de regresso
2016-07-30 EMACO (26)
Um último «boneco» ilustrativo de um momento bem passado
2016-07-30 EMACO (27)
O regresso
2016-07-30 EMACO (28)
Alguns autóctones ficam, discretamente, a contemplar a partida até à próxima…
  • Imagens de Lídia Castro e de Jorge Castro

1940 – Ano charneira na História de Oeiras, com Jorge Miranda

Integrada e inaugurando, no corrente ano, a iniciativa da EMACO – Espaço e Memória Associação Cultural de Oeiras, Diálogos em Noites de Verão, ocorreu, no passado dia 26 de Julho, a  palestra, charla, dissertação, conversa – enfim, como cada um melhor a considerar -, subordinada ao tema 1940 – Ano charneira na História de Oeiras, tarefa desta feita levada a cabo por Jorge Miranda, com a costumeira fluência e soma de conhecimentos transmitidos.

2016-07-26 (1) 

 A «temporada» dos Diálogos, para 2016, foi inaugurada pela apresentação de Joaquim Boiça, que introduziu o nosso querido palestrante, bem como se congratulou com o novo espaço com que passámos a contar – o átrio do Teatro Eunice Muñoz, bem no coração de Oeiras.

 

2016-07-26 (2) 

Contámos, também, com a presença do senhor presidente da União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, José Eduardo Lopes Neno, que saudou a iniciativa, referindo o seu inequívoco apoio à mesma, quer pela relevância das temáticas para o enriquecimento da História da vila de Oeiras, quer pelo gabarito das personalidades convidadas, a que a EMACO habituou, de há vários anos a esta parte, os seus numerosos assistentes.
 

2016-07-26 (3) 

Foi a vez, então, de Jorge Miranda nos dar conta das suas investigações em torno da temática proposta…
 

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… com a informalidade aliada à sapiência, que tanto o caracterizam e que fazem de cada palestra sua um misto de aula prática e de encontro de amigos, a que sempre nos apraz assistir.

 

2016-07-26 (5) 

 A sala, com boas condições e muito bem preenchida, parece indiciar que a escolha deste novo espaço assegurará, para além de convidados e temas, uma assistência muito mais confortavelmente instalada e protegida em relação às frequentes inusitadas intempéries que nos têm assaltado em sessões anteriores.

o big pokébrother…

Somos, a cada passo, assaltados por uma onda de aparente palermice à qual aderem acriticamente e de imediato uma data de palermas. Por vezes tão insuspeitos (os palermas) que até podemos ser nós próprios… Aqui fica, em jeito de serviço público, uma das últimas estrondosas palermices, denunciada em texto cuja leitura muito se recomenda:

Retirado do Diário de Notícias on-line –

Pokémon Go é um passo para o totalitarismo? Oliver Stone acha que sim


Oliver Stone alerta para os riscos de fornecer os dados pessoais às grandes corporações em aplicações com o Pokémon Go.
O realizador americano criticou o jogo e os seus jogadores, que se dispõem a fornecer os seus dados a um sistema de “capitalismo de vigilância”.
O Pokémon Go, o jogo da moda, é uma ferramenta de “capitalismo de vigilância” que abre caminho para uma sociedade totalitária. O alerta foi dado esta quinta-feira pelo realizador norte-americano Oliver Stone, na Comic-Con de San Diego.
O fenómeno em que se tornou este jogo para telemóveis “não tem graça”, sendo uma forma de as grandes corporações conseguirem todos os dados privados dos indivíduos, numa forma de “capitalismo de vigilância”, comentou o cineasta perante um painel de jovens.
“O que se vê é uma nova forma de, francamente, sociedade de robôs. É o que se chama de totalitarismo”, acrescentou, citado pelo Los Angeles Times.
Stone está na convenção de cultura ‘pop’ de San Diego para promover o seu mais recente filme, “Snowden”, sobre o ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA na sigla inglesa) que foi responsável pela maior fuga de informações secretas da história americana.

Pokemon, o jogo que traz espiões para dentro de casa – entrevista a Oliver Stone:
por Sergey Kolyasnikov (@Zergulio)
Pode falar-me do “Pokemon Go”? 
Já dei três entrevistas sobre isso, de modo que agora tenho de me aprofundar nas fontes primárias. 
Programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brother são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo. 
A Niantic foi fundada por John Hanke, o qual fundou a Keyhole, Inc. – um projecto de mapeamento de superfícies cujos direitos foram comprados pela mesma Google e utilizados para criar o Google-Maps, o Google-Earth e o Google Streets. 
E agora, atenção, observe as mãos! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é uma fundação oficialmente da CIA estabelecida em 1999. 
As aplicações mencionadas acima resolvem desafios importantes: 
Actualização do mapeamento da superfície do planeta, incluindo estradas, bases [militares] e assim por diante. Outrora tais mapas eram considerados estratégicos e confidenciais. Os mapas civis continham erros propositais. 
Robots nos veículos da Google Streets olhavam tudo por toda a parte, mapeando nossas cidades, carros, caras… 
Mas havia um problema. Como espiar dentro dos nossos lares, porões, avenidas com árvores, quartéis, gabinetes do governo e assim por diante? 
Como resolver isso? O mesmo estabelecimento, Niantic Labs, divulgou um brinquedo genial que se propagou como um vírus, com a mais recente tecnologia da realidade virtual. 
Uma vez descarregada a aplicação e dadas as permissões adequadas (para acessar a câmara, microfone, giroscópio, GPS, dispositivos conectados, incluindo USB, etc) o seu telefone vibra de imediato, informando acerca da presença dos três primeiros pokemons! (Os três primeiros aparecem sempre de imediato e nas proximidades). 
O jogo exige que você dispare para todos os lados, atribuindo-lhe prémios pelo êxito e ao mesmo tempo obtendo uma foto da sala onde está localizado, incluindo as coordenadas e o ângulo do telefone. 
Parabéns! Acaba de registar imagens do seu apartamento! Preciso explicar mais? 
A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente: “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”. Mas quem é que lê isso? 
E há o parágrafo 6: “Nosso programa não permite a opção “Do not track” (“Não me espie”) do seu navegador”. Por outras palavras – eles o espiam e o espiarão. 
Assim, além do mapeamento alegre e voluntário de tudo, outras oportunidades divertidas se apresentam. 
Por exemplo: se alguém quiser saber o que está a ser feito no edifício, digamos, do Parlamento? Telefones de dúzias de deputados, pessoal da limpeza, jornalistas vibram: “Pikachu está próximo!!!” E cidadãos felizes agarrarão seus smartphones, activarão câmaras, microfones, GPS, giroscópios… circulando no lugar, fitando o écran e enviando o vídeo através de ondas online… 
Bingo! O mundo mudou outra vez, o mundo está diferente. 

Bem vindo a uma nova era.

18/Julho/2016

· Mais de um milhão de downloads do Pokemon em Portugal

em Coruche, com a EMACO,
no passado dia 25-06-2016

–  Após a nossa partida, cerca das 8 horas da manhã, de Oeiras, chegada a Coruche, ao Santuário de Nossa Senhora do Castelo.

– Torre do Santuário

– Panorâmicas de Coruche, tomadas do Santuário

– Com Joaquim Boiça uma história breve de Coruche, com especial incidência… 

… no Castelo… que já não está lá. Mas que não deixou, por isso, de constituir um desafio ao conhecimento, porventura até estimulado por essa histórica ausência, como referiu o palestrante. 

José Meco ilustra-nos, com a sua habitual mestria e profundidade de conhecimentos, sobre o «pouco» que haveria a dizer acerca do Santuário, de onde, afinal, nos transporta sempre para uma viagem de circum-navegação a saberes… impensáveis quase.     

– Em seguida, a visita guiada ao Museu Municipal de Coruche foi antecedida por uma homenagem, a meu cargo, ao grupo Um Poema na Vila que, tendo ao leme Ana Freitas, tem tido artes, ao longo de quatro anos  já, de levar a bom porto um projecto poético, que conta com o envolvimento de inúmeros concidadãos em redor dessa viagem sempre transcendente que é a poesia, em geral, e o amor à terra e às gentes da região, em particular.  

Alguma poesia se disse, claro…

– Ana Freitas fala-nos sobre as actividades do grupo e diz poemas das colectâneas Poesia no Montado e A Minha Rua, com edição da Apenas Livros.

– Apresentação do Projecto Museológico de Coruche,  consubstanciado no seu Museu Municipal, a cargo da nossa anfitriã, Ana Correia…

… que nos acompanhou, esclarecendo dúvidas e sublinhando referências, ao longo da exposição permanente, subordinada ao tema O Céu, a Terra e os Homens 

(Já agora, não me perguntem porque carga de água é que estas três fotos a seguir se encontram deitadas… Talvez já manifestações do cansaço da viagem. Mas por mais que faça, elas já não se corrigem. Assim ficam, que não se deve contrariar muito teimosos impenitentes…)

A visita terminou com uma passagem pela exposição temporária sobre os primórdios da Saúde Pública na região de Coruche.

É também Ana Correia que nos leva ao longo do centro da vila, em visita guiada… 

… que terminou junto à Igreja da Misericórdia.

Aí se recolheram evidências de que a hora era de repasto, até como contraponto às cerca de seis horas e tal que levávamos já desde a nossa partida, em Oeiras.

O Restaurante Aliança foi o nosso ponto de reconstituição de energias.

Uma abertura com cachola, à moda de Coruche…

… a que se seguiu um bacalhau assado, à moda de Coruche…

… seguido de um cozido à portuguesa, à moda de Coruche (como nem podia deixar de ser, se bem repararem). Depois sobremesas, cafés e, até, uma branquinha para os mais disponíveis… A fartura e a qualidade deixaram todos bem convencidos, o que posso sobejamente confirmar através de incontáveis manifestações de apreço nesse sentido. 

No final, Idália Silva, a proprietária do Restaurante Aliança,  propriedade essa que reparte com o seu José Silva, ainda nos presenteou a todos com as suas quadras saborosamente populares, que trazem necessária e fundadamente um «voltem sempre, com um abraço e um beijinho».
De seguida, rumámos à fábrica Amorim Irmãos, Unidade Industrial Equipar, onde efectuámos uma visita às instalações, não sem que antes nos tivéssemos equipado a rigor… 

(Depois do Restaurante Aliança, nem tal seria possível, obviamente…!)

… pela mão sabedora e sempre afável de Isilda Bárbara

… onde, entre muitas outras coisas, se apurou, com algum espanto, a produção diária de cerca de 5 milhões de rolhas, grandíssima parte destinada à exportação, um pouco (ou muito) para todo o mundo.  
Aqui ficam, também, algumas evidências: 

Este nosso passeio culminou numa visita ao Observatório do Sobreiro e da Cortiça, nóvel instalação do maior interesse, onde pudemos apurar o seguinte (ver em http://www.cm-coruche.pt/portal-do-investidor/observatorio-do-sobreiro-e-da-cortica):

O Observatório do Sobreiro e da Cortiça é um edifício provocador, desenhado pelo Arquiteto Manuel Couceiro, com o intuito de criar umaorgânica que remeta para a metáfora do sobreiro enquanto elemento vivo.



                                           
O Observatório é revestido a cortiça e tem como objetivo 
tornar-se numa estrutura de valorização do montado de sobro como 
nicho ecológico de grande valor 
funcionando, para tal em parceria com associações de produtores, universidades, 
investigadores e associações empresariais.
Entre as diversas valências que compõem o edifício destacam-se os laboratórios e oficinas destinados ao estudo das temáticas do binómio sobreiro/cortiça. Destaque também para o centro de documentação que visa ser um espaço dedicado à compilação de elementos bibliográficos relacionados com a fileira da cortiça, para a sala destinada a formação profissional no âmbito da fileira e, por fim, para o auditório de 150 lugares com paredes revestidas de aglomerado negro e frescos em tons a fazer lembrar o montado.

Regresso a casa. Quem foi, viu, sentiu e teve um dia cheio. Se quisermos, um dia em cheio. 
E diria eu em jeito de publicitário mal-jeitoso: Com a EMACO, claro…! 

Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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