Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
um aceno ao homem do Saldanha
Veja o João Manuel Serra AQUI.
quando os dias vão passando a acenar
a quem passa junto dele
só por passar
no presente que se escoa na cidade
lança ao ar como que um ar da sua graça
que não custa
nada mais por ser de graça
no sorriso que nos lança sem idade
junto à berma do passeio a mão no ar
ele entrega sem receio e sem pensar
o melhor que de si tem para nos dar
e o trânsito atrapalha-se ao aceno
daquele sinaleiro velho e seu ar terno
que sorri para nós por ali estar
pelo ar em voo solta a sua mão
aliado a um sorriso que é eterno
a afastar de si um mar de solidão
hoje foi notícia breve a tua morte
num jornal onde caiu o meu olhar
e a cidade parou
perdeu o norte
e ficou mais outonal
crepuscular
mas em cada esquina viva de Lisboa
onde o dia se atrofia e é mais pequeno
naquele bando de pardais que a sobrevoa
ali está – caro João – o teu aceno.
– poema de Jorge Castro
em cada passo…
(… antecipando já a próxima sessão das Noites Com Poemas, com Rui Ferreira e os poetas portugueses na voz de Amália, talvez alguém faça um fado disto…)
quando canto
eu trago nas palavras o destino
e pelas minhas mãos construo o hino
de levar comigo o dia em cada passo
e esse canto
é que me traz da escuridão a um mar de estrelas
e que me enche o olhar por entendê-las
e me faz sentir maior em cada passo
e se eu canto
é por ter em mim a alma portuguesa
por trazer na minha voz essa certeza
deste povo a erguer-se em cada passo
e eu canto
contra o fado – se calhar contra o quebranto
contra algum desviver e o desencanto
mas eu canto p’ra viver em cada passo.
A minha adesão à greve no dia 24 de Novembro
Conforme publicado na FREEZONE –
Leia o meu artigo completo AQUI.
E, se tiver paciência, ou interesse, ou disponibilidade ou, de preferência, tudo isso conjugado, pode ainda ler mais sobre o assunto AQUI.
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Não à mudança da hora!




