Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
quotidiano delirante (7)… olh’ó mamarracho
fotografando o dia (154)
era uma vez eu menino…
onde todos os combates que temos valem a pena
e o dia não se esgota na noite escura e pequena
por ânsias do novo dia que sabemos já lá vem
onde cavalgamos nuvens sem receio de cair
porque as nuvens dão as asas a quem as quiser ouvir
e onde a vida sempre sobra
e vai sempre mais além
e as frutas são lambuzos com que pintamos o vento
e as árvores castelos
e as campinas são de ouro
e o mar esse tesouro onde se perde o sonhar
a idade dos caminhos sem destino e sempre em frente
a descobrir algum ninho onde a vida é mais urgente
e correr nalgum trigal de espigas sempre-vivas
como à noite o madrigal de esperadas despedidas
renovadas
repetidas
boas sempre de esperar
montar cavalo de pau
e ter sempre alguma nau a jeitos de navegar
era uma vez eu menino
e tinha em mim a matriz de não crer nalgum destino
sem ser aquele que eu fizesse
ah voltar a ter moinhos
e destinos
e caminhos
todos quantos eu quisesse…
Nova crónica (balnear) na FreeZone e outros abraços…
fotografando o dia (153)
fotografando o dia (152)
fotografando o dia (151)
a António Feio
e não deixem nada por dizer,
nada por fazer.»
– António Feio, na apresentação do filme Contraluz, de Fernando Fragata.
Até sempre, Toni!














