Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
um balde de água fria…
ainda de todo o gel com que levantou a crista nos últimos dias, naquele momento
especialmente criativo em que evacua excessos do dia anterior, mesmo, mesmo na
iminência de sacudir o derradeiro resquício líquido, imbuído que está de um
temperamento criativo que se lhe apercebe das orelhas aos pés, passando pela
crista – algo murcha da noitada – e ocorre-lhe uma ideia fulgurante para tornar
o mundo melhor, à sua constrangida maneira de ver, claro:
ninguém fala de mim… Preciso de uma ideia! Deixa cá ver… uma maleita pouco
conhecida, um apoio original – parvo – e
quanto mais o for mais apelativo será para os engraçadinhos habituais…– , apoio
dos media, envolvimento de grandes
personalidades e tal…
que surge uma pandemia de parvoíce generalizada onde tudo o que se supõe ser
«figura pública» quer ou é constrangida a entrar, se não quiser perder pitada
desse engrandecimento só-por-dar-nas-vistas-dos-papalvos.
amiotrófica (cujos pacientes estou em crer que mereceriam uma evocação e muito
apoio através de meios consideravelmente mais dignos).
com um balde de água gelada pela cabeça abaixo.
de todo o «mundo ocidental»!
isto? Tenho as minhas dúvidas. Se o tal «mundo ocidental» anda, aparentemente,
cheio de palhaços frustrados, sem arte nem escola, e imbuído, ou embutido, ou
embebido, na mais extraordinária palhaçada de que há memória, a tantos níveis,
porque não mais uma?
ostensivamente a água cuja escassez, noutras partes do mundo, leva à morte de
tantos seres humanos… Mas o «mundo ocidental» não se preocupa com tais
coerências ou minudências. O que interessa é aparecer na tv, nos facebooks e tal, em manobras de fachada,
e o resto é conversa de tristes.
sobre si próprios um balde de excrementos…Disso, sim, tenho pena. Haveria,
seguramente, outra coerência entre ideia, acto e personagem… E, assim, ninguém
daria pela existência de qualquer desperdício.
inequívoca de decadência civilizacional, de vulgarização alienada de um intuito solidário, não sei, então, o que seja.
uma outra homenagem a António Feio
de Fernando Fragata.
fazemos
sentido
percorremos
percorrido
viagem
uma vida
paisagem
repartida
una
partilha
profunda
ilha
cena
outra vida
pequena
vivida
outro enlace
outra passada
quem abrace
caminhada
espinhos
enriquecida
mil caminhos.
Convite-sugestão – homenagem a António Feio
maresia
marinhos
equinodermes
e descabido
despautério
sofrido
sem mistério…
o Grupo Coral ViVa Voz,
o Eduardo Martins com os Poetas da Apenas
e tanto mais na 99ª Noite com Poemas
o Grupo Coral ViVa Voz e os poetas da Apenas
na 99ª sessão das Noites com Poemas
Fernanda Frazão, em seu nome e da Apenas Livros, dará, de seguida, todos os motes para que a sessão se desdobre e visite alguns dos incontáveis percursos que esta editora tem apoiado.
poesia – outros poetas
Arthur Santos dixit: A inspiração – Não me atrevo nunca a interromper a minha inspiração porque ela com os seus sons harmoniosos ilumina a minha imperfeição.
noites com poemas
com Rogério Charraz
e Manuel Veiga
Mário Branco, acerca de José Afonso e da sua música: «[A conotação de José Afonso
com a luta política] é o resultado de um epíteto que a certa altura se começou
a usar em Portugal, inventado em grande parte para ser atribuído ao Zeca e
àqueles que se inscrevem no movimento que o Zeca começou, o de cantor de
intervenção. [Epíteto] que tem, a meu ver, dois defeitos: o primeiro é que,
se o Zeca é um cantor de intervenção, dá a impressão que o Tony Carreira e o
Marco Paulo não são cantores de intervenção, e a verdade é que são, até
intervêm muito mais que o Zeca ou qualquer outro. E o segundo é que [este epíteto]
é uma maneira de diminuir o alcance da obra dele, porque a obra do Zeca tem
algumas canções políticas, contestatárias, de protesto, de testemunho de lutas
concretas. Mas tem muito mais que isso: tem canções de amor, canções poéticas,
canções de todo o género».
convite –
Rogério Charraz nas Noites com Poemas
E, ainda, a tempo… correndo os ventos de feição, contaremos, também, com a presença de um grande companheiro destas lides bloguísticas, Manuel Veiga, de sua graça, que nos trará o seu livro recentíssimo e que muito recomendo: Poemas Cativos, com edição da Poética Edições.
com o Oeiras Verde nos Cinco Anos do Palácio Egipto, em Oeiras
Programa
1º Andamento: Emoções e Afectos
Balanço Provisório – José Fanha
Versos d’Amor – Mário Cesarinny de Vasconcelos
Cantigas do Maio – José Afonso
Pedrão Calado – Mário Henrique Leiria
Cena – António Manuel Couto Viana
2º Andamento: Lisboa
A Cidade É Um Chão de Palavras Pisadas – Ary dos Santos
Ponto Nevrálgico – Mendes de Carvalho
Recado a Lisboa – João Villarett
Lisboa – António Botto
Lisboa Menina e Moça – Ary dos Santos
3º Andamento: Mudam-se os Tempos
Lira – Canção Tradicional Portuguesa
Ao Desconcerto do Mundo – Luiz de Camões
Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades – Luiz de Camões
4º Andamento: Obrigada À Vida
Canto Moço – José Afonso
Esclarecimento – Mário Henrique Leiria
Estrela da Tarde – Ary dos Santos
Gracias A La Vida – Violeta Parra









































































