by OrCa | Mar 31, 2013 | Sem categoria |
Coisa assim que me caiu no goto foi, entre várias outras, esta serigrafia de Rogério Ribeiro e a frase nela inscrita, patente na Casa da Avenida, em Setúbal, em exposição denominada Obra Gráfica de Rogério Ribeiro. Aqui fica, para partilha:
«Só quando a terra for nossa, meu amor, teremos Pátria»
O que me sugeriu, com a devida vénia, este desenvolvimento:
só quando a terra que é nossa soubermos chamar-se Mátria
só quando a palavra amor for maior que um punho erguido
só quando o punho empunhar o arado de outra lavra
só quando se erguer do chão cada dia construído
só quando essa construção for nossa como a palavra
só quando a terra for nossa, meu amor, teremos Pátria.
– poema de Jorge Castro
by OrCa | Mar 26, 2013 | Sem categoria |
«Foi bonita a festa, pá, fiquei contente…». E é assim, com este expediente de recurso a Chico Buarque, que me parece o modo mais airoso de comentar a comemoração do 10º aniversário de actividades em prol da Cultura a que se tem devotado, de corpo e ânimo, a Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha e que teve lugar no passado dia 23 de Março, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Com essa comemoração se celebrou também o Dia da Poesia e da Árvore, bem como se homenageou, muito merecidamente, a querida amiga Fernanda Frazão, historiadora, investigadora de primeira água e responsável primeira da editora Apenas Livros. Tempo e espaço de homenagem, ainda, a este cidadão, Jorge Castro, que as voltas da vida vão dizendo que é poeta e que, vai para uma dúzia de anos, tem encontrado nas Caldas da Rainha um dos locais privilegiados de acolhimento à sua obra poética.
Como sempre, diversas e diversificadas foram, como é apanágio das organizações com o cunho da Comunidade de Leitores, as representações de forças vivas e culturalmente activas das Caldas da Rainha. A todos os participantes, nas pessoas de Palmira e Carlos Gaspar, que enriqueceram de humanidade este grande encontro de afectos, aqui lavro o meu agradecimento e deixo o testemunho de que, como sempre, me fizeram sentir em casa.
Tivemos uma alargada participação de alunos do Conservatório de Música de Caldas da Rainha:
– Ruben Belizário
– Maria João Gonçalves
– Bruno Estêvão
– Ricardo Pereira
– Os homenageados dizem de sua justiça. perante uma sala muito bem preenchida e uma audiência acolhedora…
– Fernanda Frazão
– Intervenção de Tânia Leonardo, levando à cena, na verdadeira acepção da expressão, alguns poemas do autor.
Apresentação e divulgação do «Olha-te», organização da qual respigo do seu sítio a seguinte informação:
O Projecto “Olha -Te” é dirigido fundamentalmente para pessoas doentes de cancro e respectivos familiares e consiste no acto do individuo olhar-se para si próprio e centrar-se em actividades expressivas e lúdicas que contribuam para a melhoria de qualidade de sua vida.
É um projecto de cariz social, baseado no bem-estar e na esperança de uma melhoria de vida das pessoas carenciadas pelas circunstâncias da sua enfermidade. Praticar quotidianamente actividades artísticas e trabalhos manuais com um sentido prático e belo. Despertando, assim, a sensibilidade artística num trabalho regular, torna-se possível a fortificação da vontade do indivíduo do conhecimento do mundo e dos seus conteúdos.
Este projecto tem como mentora a associada Célia Antunes, a quem aos 30 anos, foi diagnosticado cancro que uma vez ultrapassado, passados 7 anos, sente e compreende a necessidade de desenvolver uma plataforma de apoio àqueles que da mesma forma lutam contra esta doença. (http://olha-te.oeste.pt/apresentacao/).
Sequenciando esta apresentação, tivemos a intervenção dos poetas:
– Alberto Campos
– Paulo da Ponte
– Apresentação do Curso de Jazz e Música Moderna do Conservatório de Caldas da Rainha
– A nossa anfitriã, Aida Horta Reis, responsável pela Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
– Uma simpática e amável comunicação da senhora vereadora da Cultura e da Acção Social da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Maria da Conceição Jardim Pereira, enaltecendo a meritória acção que vem sendo desenvolvida pela Comunidade de Leitores.
– A sessão prosseguiu com a leitura de novos poemas do autor, reflectindo e discorrendo sobre os penosos e suspeitos dias que atravessamos…
… a que se seguiu a participação amabilíssima de poetas e amigos das Caldas da Rainha:
– Isabel Gouveia, que muito em breve lançará belíssima colectânea da sua obra poética.
– Joana Cavaco
– Jorge Valadas
– Tânia Basílio, do grupo Bailado Yôga, sob orientação dos professores António Ferreira
e Manuela Soares
– Participação, também de poetas e amigas de Coruche:
– Ana Freitas
– Rosário Freitas
– Participação, ainda, de poetas e amigos de Oeiras e de Cascais
– Eduardo Martins
– Estefânia Estevens
– Francisco Lampreia
– Cumpriu-me agradecer, reiteradamente, tantos mimos que, se me emocionam, não deixam, por outro lado, de agudizar a noção de responsabilidade que lhes deve ser subjacente.
– eu
– No encerramento da sessão, o Concerto do Orfeão Caldense, dirigido pela professora Ruth Horta.
E haverá sempre mais. Que se mantenha em nós, para tanto, engenho e arte!
– fotografias de Lourdes Calmeiro
by OrCa | Mar 21, 2013 | Sem categoria |
um poema
um só que fosse
que trouxesse em si
o gesto de ser doce
esse gesto como um gosto
que acontece
quando o Sol
nos lava a cara
e amanhece.
No dia 23 de Março, na
Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, decorrerá, a partir das 14h30 e promovida pelo
Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha, uma sessão de homenagem a
Fernanda Frazão (editora Apenas Livros) e a mim próprio. O convite aqui fica, bem como a minha grande vontade de vos ver por lá.
by OrCa | Mar 19, 2013 | Sem categoria |
Amizades,
Quero partilhar convosco o convite que me foi formulado – e que muito me honra – pela Direcção do Museu Nacional de Arqueologia, para homenagear José Leite de Vasconcelos através da sua poesia. Aqui fica, então, um resumo dessa sessão, para a qual muito me aprazaria contar com a vossa presença:
– Homenageando a faceta de filólogo e poeta do Dr. José Leite de Vasconcelos no ano do 120º aniversário do Museu Nacional de Arqueologia o poeta, declamador e animador de comunidade de poetas, Jorge Castro, virá ao Museu, dia 22 de março (sexta-feira), às 18h00, fazer uma sessão que celebre o Dia da Poesia e da Árvore e que terá um programa que inclui poesia do fundador do Museu, além de outras peças escolhidas.
A sessão decorrerá na exposição Religiões da Lusitânia.
Com uma actualidade que emociona e desperta, a poesia deste nome maior da cultura portuguesa mantém-se fonte de inspiração que atravessou o tempo em busca de nós.
Fim de tarde, ali mesmo, aos Jerónimos… Conto convosco!
Abraços.
Jorge Castro
by OrCa | Mar 17, 2013 | Sem categoria |
O que nos leva a ter essa noção ou consciência colectiva de povo, de nação? Quais os factos ou os mitos que nos enformam? Qual a relevância do indivíduo ou do acto isolado nesta construção colectiva? O que nos une, afinal, perante tanta aparente diversidade de sentires e de saberes?
Mais do que muitas as interrogações que nos foram suscitadas pelo desafio proposto por João Paulo Oliveira e Costa, historiador, investigador e autor já de farto espólio literário, e a que deu abundantes, ilustradas e polémicas respostas, percorrendo os caminhos da nossa História.
Após o costumeiro momento de boas vindas aos presentes e sucinta apresentação do nosso convidado…
… foi-lhe dada a palavra, tendo este tido artes de nos prender a atenção…
… através de um discurso fluido, inteligível e seguro, trilhando sem hesitações, para além daquelas que o bom senso de um investigador deve manter perante o progresso contínuo dos conhecimentos, os caminhos da nossa História.
Essa temperada humildade não lhe coarctou, entretanto, o discurso assertivo e esclarecido, nem o claro fio condutor do mesmo…
… para uma plateia cativada e onde se podiam ver diversos «mestres do mesmo ofício» e, daí, de maior exigência relativamente aos conteúdos.
Plateia que brindou, depois, o nosso convidado, com diversas intervenções suscitadas pela sua apresentação e defesa do tema e que constituíram, também, grande apoio no sentido esclarecer ou aprofundar algumas das muitas estimulantes pistas que João Paulo Oliveira e Costa nos deixou.
Após a dissertação do nosso convidado, teve lugar a participação interessada de quantos se aprestam e afoitam a dar o corpo ao manifesto nestas artes da poesia, exemplo inequívoco dessa diversidade que nos faz mais ricos e completos, afinal a circunstância que nunca deixou de estar presente em toda a sessão e que compõe essa estranha e desafiante arte de (se) ser português.
A História como Memória Colectiva, tema oportuníssimo neste momento que vivemos, como esteio e marco dos passos que queremos dar, a caminho do futuro, para o qual tanto têm faltado janelas de esperança e que, creio bem não exagerar ao referir-vos, que foi brilhantemente tratado e desenvolvido pelo historiador e nosso convidado, João Paulo Oliveira e Costa.
No final, teve lugar o «convívio de encerramento», como muito bem se lhe poderá chamar, oportunidade para esclarecimento de algumas outras dúvidas e troca de contactos que ajudam a expandir a arte do encontro, como é apanágio, cada vez mais intenso, destas nossas sessões.
– Fotografias de Lídia Castro e de Lourdes Calmeiro
by OrCa | Mar 12, 2013 | Sem categoria |
No próximo dia 15 de Março de 2013 (sexta-feira), pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, como sempre, terá lugar a nossa 84ª sessão das Noites com Poemas, uma vez mais passeando pela nossa fértil História, desta feita tendo como ilustrado guia o professor João Paulo Oliveira e Costa.
O seu desafio leva-nos à História como Memória Colectiva e, decerto, percorreremos também alguns dos trilhos caminheiros que conduzirão à sua já fecunda obra da qual, de investigador académico transformado em romancista, eu destacaria, como princípio de conversa, a trilogia O Império dos Pardais (2008), O Fio do Tempo (2010) e O Cavaleiro de Olivença (2012).
Perpassando por todo o século XVI e, obviamente, pelo reinado de D. Manuel I, que julgo serem alvos preferenciais da matéria investigada, João Paulo Oliveira e Costa conduz-nos a outro modo de ver o entrelinhado da História, que se faz de gente como nós e, tal como nós também, impelida pelos ventos circunstanciais que determinam cada passo das nossas vidas, onde cada um desses passos, por sua vez, edifica essa Memória Colectiva que nos enforma.
Desafio bastante para o empolgamento, digo eu, onde paixões, interesses e polémicas vão dando o contributo para o mistério da vida vivida. Querem melhor mote para uma proposta poética?
Lá estaremos, então, em mais uma sessão que, sendo seguramente rica, sem a vossa presença perderá enriquecimento.