Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
a poesia é como o azeite… e foi!
Ora, então, mais uma prova superada…
a poesia é como o azeite
CONVITE
Lá estarão o Carlos Peres Feio, o David José Silva, o Francisco José Lampreia e a Estefânia Estevens, a Maria Francília Pinheiro, o João Baptista Coelho, o Oeiras Verde… e até eu lá estarei. E queremos contar convosco, para nos ajudarem à celebração.
a noite
no X aniversário da Casa da Horta da Quinta de Santa Clara
com Paula Viotti e «Diz A Noite»
a noite
vem de improviso
não bate à porta nem entra
cai em nós sem dar aviso
uma vidraça escurece e entorpece a vontade
nesse torpor que acontece no bulício da cidade
– que pena não poder vê-las na luz parada da urbe
às infinitas estrelas
luzeiro que o céu invade
dossel que ninguém perturbe –
desce o manto do mistério sobre as vidas e as andanças
como um grito que se escreve numa parede de lanças
tudo à noite é bem mais sério
bem mais curtas as esperanças
e sobram medos
na noite
que nos escorrem pelos dedos
feitos desejo
premência
de uma urgência que se afoite
em busca de uma outra urgência
no breve acaso de um beijo
e a Lua cresce do mar domando as nossas verdades
e aponta outro navegar
novas marés de vontades
a noite é lar dos poemas
que fogem à luz do dia
talvez só porque alguns temas
da cor da noite as verdades
se fazem de mais poesia
um mundo cheio de coincidências…
Permitam-me partilhar convosco um sorriso matinal que me assolou nesta instável manhã de sábado:
COINCIDÊNCIAS QUE FAZEM PENSAR…..
– Notícia de ontem do site da RTP:
“Cerca de 30% dos portugueses sofrem de perturbações mentais”.
– Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social:
“Sócrates recolhe 30% da preferência de voto dos Portugueses”
Ainda bem que vivemos na sociedade da informação…
opiniões imorais, discurso sarnento…
20 – 21 – 22 de Janeiro
do Santiago Alquimista
a Um Outro Livro de Job, de João Baptista Coelho
até à homenagem a António Feio
Felizmente, contra algum cinzentismo desta apagada e vil tristeza em que Portugal vai (sobre)vivendo, nem pára o tempo nem o ânimo de fazer coisas, estabelecendo essa corrente de Humanidade que vai muito, mas muito, para além da monotonia monocórdica que uma certa política caseira nos injecta o viver…
voto!
O povo é soberano e, como tal, todos devem conformar-se. Pela minha parte, não deixo, entretanto, de lamentar este povo de Cavacos Silvas e Tonis Carreiras, que alegremente têm conduzido este país ao mais modorrento obscurantismo… entre outras desgraças avulsas.
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Se juntarem uns 500 gramas de desencanto a peso igual de indignação; se misturarem, com determinação, ambos os ingredientes, ao mesmo tempo que que lhes vão juntando raspas muito finas de desespero; se temperarem tudo muito bem e abundantemente com muitas résteas de esperança; se, por fim, levarem ao forno da vida, em recipiente de barro largamente untado com coragem de lutar; se, por fim, cobrirem tudo com o creme dos sonhos… poderão servir, no vosso banquete de amigos, o pão presente e futuro.























































