Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

a poesia é como o azeite… e foi!

Ora, então, mais uma prova superada…

Na Livraria-Galeria Verney, em Oeiras, fomos recebidos por Maria José Rijo, que fez a s honras da casa… 
Após breve introdução, sob o lema de que a poesia, bem como o azeite, farão de nós dos povos mais interessantes do mundo, que mais não seja através destes dois produtos do homem, a poesia e o azeite, que, segundo consta, poucos fazem tão bem e em tal quantidade per capita quanto nós, passamos rapidamente à ordem do dia.
Ora, entre a terra que temos e a gente que somos, mais uma vez ficou provado que a Vida tem muito mais encanto fora do défice e outras anormalidades impostas. E a tarde fluiu…  

 

A sala, apesar da hora pouco propícia, esteve sempre muito bem composta e com tendência a aumentar de espectadores, à medida que o tempo passava e alguns se conseguiam ir libertando de outros compromissos. 

Houve um tempo para cantar, também, individual e colectivamente, pois que a palavra cantada também ajuda a transpor objectivos e a congregar espíritos…

Propus o meu poema acima para entoar em coro, com a música do Malmequer… e nem foi necessário ensaio para a coisa resultar em pleno.

Quando possível, um espaço aberto aos que queiram congregar-se ao evento, com participações sempre benvindas.

A Estefânia e o Francisco em boa hora se dispuseram a fazer com que o gosto do azeite fosse além da sugestão da palavra e compuseram uma mesa em forma de poema, a que os circunstantes prestaram as honras devidas.

Agradecimentos a todos quantos deram corpo a mais este simples gesto de cidadania, com destaque para o João Baptista Coelho, o Francisco José Lampreia, o Carlos Peres Feio, o David José Silva, a Maria Francília Pinheiro, o Oeiras Verde e a Estefânia Estevens, que deram corpo ao manifesto, mas também à Ana Freitas e à Eli que, de longe, ainda assim fizeram questão de participar.

a poesia é como o azeite
CONVITE

Ó rama, ó que linda rama… mas também o ouro da terra gerado pelo trabalho e que vem sempre ao de cima, se misturado à água.
Amanhã, dia 03 de Fevereiro (quinta-feira), pelas 16 horas, na Livraria-Galeria Verney, em Oeiras, eu e alguns companheiros de aventuras poéticas, celebraremos mais um encontro com poemas.

Muito me apraz, entretanto, registar e informar-vos de que não tenho detectado vestígios de crise no que à poesia concerne. Teremos, pois, esse acréscimo de interesse de nos passearmos numa zona libertada.

Lá estarão o Carlos Peres Feio, o David José Silva, o Francisco José Lampreia e a Estefânia Estevens, a Maria Francília Pinheiro, o João Baptista Coelho, o Oeiras Verde… e até eu lá estarei. E queremos contar convosco, para nos ajudarem à celebração.

a noite
no X aniversário da Casa da Horta da Quinta de Santa Clara
com Paula Viotti e «Diz A Noite»

a noite
vem de improviso
não bate à porta nem entra
cai em nós sem dar aviso

uma vidraça escurece e entorpece a vontade
nesse torpor que acontece no bulício da cidade

– que pena não poder vê-las na luz parada da urbe
às infinitas estrelas
luzeiro que o céu invade
dossel que ninguém perturbe –

desce o manto do mistério sobre as vidas e as andanças
como um grito que se escreve numa parede de lanças
tudo à noite é bem mais sério
bem mais curtas as esperanças

e sobram medos
na noite
que nos escorrem pelos dedos
feitos desejo
premência
de uma urgência que se afoite
em busca de uma outra urgência
no breve acaso de um beijo

e a Lua cresce do mar domando as nossas verdades
e aponta outro navegar
novas marés de vontades

a noite é lar dos poemas
que fogem à luz do dia
talvez só porque alguns temas
da cor da noite as verdades
se fazem de mais poesia

– poema de Jorge Castro

um mundo cheio de coincidências…

Permitam-me partilhar convosco um sorriso matinal que me assolou nesta instável manhã de sábado:

COINCIDÊNCIAS QUE FAZEM PENSAR…..

– Notícia de ontem do site da RTP:
“Cerca de 30% dos portugueses sofrem de perturbações mentais”.

– Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social:
“Sócrates recolhe 30% da preferência de voto dos Portugueses”

Ainda bem que vivemos na sociedade da informação…

opiniões imorais, discurso sarnento…

Ontem, dia 25 de Janeiro, ouvi o ex-ministro Morais Sarmento, num frente-a-frente com Francisco Assis, na SIC Notícias, e a propósito da eventual racionalização de Juntas de Freguesia na cidade de Lisboa – onde existem nada menos do que 53… – lavrar a sentença, do alto da sua pequenez, de que as tais organismos de proximidade seriam, em última análise, para acabar, a médio prazo, em todo o território nacional.
Assim, sem mais. Morais Sarmento expende tal aleivosia ao mundo com o mesmo à vontade com que um psicopata proporia o abate sumário de todos os Morais Sarmentos porventura existentes à face da Terra… isto se admitirmos que a Terra tenha capacidade de absorção de mais do que uma unidade de tal quilate.
Podemos admitir que tal se fique a dever, ainda, a algum excesso de adrenalina mal contido que lhe sobre da recente vitória de Aníbal Cavaco Silva nas presidenciais, mas não mais do que isso. Que mal lhe terão feito as pobres das Juntas de Freguesia, ao senhor ex-ministro ora comentador? (…)
Ver aqui todo o comentário – blog PersuAcção.

20 – 21 – 22 de Janeiro
do Santiago Alquimista
a Um Outro Livro de Job, de João Baptista Coelho
até à homenagem a António Feio

Felizmente, contra algum cinzentismo desta apagada e vil tristeza em que Portugal vai (sobre)vivendo, nem pára o tempo nem o ânimo de fazer coisas, estabelecendo essa corrente de Humanidade que vai muito, mas muito, para além da monotonia monocórdica que uma certa política caseira nos injecta o viver…

– dia 20 de Janeiro, com o Oeiras Verde, no Santiago Alquimista, em Lisboa, em sessão denominada O Canto Falado em Concerto, passeámos por Ary dos Santos, Fernando Pessoa, David Mourão-Ferreira…
Depois, a 21 de Janeiro, na Biblioteca de São Domingos de Rana, em homenagem  mais do que merecida a João Baptista Coelho e aproveitando o lançamento da sua mais recente obra, com edição da Câmara Municipal de Cascais – Um Outro Livro de Job -,  reuniu-se uma boa mão-cheia de amizades, em cerco de afectos aos poemas deste nosso fidelíssimo companheiro. Foi o caso dos Jograis do Atlântico…  
… do Carlos Peres Feio

… do David José Silva… 

… do Francisco José Lampreia

… da Maria Francília Pinheiro

… numa sala, como sempre muito bem preenchida – se me perdoarem a vaidade – … 

Ao professor José d’Encarnação coube a apresentação da obra…

… enaltecendo um percurso de vida que reflecte a sua exemplaridade também em forma de poesia, para nossa fruição e prazer.
Ao autor, João Baptista Coelho, competiram agradecimentos e encómios a que os visados perdoaram exageros…  

… ditados pelos excelentes companheirismo e cumplicidades que têm norteado esta regular partilha de caminhos e de vontades…

Também Estefânia Estevens fez questão de se associar ao evento… e vocês sabem lá com que agrado do homenageado!

Oeiras Verde não podia deixar de abraçar o nosso amigo poeta…

… nesse abraço colectivo que todos nós lhe fomos dando.

A senhora veradora da Cultura, Dra. Ana Clara Justino, encerrou a sessão com uma emocionante e emocionada evocação do autor, da sua obra, também enquanto atitude de cidadania, que a idade ou as vicissitudes da vida não esbatem. 

Por fim, a esperada sessão de autógrafos, de admiradores sem idade, que colhem no exemplo do autor, como foi sobejamente referido, uma fonte de inspiração para o seu dia-a-dia.

Por último, já no dia 22 de Janeiro, outra homenagem, desta feita a António Feio, que passou a enriquecer a toponímia de Carcavelos, por iniciativa da sua Junta de Freguesia, com nome de rua muito próxima do local onde residiu e passou  os anos da sua juventude.

À sessão compareceram os filhos e outros familiares do actor,  ser humano de especial estirpe que todos vão transportando  nos corações, também como exemplo inspirador de vida… 

Na imagem, Carlos Peres Feio, o mano velho do actor, e a senhora presidente da Junta de Freguesia, Dra. Zilda Costa da Silva, junto da placa toponímica.

Com organização de Carlos Peres Feio e já nas instalações da Junta de Freguesia de Carcavelos, teve lugar a inauguração de uma exposição homenageando o actor…

… onde vários poetas deixaram o seu testemunho de afecto ao actor homenageado.

A sessão de homenagem foi encerrada pela senhora vereadora da Cultura, Dra. Ana Clara Justino.

E António Feio esteve presente, como não podia deixar de ser, dir-se-ia de corpo e alma.

voto!

Agora, que já são 21h30 do dia 23 de Janeiro e que o resultado eleitoral nos dá Aníbal Cavaco Silva por mais cinco anos, gostaria de felicitar e congratular José Sócrates – como já o fiz há cinco anos atrás, pelo excelente resultado eleitoral que tanto o favorece e ao seu projecto político.

O povo é soberano e, como tal, todos devem conformar-se. Pela minha parte, não deixo, entretanto, de lamentar este povo de Cavacos Silvas e Tonis Carreiras, que alegremente têm conduzido este país ao mais modorrento obscurantismo… entre outras desgraças avulsas.

…………………………………………………………

Se juntarem uns 500 gramas de desencanto a peso igual de indignação; se misturarem, com determinação, ambos os ingredientes, ao mesmo tempo que que lhes vão juntando raspas muito finas de desespero; se temperarem tudo muito bem e abundantemente com muitas résteas de esperança; se, por fim, levarem ao forno da vida, em recipiente de barro largamente untado com coragem de lutar; se, por fim, cobrirem tudo com o creme dos sonhos… poderão servir, no vosso banquete de amigos, o pão presente e futuro.

Só por isso voto em Fernando Nobre.      

Um Outro Livro de Job
de João Baptista Coelho
nas noites com poemas

– cartaz de Alexandre Castro
Um Outro Livro de Job (30 Retratos de uma Peregrinação), esta a obra da autoria de João Baptista Coelho, a ser apresentada pelo professor José d’Encarnação no próximo dia 21 de Janeiro de 2011 (sexta-feira), pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Cascais – São Domingos de Rana.
Companheiro fidelíssimo das nossas Noites com Poemas desde a primeira hora, João Baptista Coelho é uma lição de vida para quantos têm a fortuna de com ele cruzar andanças. Poeta do desassossego, também, de uma vida cumprida sempre em busca de mais vida para cumprir, com ele o tempo deixa, de algum modo, de perder a razão de ser..
Um Outro Livro de Job é – finalmente! – uma obra sua, com edição da Câmara Municipal de Cascais, a permitir-nos aceder, com outro tempero e atenção, aos seus poemas.
Por lá estaremos, vários amigos, levando a quem nos quiser ouvir um braçado de poemas colhidos na sua extensa seara, em preito de menagem, dir-se-ia, que a nobreza do autor o justifica.
Venham daí e tragam um amigo, também. Esta noite não será desperdiçada! E a festa será ainda mais festiva com a vossa presença.
Abraços.
Jorge Castro 

quotidiano delirante (8)

De poucas coisas gosto mais, na minha terra de acolhimento – Carcavelos -, do que a fruição da orla marítima dessa praia que poderá considerar-se dos melhores areais de Portugal – e se os há belíssimos! Os passeios de fim de tarde ou de fim de semana lavam-nos olhos e alma…

Mas… ó, terrível mas! Repararão que, nas duas imagens acima, a escadaria fotografada tem uma lógica arquitectónica coerente com o respectivo paredão onde se insere. Assim eram e a tais regras obedeciam todas as diversas escadarias que se desenvolviam ao longo do areal. E por ali se aguentaram muitas dezenas de anos a fio. Há quarenta anos, pelo menos, que eu assim as conhecia.  

Porém, a pavimentação – que tanto e tanto tardou – daquele magnífico passeio e mais quem o imaginou, desenhou, arquitectou, levou a que se derrubassem essas escadarias… para fazer outras nos mesmos locais. E mal se entende o porquê da atitude. Eventualmente, para aproveitamento de materiais que sobraram das obras de pavimentação e infraestruturas diversas…  
Pequena nota esclarecedora: na imagem acima, do rebordo da rampa até à areia dista qualquer coisa como um metro e trinta centímetros… – claro, oscilantes com as marés, que le há marés! Bem mais marés do que marinheiros, pelos vistos.

E apenas por isso, pelo aproveitamento de sobras e de restos, é que se pode entender (?) o resultado final destas esplendorosas rampas, com piso especial e politicamente correctas, pois até darão para carrinhos de deficientes chegarem ao areal… Isto se os carros para deficiente pudessem ter alguma serventia num areal, ou se as próprias rampas, com os mgníficos acabamentos que podemos ver-lhes, viessem a revelar-se de alguma utilidade, até para pessoas sem deficiência 

Qualquer coisa, efectivamente, está podre no reino da Dinamarca! Há, efectivamente, por aí uma seita malfazeja que se compraz em gozar com a cara do cidadão contribuinte. E na maior impunidade. Só pode…!
Talvez amarrá-los a uma cadeira de rodas e fazê-los deslizar, uma e outra vez, por estas abstrusas rampas, até que, por fim, miassem ou uivassem, ou um raio que os partisse!   

quase-quase 200.000 visitas…

Como tudo o que neste mundo vai girando, não é de especiosa importância registar as 200.000 visitas ao Sete Mares.

Mas como tudo neste mundo, cada facto ou ocorrência pode assumir a desmesura que lhe quisermos atribuir.

Eu apuro que sete anos de actividade no Sete Mares é o mesmo que dizer 2.555 dias dessa actividade. E que as 200.000 visitas totais representam 78 visitas diárias.

Gabo a vossa paciência e assumo a minha responsabilidade. Bem hajam.
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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