Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
desenhações (4) – Quinta do Barão – Carcavelos
Em visita guiada à Quinta do Barão – um dos locais onde se produziu, até há bem pouco tempo, o famoso Vinho de Carcavelos, enquanto esperava a hora aprazada para o início do passeio, retive a imagem do seu portão exterior.
Magnífico espaço, testemunha já secular de um tempo em que Carcavelos era rodeada por quintas – circunstância vulgar até inícios de 1960 -, apresenta perturbadores sinais de abandono e não utilização. A boa notícia: há um projecto de recuperação da Quinta, que passa, entre variadas outras coisas, pela reorganização de três hectares destinados à produção do vinho! Segundo se apurou neste passeio, tudo está bem encaminhado. Veremos se não se fica pelas boas intenções ou pela lógica do betão…
desenhações (3) – a gata que observa
desenhações (2) – Campo Pequeno – Lisboa
desenhações (1) – Óbidos
Será talvez uma moda, mas é decerto uma excelente ideia para combater ansiedades e outras precipitações diárias. Uma lapiseira ou uma esferográfica, um caderninho, um olhar de ver e algum tempo por nossa conta. Se se lhe adicionar um bocadinho de jeito, não será pior, mas isso é a gosto e pode vir com o tempo. A receita adapta-se ao paladar de cada um…
Urban sketcher é uma expressão em voga e adoptada pela comunidade internacional. Mas eu cá mantenho o conceito de que quem desenha – bem ou pior – é um desenhador e o produto do seu labor se chama prosaicamente desenho.
Pois também aderi à vaga, logo depois de ter ouvido Eduardo Salavisa numa das sessões das Noites com Poemas e acabei por ter, em simultâneo, mais um argumento para ir cumprindo o Sete Mares.
Passeando por Óbidos, durante o Junho das Artes, e a convite da Inês Mlagres, que orientou a excelente iniciativa que a seguir se documenta, e do Alexandre Castro, na sua qualidade de filho que orienta bem para bons momentos, saiu aquela imagem da Pousada de Óbidos, enquanto deambulava para fazer horas…
noites com poemas
os poetas da Apenas
– lazeres de Verão
Pela mão de Carlos Peres Feio e com a colaboração da
Escola de Música da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos…
Escola de Música da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos…
… desfrutámos de um momento musical a cargo da Joana e do Miguel…
… que teve apenas o senão de ter sabido a pouco.
Fernanda Frazão mostrou-nos, de seguida que a Apenas Livros afinal não é apenas livros, anunciando uma panóplia de iniciativas em que a Editora e quantos nela gravitam estão envolvidos, iniciativas que foram e são outros tantos desafios de participação para os presentes…
… tendo algumas dessas iniciativas manifestção corpórea na banca da Apenas que se encontrava disponível, na sala, para os interessados ou curiosos.
Assim se tece a teia do amor pelo que é nosso, pela vida à nossa volta, feita de passado e de presente para sabermos do futuro.
Logo a seguir, a costumeira ronda por todos quantos nos trazem algo para partilhar, geralmente em forma de poema:
– Maria Francília Pinheiro –
– Carlos Peres Feio –
– João Baptista Coelho –
– António Graça de Abreu –
– Ana Maria Patacho e Teresa Mouro –
– Ana Maria Patacho –
– Francisco José Lampreia –
– Emília Azevedo –
– Maria Maya –
– Tina –
– David José Silva –
– Ana Freitas –
– Teresa Mouro –
– Jograis do Atlântico (Edite Gil e Francisco Félix Machado)
– Eduardo Martins –
… e grande troca de galhardetes final, com abraços, já no anúncio da nova temporada.
Assim estão cumpridas 66 sessões de Noites com Poemas, com as passadas desenhadas lentamente e feitas com a segurança e certeza com que se combatem inseguranças e incertezas, mas com essa ousadia toda de dizer, em cada momento, presente!
– fotografias de Lourdes Calmeiro –
convite
noites com poemas
os poetas da Apenas – lazeres de Verão
No próximo dia 15 de Julho (sexta-feira), pelas 21h30, terá lugar a nossa sessão de «encerramento de temporada» das Noites com Poemas, na Biblioteca Municipal de Cascais São Domingos de Rana.
Tema: como tradicionalmente nesta sessão de Julho, Os Poetas da Apenas, desta feita com o subtítulo Lazeres de Verão. Contaremos com a colaboração da Escola de Música da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos para uma participação musical e Fernanda Frazão vai trazer-nos um conjunto de desafios e «descaminhos» sobre outros tantos projectos que incansavelmente persegue e que, pelo menos na parte opinativa que me toca, não cessam de me surpreender, estimular… e considerar que medalhas haverá que há muito deveriam ter sido atribuídas. Este verdadeiro serviço público que é a matriz da Apenas Livros e de quem a enforma é, seguramente, disso um caso exemplar.
De todos e de cada um de vós se espera e conta com o empenhamento habitual, criando a riqueza com que cada participação engrandece o conjunto.
Uma coisa vos asseguro: por ali ainda não se detectaram quaisquer sinais de crises… Nem sequer de inspiração.
Abraços.
concerto «Língua Portuguesa, Património da Humanidade»
Centro Cultural de Cascais
com organização dos Jograis do Atlântico
Com uma organização cuidada dos Jograis do Atlântico (Edite Gil e Francisco Féliz Machado) decorreu, no passado dia 07 de Julho, no belo espaço do Centro Cultural de Cascais (Convento da Piedade) o Concerto Língua Portuguesa – Património da Humanidade, percurso poético pela lusofonia, no âmbito dos Cursos Internacionais de Verão promovidos pela autarquia de Cascais.
Jograis do Atlântico
Oeiras Verde
Oeiras Verde com Estefânia Estevens
Ana Briz
Jorge Castro
Jograis da Academia
Um aplauso extensivo a João Baptista Coelho
Creio bem poder afirmar que os aplausos ouvidos no fim e a boa disposição dos intervenientes serão elementos de prova bastantes para se testemunhar o sucesso da iniciativa.
convite para 7 de Julho
CONCERTO POÉTICO
“LÍNGUA PORTUGUESA, PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE”
Centro Cultural de Cascais (Convento da Piedade)
7 de Julho – 21h30m
Organização e apresentação
Jograis do Atlântico
(Edite Gil e Francisco Félix Machado)
No âmbito dos Cursos Internacionais de Verão os Jograis do Atlântico organizam e apresentam o concerto poético “Língua Portuguesa, Património Da Humanidade”
Participam
o grupo Oeiras Verde,
Ana Briz,
Jorge Castro
e grupo Jograis da Academia (Academia de Cultura e Cooperação de Lisboa).
celebração do centenário dos
Bombeiros Voluntários de Carcavelos
e São Domingos de Rana
Incontáveis as iniciativas de índole cultural que tiveram lugar, ao longo destes quatro últimos anos, enquadradas ou promovidas pela iniciativa Rumo ao Centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de Rana.
Solidariedade e cultura, as pedras de toque pelas quais muito me apraz ter sido, como muitos outros, «companheiro de viagem» desta iniciativa, que culminou com a celebração efectiva do centenário desta Instituição, cumprida no dia 02 de Julho de 2011.
Composição da mesa:
Jorge Castro – Ana Duarte Baptista Pereira – Glória Reino – Isabel Nunes – Vítor Melícias
Das mais recentes manifestações culturais, destacaria a apresentação e lançamento, que teve lugar na Quinta dos Gafanhotos, em São Domingos de Rana, do 1º Volume do livro Os Bombeiros de Carcavelos e a sua Freguesia – Contributos para o seu Estudo (1911-1961), da autoria da investigadora Ana Duarte Baptista Pereira…
– António Leitão, mestre – entre diversas coisas mais – das cerimónia
… sessão na qual a pintora Isabel Nunes ofereceu à AHBVCSDR um quadro representado Fernando Nunes, seu avô e membro destacado desta Instituição ao longo de muitos anos, a ela se tendo dedicado de corpo e alma.
Esta apresentação, que contou também com a amável presença e emocionante discurso do padre Vítor Melícias – personagem de especial destaque nacional no âmbito da actividade dos Bombeiros Voluntários -, deixou clara, por parte de todos os intervenientes, a ligação íntma de um corpo de voluntários deste tipo com a comnidade em que se insere, como matriz de coerência e de própria lógica de acção e longevidade da Instituição.
Pela mão de Odete Santos – uma verdadeira instituição local – contámos com a participação do Grupo Coral Juvenil da Sociedade Recreativa e Musical de Carcavelos.
A Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras trouxe-nos, na Quinta da Alagoa, em Carcavelos, como excelente cenário do evento, um momento de altíssima qualidade com o Concerto Colagem, que contou também com a participação da fadista Isabel Noronha – que tive o prazer de anunciar em forma de poema.
– Imagens da celebração oficial do Centenário dos Bombeiros
– Baptismo da nova viatura
– Grupo Coral Da Capo
– Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Carcavelos
Uma referência final de especial apreço a quem, pelo seu denodado esforço e espírito de colaboração, tornou possíveis as realizações de tantos eventos, ao longo destes quatro anos, e que, anónima mas realçadamente, acima se retratam.
E, muito a propósito, aqui deixo o poema de José Gomes Ferreira:
Para além do “ser ou não ser” dos problemas ocos,
O que importa é isto:
– Penso nos outros.
Logo existo.
Aumentar o IRS? Ora, assim também eu…!
Ele há passos que não deviam ser dados. Maus passos. Passos perdidos. Injustos. Passos denunciadores…
Terá mudado o estilo. Saímos daquele modelo amaricado-histérico para um assertivo-elegante, mas conforme os passos que se vão dando, sem nada se alterar, afinal, na substância.
De repente, apercebemo-nos de um zumbido diferente sobre os excrementos conhecidos. E isso nem á mau. É péssimo. Passos Coelho não tem a ingenuidade de querer ganhar a santa «confiança dos mercados» apenas e só à custa da perda de confiança dos portugueses, em receitas velhas e relhas, com velhos e relhos argumentos.
E será isso que está em causa. A injustiça obscena que recai sempre sobre os mesmos. A recorrente desmotivação que essa injustiça suscita da parte de quem trabalha, pelo que traz consigo de subversão de todo o edifício do chamado estado de direito… que nos devia enformar…
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