Hoje, ainda…

… dia 29 de Fevereiro, Pedro Mota, no Padrão dos Descobrimentos, pelas 18h30, contar-nos-á as histórias de povos, culturas e rituais, vistos pelos olhos do viajante que ele é.

Num cenário de espectáculo, onde antecipo um fulgurante pôr-do-sol, aqui fica o desafio para um bom início de fim de semana.

Reflexão… ele há coisas…

Assim como quem não quer a coisa, a mensagem desaguou, insidiosa, na minha caixa de correio e dei por mim a pensar que as evidências por vezes são tão evidentes que nem damos por elas…

“Estas contas são muito difíceis de entender:

Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares, o que equivalia grosso modo a 77 Euros e hoje ele custa 100 dólares, o que equivale sensivelmente a 70 Euros, como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?”

fotografando o dia (102)

entre as grades passa o teatro da vida em planos feitos de acaso sem tempo para alguns um momento que se olvida outros sendo manequins em contratempo
– foto e poema de Jorge Castro

4Kids dos TunaLightZone

Hoje convidam-se todos a visitar o síto da TunalightZone, para apreciarem a animação dos 4Kids, que já está a passar no canal Panda.

A animação também pode ser vista, ainda que com menor qualidade, em http://www.youtube.com/tunalightzone
(genérico da TunaLightZone – procue-se o video dos 4Kids)

Traz água no bico, o convite. São orgulhos, senhores. Mas, que fazer? Se há obra feita, sentimos com maior intensidade que o testemunho está bem entregue… e não há maneira de dar a volta a isso!

noites com poemas

as palavras

são palavras que nos guardam
que resguardam o passado
nos caminhos que trilhamos

são palavras do presente
que se lavram ternamente
no futuro que fizermos

mas há palavras dementes
que ferem gritam trucidam
o dia mal resguardado

há gemidos nas palavras
lágrimas risos e as lavras
da sementeira do acaso

palavras não valem nada
mas são o gume da espada
e do berço o acalanto

eu às palavras pertenço
e subo ao rés do universo
se me perco ou se me venço

às palavras me abandono
que não sou dono de nada
para além de uma alvorada

trago as palavras comigo
levo-as ao porto de abrigo
nos caminhos que cruzamos

há palavras para os ais
para o sempre e nunca mais
elas sobram se as calamos.

– poema de Jorge Castro

20 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, pelas 22 horas, prontos para mais uma sessão. Procurando pistas para a arte sublime do encontro “quando há tanto desencontro nessa vida”.

Desta vez, voluntariamente sem convidado especial, que o havemos de ser nós todos, os que por lá aparecermos.

Se vieres, traz um poema. Se quiseres, traz mais do que um. E encontra um amigo para trazer, também.

Reflexão em domingo matinal

Para além do acervo ideológico que a cada um enforma – algo que comporta tanto de consciente como de inconsciente, enformando-nos mesmo assim – dois pilares sustentam, no concerto do mundo, a arte superior de vivermos em comum: o respeito pela individualidade do outro e o depósito de confiança, ainda que circunstancial e limitado, nesse outro.

Se o respeito pode ir tão longe em perversidade que se confunde com o medo, a confiança pode ser tão limitada em si mesma que se confunde com a hipocrisia. Cada um que fale por si sobre a matéria, sendo certo que, nos limites, os conceitos se distorcem…

Para mim, tenho que um justo equilíbrio é que nos sustenta e, sem ele a relação entre as partes não tem condições de subsistir. Por vezes, mesmo naquele limiar que se chama o benefício da dúvida… Mas de precipitação dramática quanto baste quando essa dúvida deixa de existir.

Ora, em Portugal, a relação entre governantes e governados parece-me ferida de morte nesta relação bilateral: porque os governantes não respeitam os governados; porque os governados não confiam nos governantes. E nenhuma das partes tem dúvidas de tal.

Curiosa e perturbantemente, a relação poderia inverter-se nos seus termos que não corresponderia a uma menor verdade. Aqui chegados, a resultante é a inoperância total.

Os termos da maioria absoluta a que se alcandorou José Sócrates por voto popular estão, pois, subvertidos, por quebra sistemática dos compromissos eleitorais – esses, sim, que lhe deram a maioria dos votos.

Assim sendo, aqui se declara que, na minha muito humilde opinião, Sócrates não nos levará a lado nenhum e cada dia que passe presidindo aos destinos do país se revelará como pura perda.

Lamentando, assim o penso. E mal se entende que os poderes estabelecidos, com base nesta mesma fundamentação, lhe amparem o poleiro.