a 105ª sessão das Noites com Poemas com o Júlio Conrado
– imagens e comentários

Existindo informação complementar, em entrada anterior, acerca das personagens deste nosso mais recente evento, cumpre-me, entretanto, destacar toda a especial envolvente deste encontro, em que contávamos, enquanto convidado, com Júlio Conrado (prosador, ensaísta, poeta…, enfim, escritor), falando de si na primeira pessoa, mas também excelentemente apresentado pelo Professor José d’Encarnação, que nos transmitiu uma visão inspirada e motivadora ao passear-se pela obra daquele nosso convidado.

Porquê esse destaque? Ora, porque estivemos com uma noite de vendaval chuvoso, de futebol televisivo e, para complementar o ramalhete de razões de dispersão, um espectáculo com o Jorge Palma, em Oeiras. E, ainda assim, cerca de cinquenta pessoas (heróis, heroínas? Combatentes, seguramente…) se deslocaram à Biblioteca Municipal de Oeiras para acompanhar esta nossa sessão! Notável e digno de realce, obviamente.

O Sexteto 5+1, que nos chegou de A dos Francos (Caldas da Rainha) e de quem se deve ressaltar, também, o espírito abnegado para calcorrear tanto quilómetro e em tais condições para esta partilha, constituiu um belo contributo a esta sessão das Noites com Poemas.

As moçoilas que constituem este grupo (e também integram a Banda Filarmónica e a Orquestra de Sopros de A dos Francos) são a Rafaela Esteves (clarinete), a Margarida Lourenço (clarinete), a Mafalda Filipe (saxofone tenor) a Beatriz Estevão (clarinete), a Ana Rita Louro (clarinete) e a Sara Lourenço (clarinete). E fica o merecido aplauso!

A obra apresentada trouxe-nos Carl Maria Von Weber, Robert Hinchliffe, Franz Liszt,Sarah Watts, Mark Goddard, Brian Chapple e Paul Harvey… Ah, têm pena de não ter ouvido? Pois é… para a próxima, já sabem: basta vir.

Carlos Gaspar, da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha – acompanhado pela «nossa» Palmira, sempre e bem -, apresentando o Sexteto 5+1.

Depois, um grupo de amigos, deambulando pela poesia de Júlio Conrado:

Francisco José Lampreia, Carlos Peres Feio, Eduardo Martins e Jorge Castro

  

Júlio Conrado celebra, em grande economia de tempo, os 55 anos de carreira literária, bem como a sua extensa bibliografia, que muito mais tempo mereceria. Felizmente, ao longo da sessão, foi decorrendo uma apresentação ilustrativa de muitos episódios e realizações da vida de Júlio Conrado, que, de algum modo, supriram o que a escassez do tempo sempre inibe.

A «mesa», com Jorge Castro, Júlio Conrado e José d’Encarnação

José d’Encarnação em interessada e interessante divulgação apologética da obra (e da personalidade) do autor

E a sessão, como habitualmente, decorreu depois com o tributo feito pelos presentes, a Júlio Conrado e a Carcavelos – território de afectos do autor – , em forma de poema a várias mãos:

        Francisco José Lampreia,

Carlos Peres Feio

   –  Graça Patrão 

 Lucinda Pratas

– Eduardo Martins

– Ana Freitas

 Francisco Queiroz…

                                         

– Jorge Castro, anfitrião honrado e grato por mais uma sessão de mão-cheia.

fotografias de Lourdes Calmeiro

105ª Sessão das Noites com Poemas com o escritor Júlio Conrado

(Conforme mensagem enviada por Rui Lemos)

A viagem continua. Cá vamos nós para mais uma sessão das Noites com Poemas, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, debaixo da especial supervisão e organização do Jorge Castro que, como sempre, nos traz um convidado excelente e sempre bem acompanhado pelos poetas da casa que farão as suas intervenções.

Desta vez temos um sócio da EMACO, o escritor Júlio Conrado. Sigam as sábias palavras do Jorge:

No próximo dia 23 de Março (sexta-feira), pelas 21 horas, na Biblioteca Municipal de Oeiras, na próxima sessão das Noites com Poemas, contaremos, como convidado, com o escritor e crítico literário – simbiose de curiosa gestão e não isenta de risco… – Júlio Conrado.

Propõe-nos o convidado, como tema:

– Carcavelos nos 55 anos de carreira literária de Júlio Conrado 

O Professor José d’Encarnação trará consigo, também, o seu testemunho amigo, sempre precioso,  e alguns amigos mais preencherão o serão com poemas do autor e não apenas. Teremos, então, entre outros, Ana Freitas, Carlos Peres Feio, Eduardo Martins, Francisco José Lampreia… e por aí fora.

Carcavelos virá, também e necessariamente, à baila com poesia à mistura e, ainda, como elemento surpresa, um breve desempenho musical do  Sexteto 5+1 (5 Clarinetes+1 Saxofone Tenor), com o apoio da Direcção da Sociedade de Instrução Musical  e Recreio de A-dos-Francos (Caldas da Rainha) e da Junta de Freguesia da mesma localidade. Sim, porque isto anda tudo ligado… e mais não digo. Já sabem: o melhor é experimentá-lo.

Contamos, como sempre, com a vossa presença para que esta sessão plenamente se realize.

Perfil e bibliografia do autor:

(mais…)

maratona de poesia em Oeiras
– 21 de Março de 2018

Em 21 de Março decorrerá a Maratona de Poesia, em Oeiras, em que também participarei.

Assim, a partir das 18 horas desse dia haverá farta escolha, distribuída por diversos espaços culturais localizados no centro histórico de Oeiras.

Segue o quadro geral, com indicação de horários e respectivos locais, bem como indicação de participantes e temas a abordar.

festival da eurovisão

Posso proferir uma frase lapidar? Então, lá vai: o festival da eurovisão é o que é e vale o que vale. Pronto! Está dito.

Posto isto, não falarei muito da canção mais votada, defendida pelo Diogo Piçarra, da qual não me agradou a pompa do seu anúncio contra os desconchavos da Humanidade para depois ver a expectativa frustrada através de um poema fruste.

De facto, tenho alguma dificuldade em entender o alcance, o nível poético, o impacto ou, até, a intenção de

Podem fazer muros/Mas não tapam a alma/Tu olhas para tudo/E não vês nada   

Enfim, não acolhi, pois, com grande pesar a desistência de Diogo Piçarra por esta e outras razões.

Por outro lado, para mim, tendo perdido, já ganhou P’ra lá do rio, de Daniela Onís.

Qualidade poética, tema prontamente assimilável, boa interpretação e boa presença…

Deve ser um fado meu simpatizar ou escolher sempre quem perde. Ou é de mim ou será dos júris… Ainda que com tanta gente esclarecida que por aí anda, não sei…

concerto de violino com Luís Morais

Com organização da EMACO – Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e integrado das comemorações de Natal que promovemos, terá lugar o concerto com o violinista Luís Morais.

Ver programa e demais informações úteis a seguir:

Com organização da EMACO – Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e integrado das comemorações de Natal que promovemos, terá lugar o concerto com o violinista Luís Morais.

Ver programa e demais informações úteis a seguir:

Centro Cultural Palácio do Egipto – Oeiras

 16 de Dezembro 2017 – 17h30

Concerto de  violino com Luís Morais

Programa

Selecção de andamentos de Sonatas e Partitas para violino solo
de J. S. Bach.

Partita II BWV 1004 em Ré menor
I. Allemande
II. Courante
III. Sarabande
IV. Gigue

Partita I BWV 1002 em Sí menor
I. Allemande
II. Double
III. Courante
IV. Sarabande

Sonata I BWV 1001 em Sol menor
I. Adagio
II. Fuga

Biografia

Nascido a 21 de Março de1977, em Lisboa, Portugal, começou os primeiros estudos de violino aos sete anos de idade com a professora austríaca Helga–Marie Knava e foi vencedor do primeiro e segundo prémio nos concursos Juventude Musical Portuguesa nas categorias de solista e música de câmara respectivamente.

De 1993 a 2004, formou-se com distinção no curso de concertista de violino na classe da professora russa Isidora Romanoff-Schwarzberg na Universidade de Música e Arte Dramática de Viena, sendo-lhe atribuído o grau académico de Magister Artium.

Participação em cursos de música de câmara e masterclasses como solista com Ernst Kovacic, Andrea Bishop (Quarteto Mosaiques), N. Brainin (Quarteto Amadeus), C. Castlemann (Eastman School, EUA), Valentin Berlinski (Quarteto Borodin).

Numerosas apresentações como solista e membro de orquestra (incluindo a Wiener Kammerorchester, a Wiener Symphonie Orchester, a Max Steiner Symphony Orchestra(MSO) e a Orquestra do Palácio de Schönbrunn) nalgumas das mais prestigiadas salas de concerto como o Musikverein e Konzerthaus em Viena, Conservatório de Moscovo, Concert Hall São Paulo, Tokyo Opera City Concert Hall, entre outras.

Diversas produções de música de câmara juntamente com membros da Orquestra Tonkünstler da Baixa Áustria, da Sinfónica e da Filarmónica de Viena.

Desde 2001 Professor na Escola de Música J.S. Bach em Viena.

Desde 2011 docente em várias masterclasses na Ásia, América, Índia e em toda a Europa.

Em Fevereiro de 2007, fundou o Duo Vienalis com a pianista Ana Cosme e desde então tem dado concertos na Áustria e Portugal, além de transmissões de rádio (Antena 2) e produções de CD.

Membro de alguns conjuntos, entre outros o Ensemble Neue Streicher, Bach Soloists Vienna, Orquestra da Catedral de St. Stephan (Stephansdom).

Concertos, recitais e gravações regulares em instrumentos históricos com o Ensemble Concilium Musicum Wien sob a direção de Paul Angerer e Haydn Sinfonietta Wien sob a direção de concertista Simon Standage e Manfred Huss.

Em 2010, fundou o Æon Quartet junto com graduados da Universidade de Música e do Conservatório de Viena, um quarteto de cordas que interpreta o repertório variado da música clássica ao romantismo em instrumentos originais. Em 2012, o Æon Quartet gravou um CD com obras de Mozart e Schubert, que foi apresentado nos canais de música clássica da Radiodifusão áustriaca, Radio Stephansdom e Ö1. Inúmeros concertos na Áustria, Portugal e Alemanha, bem como transmissões de rádio e gravações.

Desde 2015, concertos em instrumentos originais com o Æon Quartet como parte da série “Classic Exclusive” na Igreja St.Anna, no centro de Viena.

Desde Março de 2016, substituto na Orquestra Filarmónica de Duisburg na Alemanha, nomeadamente como vice-líder de naipe dos segundos violinos, no Teatro e Mercatorhalle de Duisburg assim como na Deutsche Oper am Rhein, em Düsseldorf.

Luís Morais toca num violino de Leopold Bacszinski, feito em Nova Iorque, 1910, e num violino clássico de Michael Ignaz Stadlmann, feito em Viena, 1783.