Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
noites com poemas
com Manuel Freire
-Versos com Reverso
sessões com a Associação Espaço e Memória (Oeiras) – II
sessões com a Associação Espaço e Memória (Oeiras) – I
Com uma notável programação, esta associação cultural, a que tenho a sorte e o gosto de pertencer, tem vindo a preencher este meu Verão com visitas memoráveis:
nem tudo o que luz é oiro…
Pronto! Depois de muito batalhar a ouvir o que um Miguel Gonçalves disse no programa Prós e Contras e que circula por aí como exemplo de nova militância obreira, acabei de concluir que o rapaz, embora possa até estar imbuído das melhores intenções, não passa, objectivamente, de assumir o papel de vendedor da banha da cobra dos tempos modernos.
E por variadíssima ordem de razões. Desde logo porque parte, sem medo, de uma série de pressupostos que, por muito má sorte nossa, não existem.
Não existe isso de tentar uma solução de vida uma vez e outra e mais outra e outra ainda, sem que todos os dias, enquanto se vai tentando, haja necessidade de comer – o que, por si só, condiciona a abordagem ao «mercado».
Não existe isso de «oferecer a mais-valia que o empresário procura» na traineira que sai para a pesca, pelo menos na perspectiva modernaça que o jovem Miguel lhe quer atribuir, sob pena do jovem em início de laboração na pesca ser lançado borda fora, no máximo, ao segundo dia, pelo mestre.
Não existe isso da criatividade exacerbada e sempre à frente quando se trata de fazer uma recolha diária de lixo municipal ou providenciar a limpeza de dejectos de cão na via pública.
Não existe também essa capacidade de perseverança quando a vergonha e/ou a penúria em casa obrigam um jovem licenciado a inscrever-se como caixa do supermercado, como forma liminar de prover ao sustento do dia-a-dia.
Publicidade despudoradada ou crónica de bem-dizer
Sabem o que mais me alegra num faustoso repasto, bem regado de amigos e bom vinho? A arte do dono da casa bem como dos seus empregados de bem acolher cada comensal, que vai, assim, para além do mero cliente, e pode atingir verdadeiros cumes da amizade.
Vem isto a propósito, claro está, de experiências várias de vida, ainda fresquinhas, ocorridas neste fugaz período de férias que gozei.
E, sem distinções que pecariam por maçadoras, aqui vos deixo três referências algarvias, que são outras tantas provas da minha consideração elevada por todos vós, improváveis leitores, já que pequei e repequei e voltaria a pecar, no que à gula concerne, em cada um desses notáveis lugares onde, à excelência dos manjares, se aliou de forma rara, a magnificência do acolhimento. E a ordem é arbitrária, ainda que alfabética:
Âncora – restaurante na aldeia de Burgau;
O Cantinho do Mar – restaurante na cidade de Lagos;
Ribeira do Poço – restaurante em Vila do Bispo.
(ainda) um postal de férias
(…)
férias 2011 em alguns desenhos
em férias
Sabem onde fica? Não interessa. É lá mesmo, em simpática localidade que a pesca fez nascer…
































