Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

quotidiano delirante…

Que no Portugal das tampinhas, um presidente que desfralda bandeiras ao contrário desfaleça no púlpito, em pleno discurso do dia de Portugal, e caia nos braços de um militar, poderá considerar-se premonitório?

É que ele era tanta coisa a contrariá-lo, coitado: desde logo, Portugal todo; depois, aquela malta toda aos gritos; também, a proposta do «entendimento» a martelo entre todos os partidos, que nem ao Diabo lembra e que ninguém apoia… E o senhor já tem alguma idade. Pobre do pobre! Houve um que, caído da cadeira onde tomava banhos de sol, nunca mais se levantou. O Sol é terrível nestas idades!

Tenho para mim que, de facto, há uma idade em que todos nós devemos pensar em repousar de uma vida de canseiras. Só não percebo porque é que esta lógica parece não funcionar apenas para os «senhores do poder», que parecem poder exercê-lo até à baba, à tremedeira descontrolada, à incontinência física e verbal, à demência galopante. Mais outras malhas que o império tece. E o nosso pequeno império é tão pródigo nestes matusaléns eternizados no poder activo… ainda que, aqui, o conceito peque por demasiado optimista.

E, note-se, que falo do «poder activo» e não da muito importante opinião de senador, maturada por experiência vivida, que essa é muitíssimo respeitável e deve sempre ser escutada. Que todos lá vamos chegando…

Não deixa, assim, de ser curioso vermos que um regime que tanto maltrata, menospreza e desmerece os seus séniores, nos proponha, como figura cimeira do estado, um rapazola com mais de setenta anos, que se aguenta mal na tripeça. É, em boa verdade, uma inaudita violência por parte dos seus pares!

… É que nem me ocorre nada de mais emocionante para comentar sobre a ocorrência. Ó apagada e vil tristeza!

convite –
apresentação do livro de Ana Patacho

Amanhã, dia 08 de Junho, pelas 18 horas, na Livraria Bulhosa, darei o meu apoio na apresentação do livro de Ana Patacho, Escrever um Conto é Acrescentar… Um Conto, com edição da Chiado Editora.

Apareçam. Como sabemos, nestas coisas, todos não somos demais e… sempre se trata da primeira obra da autora.  

reflexão pós-eleitoral

… e no entanto o dia é fundo e descabido
na imensidão abissal do despautério
mergulhando a contragosto no olvido
de bivalves tão expostos sem mistério

as portas que se abriram estão fechadas
o céu sempre azul está encoberto
e os homens em pantomimas desvairadas
já não sabem se são homem ou robertos
numa vida triste amorfa maltratada
– só estridências de charanga no coreto –
sem passarem nunca mais da cepa-torta
aceitando chamar branco a quanto é preto

só as nuvens lá vão elas sempre em volta
deste mundo que nos gira sobre um eixo
cavalgando o universo em rédea solta
em elipses cintilantes as mais belas
num deslumbre de fazer cair o queixo
por poeiras que nos chovem das estrelas

nada temos ou por certo ou garantido
para além do esbulho e da ganância
somos só este povo escafedido
da esperança que a vista nem alcança
e de quem ninguém fala nos jornais
por teimarmos serem também siderais
estes males que de fados nos consomem

e afinal todos nós vamos elípticos
feitos todos dessa massa que nos forma
e apesar de haver ratos que nos roem
dos que não nos matando muito moem
nos quadrantes mais diversos e políticos
sem ter regra sem ter lei e sem ter norma
viajamos também nós pelo espaço
uns dos outros à distância desse braço
que esbraceja na desarte que transtorna
neste mundo tão carente de reforma.

Jorge Castro

que raio de democracia é esta? (parte II)

Outro aspecto que cai, neste domínio, no abismo abissal da minha ignorância trata-se do voto dos cidadãos portugueses na diáspora – como eu gosto deste termo, que sempre me recorda os diospiros e outros suspiros…

Eu nem faço uma ideia precisa de quantos cidadãos portugueses andarão espalhados por esse mundo, mas serão para cima de um milhão deles. Grande parte dos quais espalhados por países da Europa: Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Alemanha, Bélgica…, para já nem falar nos States, na Argentina, nos Palopes. Então e para o Parlamento Europeu estes cidadãos não votam?

Para cima de 300.000 emigrados só nos três últimos anos, todos com corpinho para irem à procura do trabalho que cá não têm, e não votam?

Nascidos cá, registados cá, formados cá, revoltados cá… e não votam?

Ou votaram e a malta nem deu por isso? Ou nem é preciso, nem interessante, nem conveniente que votem e o melhor é esquecer a sua existência?

É que eu cheguei a ouvir um «analista», daqueles profundos que por aí abundam, antever que a abstenção iria aumentar porque tantos cidadãos emigraram. Grande lata! Então, emigram e não votam? Porquê?

E, se ao contrário daquilo que a minha ignorância leva a crer, afinal sempre votaram, como é que foi esse voto?

E se não votaram como deviam ter votado, um milhão que sejam, representam uma fatia enorme dos cidadãos eleitores. Ou também já não são cidadãos?

É que eu, quanto mais olho para isto tudo, menos percebo!

que raio de democracia é esta?

Perante a recente votação para o Parlamento Europeu, receio muito não perceber nada de política… e, pelos vistos, desta democracia ainda menos.

Dois terços da população nem vota e mal estrebucha, e tal deve ser considerado, conforme unanimemente reconhecido, como uma postura de protesto. Vejamos, então: dos 9.685.294 potenciais votantes, 6.402.742 – o que perfaz 66,11% – não votaram.

Oito vírgula noventa e oito por cento (8,98%) da rapaziada que sobra – do tal terço votante – vota nos partidos que não elegeram ninguém; vinte e quatro vírgula trinta e sete por cento (24,37%) acorreram, respectivamente, à CDU, ao MPT e ao BE, que sempre elegeram alguma coisa; sete vírgula quarenta e sete por cento (7,47%) são votos nulos ou brancos. Ou seja, tudo gente que está contra o «arco do poder».

Não se cansem, que eu faço as contas: estes três grupos perfazem 40,82%, ou seja, quarenta vírgula oitenta e dois por cento do terço dos efectivos votantes… !

Resumo, concluído dos números acima: neste momento, somos governados por uma coligação de dois partidos que tiveram uma expressão eleitoral, para efeitos de Parlamento Europeu, de 9,39% do total dos cidadãos eleitores portugueses.

Já o PS – que como «grande partido da oposição» que devia ser, mas se esqueceu, entretanto, de praticar… – contabiliza, na mesma ordem de ideias, 10,66% do tal total de cidadãos.

Que o mesmo será dizer que os «partidos do arco do poder» – que é, como todos sabemos, um arco que fica ali para os lados do arco da Rua Augusta, em Lisboa –, somam, entre si, 20,05% do total de cidadãos eleitores deste país. Assim vistos, estes números assumem a dimensão da poesia…

Ou seja, temos uma democracia onde, na melhor das hipóteses e imaginando, até, a coligação surreal proposta pelo nosso distintíssimo e preclaro Presidente da República, actualmente vinte por cento da população exerce um poder absoluto (ou quase) sobre os outros oitenta.

Assim, ou os cidadãos que não votam não têm existência real ou cidadania incorporada e reconhecida ou, a manter-se este despautério, poderemos falar, com propriedade, de que vivemos numa sociedade manifesta e assumidamente autocrática, com laivos ditatoriais ou, até, fascizantes, onde a vontade de uma ténue minoria prevalece sobre o interesse de quase toda uma nação, pelo menos na sua avassaladora maioria.

Pelo caminho não se faz um referendo sobre qualquer das matérias candentes que perturbam o nosso viver e até às próximas quatro ou cinco gerações.

Nem a democracia grega dos bons velhos tempos, que não contabilizava nem os escravos nem largas camadas de «desfavorecidos», atingia tal requinte de abstrusidade.

Só me questiono sobre o seguinte: com a ancestralidade que transportamos às costas, vivemos felizes, contentes e calados com este estado de coisas? Ou seja, não votamos e pronto…!?

2 excelentíssimas sugestões!

MADRUGADA DA POESIA
SEXTA-FEIRA, 23 DE MAIO 2014
A partir das 21 HORAS na
BIBLIOTECA OPERÁRIA OEIRENSE

Maio já vai entrado e cá estamos nós a marcar encontro para a Madrugada da Poesia na Biblioteca Operária Oeirense, em Oeiras.
Este ano vamos ter uma novidade com horizonte à vista.

Se gosta de poesia, se a declama, se a escreve, ou até mesmo se a canta, venha participar e prepare-se porque vai ser assim:

    1 – Cada participante deve trazer o poema de um outro autor e que seja o poema da sua vida. É difícil a escolha, nós sabemos, mas a vida constroi-se com elas.
    2 – Cada participante deve trazer um poema seu para uma eventual edição de um pequeno volume de poemas.
    Inscreva-se desde já na Biblioteca Operária Oeirense
    das 15 às 19 horas telefone 214426691(dias úteis) ou Sábados das 9h às 13h.
    Rua Cândido dos Reis 119 Oeiras

    As leituras far-se-ão, numa primeira ronda, por ordem de inscrição.

    Para que as forças não esmoreçam noite fora, vamos precisar de uma pausa para retemperar e alimentar também o corpo. Por isso traga o seu contributo. Pode ser a sua especialidade ou talvez não, mas é seguramente para partilhar.

    NÃO FALTE E TRAGA OS AMIGOS!

*
E, no sábado, dia 24, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, do meu amigo Manuel Veiga – finalmente! – um seu livro de poemas, Poemas Cativos, com edição da Poética Edições

Aí direi alguns dos seus poemas… e apenas vos posso, uma vez mais, dizer como o poeta: melhor será experimentá-lo que julgá-lo…! Garanto-vos: a não perder!  

um poema das nossas vidas…

Conforme o alinhamento previsto, iniciámos a sessão com a apresentação de dois novos «nascituros»: Repensando Pessoa (edição Lua de Marfim), de Francisca Arribó, e Ti Miséria e Outros Contos ConVersos, de Jorge Castro (edição Apenas Livros). 
Ultimando tácticas após a determinação de estratégia, assim a modos como «agora, que ninguém nos ouve…».

Como habitualmente, foram dadas as boas-vindas aos presentes… e resistentes, num dia em que se contaram por dezenas as ofertas no âmbito cultural, só no concelho de Cascais… 

A Júlia Franco (Francisca Arribó), costumeira presença das nossas sessões, coube, desta feita, subir ao «púlpito» e ombrear na apresentação da sua obra, de cariz didáctico, conforme reiteradamente provou.
   
 Por razões que não vêm ao caso, o livro não pôde estar disponível nesta sessão, apesar da sua apresentação feita, pelo que poderemos e deveremos contar com ele em sessão próxima.

Um apontamento de afecto e gratidão ao referir as pinturas de Bernardete Gomes que compõem esta obra. Como se refere na contracapa: «Sim. As palavras têm poder. Ou são insuficientes quando a emoção é grande. Ou o sentimento».  

Após esta curiosa e amena proposta, prossegui eu, agora com a minha Ti Miséria e Outros Contos ConVersos
Truculentas, galhofeiras, densamente ligeiras ou ligeiramente densas, algumas das histórias que as nossas avós contavam…. 

 … com toques diversos e algo desvairados que alguma actualidade lhes possa transmitir. Ele aí fica, um livro mais, para o que der e vier!
Depois, pedia-se aos circunstantes que nos trouxessem o poema das suas vidas… enfim, o que foi seguido com alguma falta de rigor em relação à sugestão, mas porque assim deve (pode?) ser quando de poesia se trata. E o desempenho foi cumprido, por cada um, a seu modo.
– Emília Azevedo

– Maria Maya

– Eduardo Martins

– Francisco José Lampreia

– João Baptista Coelho

Maria João d’Avis

Jorge C. Rodrigues

– Fernando Alves

– Fotografias de Lourdes Calmeiro

convite – noites com poemas
um poema da sua vida

Amizades,

Por este motivo ou aquele, por um amigo ou nem tanto, por acidente ou por querer, mesmo na noite mais triste e, tantas vezes, em tempos de solidão, em algum momento das nossas vidas tivemos a companhia de um poema a construir novas oportunidades de vida, a facultar-nos outros modos de ver, a incorporarem-se em nós como epiderme renovada e, até, como um coração restaurado, um sopro de ânimo que já tardava…

É esse poema que se sugere seja por cada um de vós trazido à próxima sessão das Noites com Poemas, no dia 16 de Maio de 2014, pelas 21h30 – a nossa 97ª sessão! – na Biblioteca Municipal de Cascais – São Domingos de Rana. Para partilha, catarse, solidariedade; por militância ou apenas por um momento de lazer melhor passado.

Entretanto, aí terão lugar, também, duas sucintas apresentações de obras acabadas de nascer:

– de Francisca Arribó, Repensando Pessoa, com edição da Lua de Marfim.

– de Jorge Castro, Ti Miséria e Outros Contos ConVersos, com edição da Apenas Livros.

Pois é, como sempre, pela poesia é que vamos, como já lá dizia o outro… E, seguramente, quantos mais formos, melhor, que ele há um tempo para intimismos e outro para a poesia sair à rua. E Maio é um tempo esplêndido para tal.

25 de Abril de 2014, no Largo do Carmo,
em homenagem a Salgueiro Maia

Este ano, o 25 de Abril teve lugar no Largo do Carmo. Fazíamos, todos, 40 primaveras.
Achei por bem não acrescentar comentários, pois as imagens valem mais e melhor do que quanto pudesse dizer.
Dito isto, apenas reafirmar que, no que respeita ao respectivo enquadramento, estou com a Associação 25 de Abril, obviamente.

fotografias de Jorge Castro

Viva o 25 de Abril, sempre!
… e o 12 de Abril com poesia, nas Caldas da Rainha

Aqui vos deixo o meu poema para este Abril, estes cravos 
e notícia da comemoração do Dia da Poesia nas Caldas da Rainha 
não
era nada, quase nada e era Abril
não era nada
quase nada
e era Abril
flor sem tempo entretanto mais
urgente
invadindo-nos a alma de
repente
amorosa
airosa
mas febril
era um cravo ardente e a arma
em punho
era um olhar furtivo e tão
contido
a surgir na madrugada
destemido
era a nossa mão erguida em
testemunho
era um ser sem ser que a
pátria era
era um ser sem querer de
estar à espera
era um andar pelas ruas
clandestino
e era de homem o olhar – de
alma o menino
e houve um santo e uma senha
na alvorada
a erguerem-se numa só 
feitas
à estrada
as vontades de ser livre e
ser inteiro
a rasgarem entre o denso
nevoeiro
o alvor
a alegria
a liberdade
e mostraram ao país outra
verdade
não era nada
quase nada
e era Abril
e esse cravo no cano de uma
espingarda
era a voz que gritava em
vozes mil
deste povo que envergando a
verde farda
soube dar novas cores ao mês
de Abril.
– Jorge Castro
*
De algum modo a propósito ou, porque em Abril vontades mil, decorreu no passado dia 12 a Comemoração do Dia Mundial da Poesia, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, em que tive o prazer de participar e a honra de ser homenageado e de que aqui se lavra notícia. 
– Isabel Gouveia – Palmira Gaspar – Jorge Castro – início e apresentação da sessão organizada pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha

– Palmira Gaspar, da Comunidade de Leitores, anuncia o extenso e ambicioso programa perante uma plateia muito bem preenchida:
E tem início a sessão…
– Carlos Gaspar – Tânia Leonardo – Emily Duffy, 
com o poema de Vinícius de Moraes, Porque Hoje É Sábado

– Grupo do Teatro de Boca, dos Pimpões, ensaiado por Tânia Leonardo, com Vânia Dinis, Eduarda Santos, Rita Vicente, Marta Taveira e Ana Sequeira, com a original e bem sucedida interpretação do quadro A Menina do Mar  (conto de Sophia de Mello Breyner Anderson)
Carlos Gaspar inicia o período da sessão dedicado à homenagem aos dois autores presentes, 
Isabel Gouveia e Jorge Castro 
– Tânia Leonardo interpretando poemas dos autores homenageados 

 – Isabel Gouveia, na sua alocução seguida da leitura de poemas  
– Isabel Gouveia

Referência à obra poética da poeta homenageada Isabel Gouveia, 
coligida no livro Na Voz da Esperança Há Lágrimas

– Jorge Castro

– Breve alocução e interpretação de poemas recentes de minha autoria

– Visita à poética de Isabel Gouveia.
Grupo Olha-te, apresentado pela sua representante Célia Antunes

 A participação poética da Universidade Sénior das Caldas da Rainha, com um notável desempenho:
– Maria José Ricardo 
– Victor Duarte

Poetas das Caldas da Rainha:
– Emily Duffy, à descoberta de Portugal, 
demanda essa que tive oportunidade de sublinhar, com louvor, mais à frente, na sessão.

– Joana Cavaco, 
uma inesperada desenvoltura e boa presença, já com obra própria, bem defendida

–  José Valadas, com a notável arte de selecção poética a que nos habituou
– Participação do Conservatório de Música de Caldas da Rainha: 
Francisca Bonacho (violino)
Profª. Débora Bessa (flauta de bisel baixo)
Abel Martinho (flauta de bisel contralto)
interpretando um andamento de uma trio-sonata de Telemann

 – Dança Yôga, pela Mestre Manuela Soares,
coreografando o poema Rosas, de Sophia M. Breyner. 
Grupo de poetas de Coruche:
– Ana Freitas

– Ana Neves
– Rosário Freitas
Destas amigas e companheiras de já tantas jornadas que mais dizer, além de sublinhar com realce a participação sempre empenhada, a solidariedade  e esse precioso cuidado na arte do encontro? 

– Apresentação do meu mais recente livro: 
Ti Miséria e Outros Poemas ConVersos (edição Apenas Livros, 2014)
– Atravessei, airosamente, a apresentação deste meu novo livro através da leitura de alguns trechos, que se inspiram nos contos e lendas de que somos feitos.
Grupo de poetas de Lisboa, de Cascais, de… :
– Aida Nuno

– Ana Maria Patacho
– Luís Perdigão
Outros amigos que se juntam àquele panteão já acima referido. Amigos que, contra ventos e marés de infortúnio, escolhem vogar nesse mar de calmo que constroem… 
 Mário Piçarra e  Heloisa Monteiro encerraram a sessão com interpretações musicais várias, como Carta ao Zeca, de José Mário Branco, Um Mito Urbano e Os Artistas, de Mário Piçarra e Jorge Castro, logo depois acompanhados por Zenaida Chantre, interpretando algumas Mornas de Cabo Verde.  

 – Aida Reis, directora da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha fazendo a sua alocução de encerramento de mais um Dia Mundial da Poesia na Biblioteca das Caldas da Rainha, autêntica maratona de vontades como se pode ajuizar pelo que fica dito e mostrado.
– Coro, alargado a todos os presentes, da Trova do Vento que Passa, de Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre  
– Fotografias de Lourdes Calmeiro

Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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