Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
Sugestão:
100 Noites com Poemas em Coruche
Pela mão da infatigável Ana Freitas e com a colaboração dos nossos amigos de Coruche, haverá uma nova apresentação deste nosso livro-álbum, no próximo domingo, dia 11 de Junho, pelas 15 horas, no Auditório José Labaredas do Museu Municipal de Coruche.
Apareçam! Vendo bem, até Coruche é um salto de pardal e o tempo é sempre bem empregue!
100 Noites com Poemas nas Caldas da Rainha
Prosseguindo na divulgação do livro-álbum que congrega a actividade que desenvolvemos ao longo de nove anos (de 2005 a 2014) na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, fomos, desta feita e pela mão da Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha, até à Biblioteca Municipal daquela cidade, no passado dia 20 de Maio, para uma nova sessão de apresentação
– Palmira Gaspar dá início e apresenta a sessão que irá ter lugar.
– Jorge Castro e Carlos Gaspar
– A sessão contou, também, com a participação da
Orquestra Juvenil da Escola de Música de A-dos-Francos,
constituída por promissores jovens, que abriram o evento com interpretações de trechos
de Anne McGinty e Ennio Morricone.
A Orquestra Juvenil foi conduzida pelo também jovem maestro Diogo Esteves.
– Carlos Gaspar faz um historial da actividade desta Orquestra, bem como do percurso, já bem relevante, quer do seu maestro, como de vários dos elementos que a integram que, a despeito do que se poderá considerar pouca idade, apresentam já um percurso notável, na área musical.
– Partimos, de seguida, para uma passagem poética por parte de vários dos elementos que integraram este projecto das 100 Noites, sendo que esta passagem incidiu especialmente para aquilo a que poderemos chamar de «poesia bem disposta», onde a ironia ombreia com o sarcasmo e estende a mão a alguma brejeirice, porque também por aí a vida se respira melhor.
– Carlos Peres Feio
– David Silva
– Eduardo Martins
– João Baptista Coelho
Uma sala simpaticamente composta…
– Jorge Castro
– Diogo Esteves
– Tatiana Sousa, que, além de integrar a Orquestra e na sua qualidade de formadora, é a responsável pela formação musical de muitos dos elementos que integram a Orquestra Juvenil.
Segunda parte da actuação da Orquestra Juvenil da Escola de Música de A-dos-Francos, com trechos da autoria de Samuel Hazo, Sir Edward Elgar e de Alan Menken.
– Num dos intervalos da sessão, Aida Reis, a responsável pela Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, distribui uma amável oferta por todos os elementos da Orquestra Juvenil.
E partimos para uma segunda ronda poética onde agora sim, fizemos incidir a nossa participação nos conteúdos do livro-álbum das 100 Noites com Poemas.
– Carlos Peres Feio
– David Silva
– Eduardo Martins
– João Baptista Coelho
– A mim me competiu a alocução sobre as razões profundas da criação desta obra, quais as suas motivações e objectivos, numa perspectiva de testemunho de cidadania, razão de ser primeira deste «nascimento».
– Aida Reis cumprimenta-nos pela iniciativa, também com agradecimentos pela partilha a quantos se deslocaram à Biblioteca das Caldas da Rainha.
Tempo para os autógrafos costumeiros, no encerramento de mais uma feliz iniciativa da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha, incansáveis promotores destas sessões culturais, das quais contaram, assim, com a realização da bela marca de 37, abnegadamente em prol de uma difícil causa de que, no entanto, não desistem.
Honra lhes seja feita!
(fotografias de Lourdes Calmeiro e de Lídia Castro)
100 noites com poemas
na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha
JORGE CASTRO, 100 NOITES COM POEMAS E A ORQUESTRA JUVENIL DA ESCOLA DE MÚSICA DE A DOS FRANCOS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DAS CALDAS DA RAINHA
Organizado pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, vai ter lugar, no próximo dia 20 (sábado), às 15 h, o lançamento, na Região Oeste, do livro 100 Noites com Poemas, que resultou das sessões mensais de Noites com Poemas, que se realizaram de 2005 a 2014, na Biblioteca Municipal de Cascais em São Domingos de Rana, dinamizadas por Jorge Castro.
O livro tem a coordenação geral e textos de Jorge Castro e contém, ainda, uma grande quantidade de imagens documentais de cada sessão. Participarão, também, nesta apresentação alguns dos elementos que integraram o desenvolvimento do projecto – Carlos Peres Feio, David Silva, Eduardo Martins, João Baptista Coelho, etc..
Durante a sessão terá lugar a realização de um Concerto pela Orquestra Juvenil da Escola de Música de A dos Francos, dirigido por Diogo Esteves.
A Orquestra Juvenil é constituída por 20 jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 22 anos, muitos dos quais, já fazem parte da Banda Filarmónica de A dos Francos. Diogo Esteves, com apenas, 22 anos, é o Director da Escola de Música de A dos Francos, e, também, trompista da Banda de Música da Força Aérea e 1.º Trompa na Orquestra Filarmónica de Lisboa.
passeio com a EMACO a Fanhões e à calçada portuguesa
No passado dia 06 de Maio de 2017, fomos, com a EMACO – Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras, de passeio até Fanhões, ali para os lados de Loures, terra de inumeráveis cultores dessa arte popular que vem recebendo tratos de polé e que é a calçada portuguesa.
Ponto de encontro junto ao monumento evocativo ao calceteiro de Fanhões, estátua da autoria da escultora Eduarda Filhó, homenagem e recordação para os vindouros de que aquela foi terra de calceteiros
Depois, um breve passeio por Fanhões, de olhos literalmente colados ao chão, apreciando as diversas manifestações dessa arte de calceteiros em que esta povoação é pródiga.
Uma especial menção à entrada da Igreja de São Saturnino (edificada em 1575), que também visitámos, com um belo exemplo da arte de calceteiro.
Uma cruz na calçada, entre pedra sextavadas e «marretas» (para quem não saiba, trata-se de metade de uma sextavada), que ela há marretas as mais diversas…
Ernesto Matos apresenta-nos um exemplo, existente na igreja de São Saturnino, de outras aplicações possíveis da técnica da calçada portuguesa… … enquanto nos deliciávamos com um pastel de nata, acabadinho de sair do forno, numa das pastelarias do largo central.
Visita à casa-galeria da calçada portuguesa de Zé da Clara, onde fomos muito aprazivelmente recebidos e guiados pelo próprio, cheio de bonomia e grande sentido de humor, e assistimos a uma exposição sobre a história e as vicissitudes por que vai passando a calçada portuguesa, por parte de Ernesto Matos, enormíssimo cultor desta manifestação artística, com diversos livros publicados sobre o tema, de que se destaca aqui Fanhões – Homines Petrae, exactamente dedicado a esta comunidade e seu labor.
Fanhões, no concelho de Loures, é terra de mestres calceteiros. Local evocado no Memorial do Convento, quando José Saramago refere os homens que carregam as pedras para a construção do “convento de sua majestade”. O presente livro assume-se como uma homenagem a estes homens, mestres do passado e do presente, que espalharam a sua arte pelos passeios de Lisboa e de outras cidades do mundo. Ernesto Matos e Lonha Heilmair partem em busca da memória viva e das histórias destes artesãos que “afeiçoam as pedras na palma da mão”. Homens de “mãos calejadas pelas rudes pedras e pelos martelos de aço negro” que com o seu talento e sensibilidade embelezam as ruas da cidade, enchendo de sonhos o nosso quotidiano.
Depois, foi uma aprazível passeata e convívio através dos notáveis exemplos expostos, com um ou outro poema de circunstância à mistura, até porque Ernesto Matos faz sempre questão de casar, em cada livro seu, o tema da sua paixão – a calçada portuguesa – com um fio de poemas.
Por fim, dirigimo-nos ao restaurante O Saloio (R. Francisco Mateus Germano 19, 2670-722 Fanhões), para um almoço-convívio.
O menu: entradas, pernil assado no forno com batatinhas assadas ou bacalhau à brás, que nos deixaram com vontade de voltar.
(fotografias de Jorge Castro)
sugestão
convite/sugestão
MADRUGADA DA POESIA 2017
DIA
5 DE MAIO 2017
5 DE MAIO 2017
SEXTA-FEIRA
A
partir das 21 HORAS
partir das 21 HORAS
Maio está quase a chegar e com ele vem a Madrugada da Poesia na Biblioteca
Operária Oeirense, em Oeiras
Operária Oeirense, em Oeiras
Gosta de poesia?
Declama?
Escreve?
Ou até mesmo
canta?
canta?
Venha à Biblioteca
Operária Oeirense
Operária Oeirense
participar
na Madrugada
da poesia,
na Madrugada
da poesia,
Leia,
declame ou dê a declamar os seus poemas
declame ou dê a declamar os seus poemas
Inscreva-se
desde já na Biblioteca Operária Oeirense
desde já na Biblioteca Operária Oeirense
das 15 às 19
horas telefone 214426691
horas telefone 214426691
Rua
Cândido dos Reis 119 Oeiras
Cândido dos Reis 119 Oeiras
As leituras
far-se-ão numa primeira ronda, por ordem de inscrição.
far-se-ão numa primeira ronda, por ordem de inscrição.
NÃO FALTE E
TRAGA OS AMIGOS!
TRAGA OS AMIGOS!
1º de Maio
evocação do 25 de Abril com a EMACO e a A25A
Decorreu, no passado dia 22 de Abril de 2017, a nossa evocação de Abril, levada a efeito com organização em parceria entre a EMACO – Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras e a A25A – Associação 25 de Abril, como vem sendo já prática dos últimos quatro anos.
A sessão teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras tendo contado com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.
A sessão teve início com a alocução do nosso anfitrião, Paulo Vistas,
actual presidente da Câmara de Oeiras…
… a que se seguiu uma breve evocação ao 25 de Abril e enquadramento desta sessão evocativa, por parte de Joaquim Boiça (EMACO).
Numa sala muito bem composta e participada…
… assistimos aos temas propostos pelos Lavoisier – Patrícia e Roberto – que nos encheram a…
.. sala e o espírito com o seu peculiar modo de «ver» temas incontornáveis da música portuguesa, que empolgaram a assistência…
… e fizeram jus ao nome, pois nada criando e nada deixando perder, tudo (tão bem) transformaram.
A seguir, a violinista Raquel Cambournac cumpriu bem o desidério da organização do evento…
… ao demonstrar o quanto do espírito de Abril subsiste e se afirma, para além do passar do tempo.
Simões Teles, em representação da Associação 25 de Abril, faz a sua alocução, anunciando, de seguida, a constituição do painel que iria debater o tema proposto para esta evocação:
Os Valores de Abril e a Democracia Local.
Painel esse cuja moderação contou com a muito bem conseguida
participação do jornalista Rui Cardoso. Eis a sua constituição:
– José Pós-de-Mina (autarca pela CDU)
– Vasco Franco (autarca pelo PS)
– Helena Roseta (autarca independente)
– António Capucho (autarca pelo PSD)
Após as muito interessantes participações dos elementos do painel de convidados, foi aberto o espaço para questões a colocar pela assistência…
… espaço participado, a sugerir pistas para eventual novo encontro, a realizar noutros moldes, em torno da mesma temática, que se verificou fecunda e motivadora.
Por fim, um momento de poesia em torno de José Afonso e dos valores de Abril,
a cargo de Jorge Castro…
… com a excelente cumplicidade de João Paulo Oliveira, a trazer-nos…
… o Zeca em belas interpretações…
… que tiveram, entre outras coisas, o alto mérito de impelir os nossos convidados o entoar da Grândola Vila Morena, irmanados com a audiência, numa afinação de vozes rara de ouvir.
A sessão teve o seu epílogo num almoço-convívio no restaurante da Cooperativa Nova Morada, em Oeiras, onde foi descerrada uma lápide – desta vez bem mais saborosa – evocativa do 43º aniversário do nosso Abril.
– fotografias de Lourdes Calmeiro
25 de Abril de 2017
Ainda e sempre outro Abril
Aqui Posto de Comando do
Movimento das Forças Armadas.
Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas
Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de…
Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de…
encherem a cidade de esperança
de semearem de cravos vermelhos um tempo de nova esperança
de criarem a corrente rumorosa a inundar sete colinas
até se cumprir num Tejo em arco-íris de esperança
de serem tempo sem tempo
mas um tempo de mudança
de criarem novos mundos
de serem a contra-dança contra o dançar sem esperança
de serem tempos de gente além do que a vista alcança
a darem passos de gente
que na vida se agiganta
sem terem medo da vida
sem terem medo da esperança…
Aqui Posto de Comando do
Movimento das Forças Armadas…
Movimento das Forças Armadas…
assim cumprimos Abril
olhando de frente a esperança
rubro Tejo
mar de anil
de um tempo sempre em mudança.
– Jorge Castro
04 de Abril de 2017

























































































