O nascimento alegre e ruidosamente celebrado por um conjunto das chamadas roncas de Elvas, instrumento popular que acompanha os cânticos de Natal.
Autoria: Isabel Catarrilhas Pires, Bonecos de Estremoz, certificado nº 4673 (Unesco – Património Cultural Imaterial da Humanidade). Extraordinária a sua rica e cuidada exuberância decorativa.
Desta feita documenta-se uma situação – dita de visitação – quando, após o anúncio do nascimento do pimpolho, todos os familiares, amigos e vizinhança (cães, gatos, periquitos e outros incluídos) aparecem para desejar os melhores augúrios.
Religiosidades à parte, ainda que muito respeitáveis, aqui se documenta uma dessas representações:
Autoria: João Antunes, do Crato – peça adquirida na Sala Lúdica do Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa. Trata-se de uma caixa em cartolina com técnica de encadernação que, abrindo-se, nos apresenta este resultado.
Passam 500 anos e a malta esquece-se de que tem (devia ter…) à mão de semear um dos nomes maiores da poesia mundial.
Também porque a poesia é (pode/deve ser…) um momento de reflexão sobre a vida e nem sempre com flores, rodriguinhos ou mariposas, mas com a nudez crua da verdade.
Relembrem – mas saboreiem cada palavra, se fizerem o obséquio – estas suas breves palavras
Ao Desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado: Assim que só para mim Anda o mundo concertado.
À entrada da Anta Grande do Zambujeiro, em Valverde (Évora) a artificiosa natureza esculpiu, servindo-se de um sobreiro, o símbolo totémico de um dragão. Nada de futebóis, bem entendido. O dragão ou a serpente alada, em tempos ancestrais, seria uma marca identitária do território onde hoje vivemos. Podem espreitar em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ofi%C3%BAssa Pois é… tanta coisa que por aqui nasceu e nós sabemos tão pouco…