Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
no 10º aniversário destes Sete Mares
Natal é o que um poema trouxer…
Pois é verdade, pela mão da uma jovem amiga, a inesquecível Thita, que considerava ser eu um sujeito que devia blogar e que me ofereceu, perto do Natal de 2003, íamos pelo seu dia 15 de Dezembro, o blog Sete Mares prontinho a usar, eu fui na conversa dela… e bloguei! Até hoje, partilhando um pouco de tudo com quem me visita no que continuo a considerar ser um enorme espaço de liberdade. Grato sempre pelas vossas visitas e nelas irremediavelmente interessado.
Um grande abraço a todos, natalício também, como é da época, com votos de um novo ano em que os nossos passos nos levem por melhores caminhos que os Passos que têm sido dados…
E, em jeito de prenda, cá fica o meu convite para a próxima Noite com Poemas:
a Nelson Mandela
Madiba – mais além da morte impura
Além mais da tua vida que ofereceste
Nada é maior que tu nessa aventura
Do exemplo tão maior que nos legaste
Em tuas mãos nasce enfim um homem novo
Liberdade foi o nome que lhe deste
A Humanidade toda una e um só povo!
as canções da nossa liberdade
– um outro poema de referências, como agradecimento a João Balula Cid e aos seus (nossos) amigos em sessão memorável das Noites com Poemas
as canções da nossa liberdade
são da cor das madrugadas da vida
no acaso tanta vez feito vontade
por valer uma esperança enfim cumprida
são da cor de um olhar ao mar aceso
são o brilho desse olhar na noite escura
são raiz do pensamento enfim coeso
são as mãos da paz da guerra e da aventura
as canções da nossa liberdade
são aquelas soltas no vento que passa
alvoroço contra o medo e sem idade
de haver sempre uma candeia na desgraç
uma luz algum farol o olhar ardente
essa bola entre as mãos de uma criança
que saltita alegre e viva à nossa frente
e por saber ser assim livre é cor da esperança
hão-de ser para alguns um leme inteiro
o velame que impele a nau premente
esse grito que nos rasga o nevoeiro
quando o tempo de mudança é mais urgente
as canções da nossa liberdade
são a carne viva feita de emoções
cada nota cada estrofe que em nós arde
incendeia aqui e agora os corações
a crescer entre o peito e a garganta
a valer de pena e espada que acontece
quando a noite se finou e amanhece
nesse querer voar que sempre se agiganta
na invenção do amor que nunca é tarde
inteiro e limpo
o dia que enfim canta
as canções da nossa liberdade
e por ser assim
e assim nos valer a pena
nas canções da nossa liberdade
o povo é quem mais ordena.
– poema de Jorge Castro
as canções da nossa liberdade
– com João Balula Cid e amigos
aprazada, fizeram a sua entrada os Estrelas do Guadiana, grupo de cante alentejano que nos vai
sendo sobejamente conhecido…
Palavra a palavra, as palavras ditas foram-nos percorrendo, despertando emoções, desvendando segredos e tornando-nos melhores seres viventes.
as canções da nossa liberdade
nas noites com poemas
Mas o momento será único e mal estaríamos se não o aproveitássemos condignamente. Vejamos:
O tema será: As Canções da Nossa Liberdade. Os convidados: João Balula Cid, Nuno Gomes dos Santos, Manuel Loureiro e amigos.
Amigos que trarão à Biblioteca alguns daqueles bons momentos em que pela música é que vamos, abraçando as palavras que dão mais sentido à Vida. E o cordão dessa amizade é imenso e tão intenso que poderá passar pelo Vitorino, pelo Carlos Mendes, pelo José Fanha, pelo Carlos Alberto Moniz, pelo Nuno Nazareth Fernandes, pelo… enfim, neste sequência arbitrária melhor será por aqui ficar, para evitar alguma sobrecarga emocional.
Como se não bastasse, os Estrelas do Guadiana garantirão a abertura com o cante alentejano de que são especialíssimos cultores. E mais canções virão à liça…
Canções essas que nos deram, um dia, a mão e a alma e nos acompanham, vida fora, sempre novas, sempre urgentes, com essa notável intemporalidade a que alguma Arte tem artes de saber guindar-se.
A poesia cantada, que nos encanta, e transportada ao colo por quem sabe da poda, nesta vindima tão árdua dos dias.
Necessariamente, a não perder – digo eu que sou suspeito! E contando sempre com a vossa presença, claro, para que o concerto universal melhor se cumpra.
com os 15 Anos de Pintura de Ana Camilo
recentes, foram-se descobrindo em redor da poesia, em sessões mensais a
que chamamos Noites com Poemas e que ocorrem na terceira sexta-feira de cada mês na Biblioteca Municipal de Cascais de São Domingos de Rana.
Foram trazendo, em cada sessão, o melhor de si que cada um
cria ou inventa para partilhar com os demais em forma de poema e, assim,
foram constituindo um corpo. Mas um corpo diversificado, onde a
personalidade criativa de cada um sobressai e se afirma sem sobressaltos
de qualquer colectivismo inibidor – que, no caso, nem fará sentido e
desvirtua, até, o espírito matricial destes encontros.
A liberdade é, pois, a palavra de ordem e a bandeira que muito nos apraz empunhar. E é a diversidade que nos enriquece.
É,
pois, neste espírito de partilha, cultivado aqui com alguns dos que dão
forma a este corpo, que nos disponibilizamos, de bom grado, a cruzar
caminhos com a Ana Camilo
e a sua Pintura, entrelaçando experiências que, uma vez mais, na
multiplicidade de géneros pessoais e artísticos, a todos enriquecerão.
Os poemas que traremos versarão a Pintura através das
palavras, consoante os olhares de cada autor. Ou, dito de outro modo e
interrogativamente, como mostrar em palavras o que a Pintura nos
suscita?
a Ana Camilo, pintora, informa:
Podia apresentar-lhe 15 boas razões para passar este fim-de-semana pela Galeria de Arte da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, e visitar a minha exposição “15”, mas basta apresentar 2: Poesia e Teatro.
Convidei uns amigos talentosos que nos vão surpreender com duas noites culturais inesquecíveis:
– 8 Novembro, sexta-feira21h | Sessão de Poesia – “15 anos de pinturas em telas e poemas”
Sessão de descoberta e partilha poética, onde a personalidade criativa de cada autor/a sobressai e se afirma, num exercício de liberdade e criatividade, que nos conta em palavras os 15 anos de pintura e arte.
Ana Freitas, Eduardo Martins, Francisco José Lampreia, Jorge Castro, Luís Perdigão, são um grupo de amigos, uns mais antigos, outros mais recentes, que se foram descobrindo em redor da poesia, em sessões mensais: as Noites com Poemas que ocorrem na terceira sexta-feira de cada mês na Biblioteca Municipal de Cascais de São Domingos de Rana.
– 9 Novembro, sábado21h | Performance Teatral “Um Homem de Negócios”
Quando o trabalho assume a centralidade da vida de alguém, este esquece tudo o que o rodeia. Até ao dia em que o despertar dos laços familiares o fazem mudar de atitude, abandonando a escuridão em que vivia. Manuel Maduro, actor e encenador amador já representou e encenou vários trabalhos. Desenvolve o seu trabalho em quatro espaços diferentes, envolvendo cerca de 46 atores/atrizes amadores/as, todos/as unidos/as pelo amor ao teatro. Grupo “Os Padurar.”
Apareça, vou estar por lá!

























































