Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

cerco por cerco

Recebi esta mensagem na minha caixa do correio. Dizer que o Parlamento é o bastião da democracia e, enquanto tal deve ser respeitado, é um lugar-comum. Mas ver o Parlamento SER um bastião da democracia é outra coisa. E, lamentavelmente, muito pouco comum. Assim e como o saber não ocupa lugar, aqui se divulga…
Movimentos sociais e cidadãos organizam a concentração:Cerco ao Parlamento
Objectivo é chumbar o Orçamento nas ruas no dia em que ele é apresentado na Assembleia da República e exigir a queda do governo
Dia 15 de Outubro de 2012 é a data limite para a apresentação do Orçamento de Estado para 2013. Marcámos por isso neste dia uma concentração para expressar o nosso descontentamento em relação às políticas do actual Governo e ao seu orçamento criminoso.
Opomo-nos a que o sacrifício continue a ser feito sobre os de sempre, os que trabalham, e que continue a deixar de lado o capital improdutivo, as mais valias bolsistas, os movimentos de capital, as fugas de capital para o exterior para, em vez disso, insistir na destruição do que resta do período inicial do pós 25 de Abril.
Não podemos aceitar que a destruição da economia prossiga, que quem trabalha continue a perder poder de compra, que os jovens continuem abandonar as universidades, que os mais velhos continuem a não conseguir aceder nem a comida nem a medicamentos, nem que as crianças continuem a não ter o essencial para o seu desenvolvimento. Não podemos permitir que, enquanto isso, as PPP continuem a existir e que prossiga a privatização dos bens públicos, que são de todos.
Consideramos inaceitável que a larga maioria da população continue a empobrecer para que uma minoria mantenha os seus privilégios.
Rejeitamos, principalmente, que a redução do preço na força de trabalho seja solução para a recuperação económica.
Por tudo isto, nesta 2ªfeira, às 19 horas, estaremos em S. Bento e levantaremos as nossas vozes: BASTA! FIM A ESTAS MEDIDAS HOMICIDAS! GOVERNO PARA RUA JÁ!
Conferência de Imprensa, dia 13, às 12:00, em S. Bento.
Concentração em S. Bento a partir das 18h do dia 15 de Outubro.

Para mais informações:

de uma bandeira ao contrário

Terá sido um lapso; terá sido um boicote; terá sido qualquer coisa que não devia ter sido, como tanta coisa que por cá se vai passando e não se devia passar…
– imagem obtida, com a devida vénia, no sítio do Diário de Notícias 
não que me afecte a bandeira
hasteada em modo vário
quem sabe bem mais faceira
de lado ou pelo contrário
e até chegar ao hino
com candura e muito imposto
e pô-lo a fazer o pino
de pés p’rò ar que é um gosto
marchando «contra os canhões»
e acabando com os «heróis»
seja lá por que razões
ou por sujos maus lençóis
porque afinal já se diz
estar a bandeira direita
mas ser bem mais infeliz
ver quanto o país se ajeita
ao facto extraordinário
de estar de pernas p’rò ar
e tal ser já ordinário
sem parecer ter volta a dar
pois que ao país não se acerta
sem protocolo a preceito
assim cá deixo um alerta:
dêmos-lhe a volta com jeito
com jeitinho mas denodo
zurzindo nos maus mandantes
voltando Abril de outro modo
sem nos ficar como d’antes

e rimar nação com povo

de canhões contra os tratantes.
 

– versalhada de Jorge Castro

Última actualização do Google Maps…

Lançamento de “Canções Peripatéticas”, de Nuno Rebocho
– edições Apenas Livros
6 de Outubro

18h – Lançamento do livro de Nuno Rebocho, apresentado por Fernanda Frazão (da editora Apenas) e o jornalista Mário Galego, que representará o autor, ausente em Cabo Verde. Os poemas serão ditos pelo poeta e diseur Jorge Castro.
Escritor, poeta, jornalista, Nuno Rebocho chefiou, durante anos, a Informação da RDP-Antena 2. Foi animador cultural, aprendiz de político e de sindicalismo, entre outros vícios, chateou-se com a terra que, por mal dos seus pecados, o viu nascer e retomou as suas raízes africanas. Escolheu Cabo Verde para viver, onde vai escrevendo. Reivindica uma nacionalidade: a lusofonia.
20h – Jantar Caboverdiano com música ao vivo na voz e violão de Paló
Sujeito a inscrição prévia por telefone ou e-mail. Preço por pessoa: 15 crioulos – jantar e música ao vivo.
Centro InterculturaCidade
Travessa do Convento de Jesus, 16 A – 1200-126 Lisboa
Marcações para os jantares: centro.interculturacidade@gmail.com –  21 820 76 57

Lotação limitada. É necessário efectuar marcação até dia 5/09/12

os limites da decência ou que raio de democracia é esta?

Um dos seguranças de Passos Coelho, no passado dia 26 de Setembro, aquando de uma visita do primeiro ministro ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, no interior das instalações deste estabelecimento de ensino, dirigiu-se a um estudante que teria vaiado Passos Coelho, agarrou-o por um braço, isolou-o e conduziu-o ao exterior das instalações para ser identificado pelos agentes fardados que ali se encontravam, em profusão estapafúrdia.
Pelo caminho, tentou impedir um operador de câmara da TVI de filmar esta sua atitude, tendo até ensaiado uma agressão ao repórter.
Parece que a Inspecção-Geral da Administração Interna já terá aberto um inquérito a esta tentativa de intimidação ao repórter… Mas, então, e a atitude perante o estudante, que me parece igualmente ser não menos gravosa? De que estará à espera a direcção do ISCSP para lavrar, também, o seu protesto e exigir responsabilidades à tutela por este acto desrespeitoso e indigno?
Até nos tempos salazarentos havia algum pudor ou reticência na entrada e actuação da polícia nos estabelecimentos de ensino, entendidos, tal como as igrejas, locais de alguma independência ou autonomia, chamemos-lhe assim, sacralizada.
Pelos vistos, para esta gente, isso terá sido coisa que passou à História.E assumem que, já muito fora do regime democrático em que supostamente vivemos, o País vive afinal em estado de sítio promovido, a contrario sensu, pelos nossos governantes.
Reflectindo tão-só que toda esta movimentação nas ruas se deve, em primeira instância, ao profundo e mais do que legítimo descontentamento que grassa por Portugal fora, mas que foi a inépcia não inocente do governo de Passos Coelho através da aberração da TSU e demais declarações avulsas que, como causa próxima, atiraram os descontentes para a rua, massivamente, em desepero e numa unidade de acção de dimensões porventura pouco imagináveis pelos senhores do «arco do poder», fica-me a sensação desconfortável de que tudo isto estará a ser orquestrado.
Ora, como nada acontece por acaso, parece-me claro, também, que o tempo deste governo acabou, sob pena de consistir ele no principal e determinante fautor de instabilidade e criador de conflituosidade social.
E depois dele? Ora, novas políticas, claro…

NOTA PÓS-POUCA VERGONHA – O presidente do ISCSP, Manuel Meirinho, por acaso cabeça de lista pelo PSD, na Guarda, nas últimas eleições legislativas anunciou um inquérito disciplinar ao aluno que vaiou o primeiro ministro Passos Coelho!

E está concluído o círculo da prepotência. Este fulano que devia, em primeira instância – isto, claro, se tivesse alguma coisa parecida com coluna vertebral… – pugnado pela dignidade e independência da instituição a que preside, faz exactamente o que o patrão espera dele: senta-se, agita a cauda e move um inquérito ao estudante, alegadamente porque há um código de conduta naquela universidade.

E esse «código de conduta» não lhe recomenda, antes de mais, que preserve a invasão da instituição que está à sua guarda dos desmandos intrusivos da «polícia», seja ela qual for? Efectivamente, há muita maçã podre neste cabaz de burgessos.

noites com poemas
com o grupo coral Estrelas do Guadiana,
com José de Matos-Cruz, Daniel Maia e Susana Resende
em redor do Infante Portugal e As Sombras Mutantes
mais uma edição da Apenas Livros

No «reinício da temporada», com a sala bem composta augurando um bom desenvolvimento da mesma, foi dado o habitual cumprimento de boas-vindas, com breve anúncio daquilo que a sessão nos traria. 

E, deste feita, pudemos contar, logo a abrir, com o grupo coral Estrelas do Guadiana, que encheu aquela sala e os nossos espíritos …

… daquela sonoridade que nos estremece e, como diria o nosso amigo José Fanha, que nos faz sentir portugueses aqui.

Sons e vozes da terra, de sotaque deliciosamente empedernido, entoando aquelas modas em que vinte vozes se fazem um abraço…

… e que, contra todas as vicissitudes, a persistência e determinação de uns quantos – os melhores de nós! -, mantém viva e actuante,  nessa estranha mas incontornável vontade de se preservar a identidade cultural que nos distingue e dá alento.  

De seguida, lugar ao nosso convidado… que melhor será dizer aos nossos convidados, José de Matos-Cruz que nos chegou acompanhado por dois dos ilustradores da sua obra, Susana Resende e Daniel Maia.

Coube à nossa amiga Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, fazer a apresentação sumária, como é seu timbre, mas também bem humorada e motivadora, dos nossos convidados.  

Depois, José de Matos-Cruz falou do que representa este seu projecto O Infante Portugal –  que vai já no terceiro volume -, da sua génese aos percursos que ele pretende apontar, desbravando-os, também, a cada passo em que se desenvolve esta caminhada, percorrida de braço dado com uma infinidade de ilustradores de Banda Desenhada portugueses, que têm vindo a dar corpo ao manifesto que é esta estranha e misteriosa personagem.   

A propósito do tema e de percursos vividos, percorremos também algum trajecto de vida do autor, ao longo da sua extensa actividade profissional, na Cinemateca Nacional, que se nos revelou tão interessante e curiosa como a sua faceta de autor. 

Daniel Maia

e Susana Resende

… trouxeram-nos as suas abordagens ao projecto, sublinhando a relevância para o mesmo das cumplicidades mutuamente desenvolvidas, a par de uma enorme liberdade criativa, que permite e favorece a interacção, com resultado final muito mais enriquecido, sem que cada um dos envolvidos incorra na perda de identidade, antes a reforçando no contexto de um projecto comum.
Como mera nota de rodapé, louvei eu também essa cumplicidade intergeracional, muito para além e bem mais coerente do que o fosso que por vezes se cultiva; cumplicidade logo mais traduzida em actos concretos  onde passagem de testemunho e exercícios de partilha de olhares e de saberes não são expressões sem conteúdo.  

Registou-se, também, interacção com quem assiste, numa prática de que sempre se faz apanágio neste nosso espaço, diluindo os «cantos da sala», pois a grande verdade é que todo e cada um tem sempre algo a fazer valer.

Terceira e última parte da sessão: lugar aos poemas  e às vozes que os queiram trazer, inspirados ou não pela temática proposta, tentando retribuir aos convidados cada bom momento passado. 

Francisco José Lampreia, colega de estudos universitários de José de Matos-Cruz, reservou ao nosso convidado uma surpresa, com um forte abraço. 
Eduardo Martins
Maria Francília Pinheiro

– … (lamento, mas não recolhemos o nome desta nóvel participante…)

João Baptista Coelho

Ana Freitas
Rosário Freitas
– A costumeira sessão de autógrafos…

… muito convenientemente condimentada com o convívio com que sempre se encerra cada uma destas sessões e que, invariavelmente, proporcionam novos encontros ou velhos reencontros… Afinal, muito do sal que nos tempera esta vida.

Fotografias de Lourdes Calmeiro e Lídia Castro

convite – Noites com Poemas
com José de Matos-Cruz

No próximo dia 21 de Setembro de 2012 (sexta-feira) e pelas 21h30 vamos reiniciar as nossas sessões das Noites com Poemas. Contra a crise, contra a inacção, contra os canhões até, se assim muito bem entenderem.

Como sempre, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana e uma vez mais contando com a colaboração de Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, teremos connosco José de Matos-Cruz, autor da saga O Infante Portugal, obra profusamente participada por muitos ilustradores, como Daniel MaiaSusana Resende e tantos outros, e que vai já no seu terceiro volume: O Infante Portugal e as Sombras Mutantes…

Deixo-vos com um «naco», para aguçar curiosidades, à laia de sinopse: «A rotina sibilina de Lisboa é, imprevistamente, perturbada pela súbita ausência de Nero Faial, o impecável Curador da Fundação de Artes Narcisistas. Movem-se, então, ambições e frustrações – a par com bizarras aparências e intrusões, cuja evocação ou revelação abala a vivência e a memória de gente influente ou dos heróis urbanos. Um primordial Infante Portugal estranha, sobretudo, o inquietante apagamento de Vulcão – o seu mais implacável adversário, e paradoxal líder do submundo… » 

A sessão contará, ainda, na sua abertura, com a apresentação do grupo coral Estrelas do Guadiana.

Também como sempre, todos contamos com todos… e todos nunca somos demais.

1. viva o 15 de Setembro!
2. homenagem em Coruche

NOTA PRÉVIA –  Antes de qualquer outra consideração e sem qualquer cometário espúrio face à dimensão do acontecimento, aqui fica lavrado o testemunho da minha eufórica e feliz alegria pela assunção clara de cidadania que o dia 15 de Setembro de 2012 representou, em todo o território nacional e, até, nas diversificadas diásporas onde o povo português é e está e sabe ser!
Quando os Passos que nos caem em sorte se convencem que (des) governam um povo abúlico e perenemente desmotivado, dá os passos perdidos que sabemos. Um dia o tiro sai-lhes pela culatra e o arrepio de tão mau entendimento talvez já não seja viável.
*
Em Coruche, pela mão de Ana Freitas e de um grupo de amigos maiores que o pensamento, no Café da Vila, no passado dia 14 de Setembro, fui alvo de homenagem – coisa sempre de deixar emocionalmente «arrumada» a mais empedernida das almas… Que dizer quando a alma em questão é tão atreita à «pieguice», que, pelos vistos, tanto incomoda quem se afasta dos caminhos dos afectos…   
Nada faltou no desvelo com que fui tratado, tendo até sido presenteado, pela mestria de David Carrapo, com belos momentos musicais que, muito mais do que preencherem o tempo, deram alento ao início da tão agradável sessão que se seguiu.

A noite resolveu, também, ajudar à festa, brindando-nos com uma muito amena temperatura, convidando a que a esplanada do Café da Vila se arvorasse em plateia, bem preenchida, coisa sempre notável quando o tema é a poesia… e ainda para mais tratando-se de homenagem a este quase ilustre desconhecido.

O mote foi A Poesia – Outro Modo de Respirar, que Ana Freitas introduziu, com as seguintes palavras:
Sendo o respirar o acto primeiro e a prova de estarmos vivos, todos nós temos muito que respirar. No nosso percurso de vida, vamos escolhendo meios de o fazer, por exemplo, através da simples conversa ao debate organizado, ao exercício físico, do desenho à música, à pintura, da leitura à escrita.
Jorge Castro, o nosso homenageado, escolheu, e o seu muito talento assim lhe permite, muitas artes para respirar! 

E foi dizendo de mim o que algum pudor me impede de reproduzir…
Logo mais, coube-me tentar retribuir tanto carinho, tendo recorrido a uma mão-cheia de marcos literários, que me ajudam a perceber alguns porquês do que vou fazendo nestas lides…

… e chamei à colação José Fanha, Urbano Tavares Rodrigues, Eugénio Lisboa, José Gomes Ferreira, Bertolt Brecht e, até, algumas peças da indústria, para melhor documentação de quantos me fizeram o favor de estar presentes para este simpático e envolvente abraço.

– Rosário Freitas

– Tomiça

– Augusta Santos

– Estefânia Estevens

– Carlos Gaspar

A nossa organizadora do evento, Ana Freitas, providenciou e caprichou tanto nos pormenores desta sessão que se lembrou até de fazer anos nesse mesmo dia, ao que lhe retribuíram com várias merecidas surpresas.

No intervalo para a segunda «rodada», David Carrapo ofereceu-nos nova ponte musical.

– Como há sempre coincidências na vida, por mais que delas nos queiramos alhear, não é que dou com essa singularidade de o edifício onde se encontra localizado o Café da Vila se denominar Edifício Orca? Ele há coisas do arco da velha!

– Rosa Pais

– Alzira Carrilho

– Francisco José Lampreia

– Maria Augusta Ambrósio

– Palmira Gaspar

– Isilda Gagueja

– Idália Silva

– Arlindo Pirralho

– Ernesto Fonseca

– Joaquim Laranjo

– Gracinda Maia

E não foram poucos os remoques e alusões que este cordão de poetas lançou aos desconchavos do desviver a que tanto (des)governante nos quer obrigar, sem acautelar saberes e sentires, enfim outros modos de respirar dos cidadãos que enformam a nação que somos, numa demonstração inequívoca de que a pacatez do povo não é sinónimo de falta de atenção, espírito crítico e capacidade de mobilização, como, aliás, os acontecimentos do dia 15 tão bem revelaram.

E Ana Freitas encerrou o evento. Cordial, simpático, motivador… sei lá como adjectivar  mais sem cair no risco de me arvorar em juiz em causa própria. Olhem, é como sempre digo: tivessem ido e logo veriam! E Coruche, em querendo, terá também longevidade  a destacar em sessões poéticas. Os dados estão mais do que lançados.
Foi bonita a festa, pá, estamos contentes… e tanto que ainda se encontrou ímpeto para rematar a noite em mais folias, com o excelente pretexto da recomemoração do aniversário de Ana Freitas, que juntou a todo o empenho na organização desta pequena-grande efeméride, os seus dotes de óptima anfitriã. Chá e vinho do Porto, bolos confeccionados com mil afectos… Mais palavras para quê? 
 Estou em crer que é muito por falta disto que os Sócrates, os Coelhos e outros Gaspares são como são, agem como agem e secam tudo em seu redor. Falta-lhes muito o viver a vida com outros modos de respirar.
– Fotografias de Lourdes Calmeiro

mais, não!

Depois de tudo quanto foi dito e de quanto mais se possa vir a dizer, aqui se declara que este cidadão considera que o actual governo perdeu a legitimadade para a governação do País – do qual, aliás, apenas uma parte relativamente pouco significativa do eleitorado o terá eleito – e que deve apresentar imediata demissão. A bem ou empurrado…
Talvez não fosse má ideia, entretanto, perante os resultados que nos vêm sendo apresentados de há mais de vinte anos a esta parte, que o próximo elenco governamental fosse contratado através de anúncio em jornal da especialidade – que os há em profusão -, com contrato a termo e manutenção mediante bom cumprimento de objectivos pré-definidos.
Ah… poderia ser um governo de iniciativa presidencial, já agora, para lhe conferir alguma credibilidade. E à Assembleia da República competiria, em coordenação com o senhor presidente da República, a fiscalização da actividade governativa.
Tenho a certeza de que, em termos de sensibilidade social, nada ficaria a dever a estes que temos tido e que, aparentemente, do conceito de nação apenas guardam o preceito do «venha-a-nós-o-vosso-reino» .
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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