Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
Outros poemas, outras menagens,
alegremente pelas Caldas da Rainha
As hostes encontravam-se já reforçadas por briosos mancebos vindos do norte, em romaria…
A sala apresentava-se confortavelmente preenchida, à nossa chegada…
..e melhor ainda foi ficando ao longo da sessão.
Coube a Palmira Gaspar a abertura solene mas informal da sessão, proporcionando aos presentes uma visão global daquilo com que poderiam contar…
e incansáveis organizadores deste e de tantos outros eventos; Carlos
Gaspar que nos apresentou os quatro jovens músicos do Conservatório de
Música das Caldas da Rainha, que amavelmente se associaram a esta apresentação, inaugurando-a:
Logo mais, e após providenciar a distribuição do livro pela sala, coube-me a mim continuar…
Foi a vez de entrarem em cena o Mário Piçarra…
Aida Reis, enquanto responsável por aquele espaço e nossa muito amável anfitriã, encerrou a sessão…
… que estava já muito para além da sua hora de encerramento aprazada, congratulando-se com a alegria e vivacidade que todos emprestaram à festa – que o foi, na verdade e para além de outra qualquer coisa.
Bem hajam e podem ir contando comigo, como eu conto convosco.
(Nota de remate, fora do contexto mas contextualizável: por pudores que assumo, não vos referirei o montante recolhido através do tal dinativo a que acima se faz referência e que os Bombeiros de Carcavelos agradecerão, mas sempre posso avançar que também ele excedeu as expectativas.Nada faltou, pois, até ao remate feliz deste evento.)
outros poemas de menagem
nas Caldas da Rainha
No próximo sábado, dia 15 de Fevereiro, pelas 15 horas, na
Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, terei oportunidade de
apresentar o meu mais recente livro de poemas – Outros Poemas de Menagem -, pela mão e iniciativa da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha.
Terei comigo Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, terei
também alunos do Conservatório de Música das Caldas da Rainha, pela boa colaboração da sua directora, Fátima Cotrim, que nos trará as participações de Beatriz Morais (violino), Helena Caldas (piano) e Ruben Tavares (acordeão); contarei também com os meus amigos Heloisa Monteiro (guitarra clássica) e Mário Piçarra
(composição e canto), em precioso auxílio a esta minha apresentação.
Poemas de menagem, um espaço ainda para se dizer bem daquilo e
daqueles que contam mais para a história da vida, quando temos em nosso
redor tanto malefício de desviver.
Entretanto, pela generosidade da Junta de Freguesia de
Carcavelos-Parede, o meu livro não tem preço. Quem quiser, poderá
deixar, como contrapartida, um donativo em favor da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de
Rana – também esse, absolutamente voluntário.
Por mim e para já, vou indo bem, obrigado. Faltar-me-á, apenas, a vossa presença.
tudo por coisa nenhuma…
ou talvez a busca de um sentido para a vida
… na Biblioteca Municipal (dita do Mercado)…
procuras intermináveis da liberdade que temos e da liberdade que somos.
Eis chegado o dia 15. Um dia de férias metido a propósito para dar um salto até Abrantes e apurar o que há tanto tempo não via. De súbito…
iniciava na rua e remetia para interiores desconhecidos, conduziu-me até uma digníssima Biblioteca Municipal,
cujo nome homenageia António Botto, erigida no antigo Convento de São Domingos, através da intervenção do arquitecto Duarte Castel-Branco.

Manuel Dias Duarte, António Monteiro e os pré-socráticos
nas noites com poemas
… passámos, de imediato à apresentação dos nossos convidados.
convite – noites com poemas
com Manuel Dias Duarte
próximo dia 17 de Janeiro (sexta-feira), pelas 21h30, convido-vos a
participarem na nossa 93ª sessão das Noites com Poemas, que contará como
convidado com Manuel Dias Duarte, que nos trará o seu mais recente livro:
longos poemas de que restam fragmentos -, que viveram num período de transição de um modo de sociabilização para outro…
e que não se limitaram a interpretar,
antes quiseram e conseguiram revolucionar e legitimar as novas relações sociais
de produção e de reprodução. Nisto consistiu o «milagre grego…», (extracto
da contracapa da obra citada).
professor de Filosofia e orientador de estágio em formação de
professores, tem um extenso currículo enquanto docente; foi, ainda,
co-autor de manuais escolares para os 10º, 11º e 12º anos; colaborou em
jornais e revistas, desde os antigos República e Diário de Lisboa… e por aí fora. Autor, também, de já extensa obra de ficção, desde 1999, bem como de Filosofia…
creio bem ser esta uma excelente oportunidade para conhecermos um homem
de saberes e a sua obra ou, para quem já o conheça, uma não menos
excelente oportunidade para retomar um contacto sempre enriquecedor.
convite para amanhã, no Al Cântaro, em Lisboa
a renovação
necessária e urgente
2014 também será muito o que fizermos dele…
manifestar que, independentemente de 2014 não ser coisa de rima fácil – o que
rimará, afinal, com catorze…? – , ele será, no entanto, um ano igual aos
outros E, por isso mesmo, completamente único.
De resto, uns quantos morrerão, uns quantos nascerão, mas há-de haver uma
data de nós que… vamos vivendo. Assim mesmo: vamos vivendo.
Sem jogo de palavras: vamos e vivendo. O que nos acarreta a
responsabilidade enorme de respirarmos, comermos, bebermos, criarmos… Vivendo,
enfim, em cada um dos 365 dias que se antevêem mais próximos .
De preferência, vivendo uns com os outros. De preferência, vivendo,
agradando-nos o que fazemos.
É só e é bastante.
E havemos de nos encontrar por aí, para um apetecido abraço. Basta
querermos. É isso o que eu tenho por mais certo.
há sempre outros natais
do Natal perdi o jeito de o trazer junto ao peito
num abraço de família
dou por ele num canto estreito cheio de compras a eito
o que atrapalha a mobília
um Natal de facebook a desdobrar-se no truque
de ser fácil de gostar
gostar a torto e a direito clique dado a preceito
que nada custa a «clicar»
o Natal da hipocrisia onde damos demasia
para matarmos a fome a alguns só por um dia
que alimenta a mordomia
de quem tudo tem e come
o Natal primordial
raiz de cada reinício
das festas do solstício
esse sim será Natal
onde o eterno retorno
o culto da Terra-Mãe
com os amigos em torno
nos prova sermos alguém
Natal seja este o nosso brindado como quem diz
que sou feliz quanto posso
e sou feliz quanto quis de braço dado com o vosso
este meu Natal feliz.
– Jorge Castro
com votos de boas festas
e alento novo para encarar 2014,
também o Natal é o que um poema trouxer…
… mesmo já passada a festança, permanece o convívio. Desta feita, com belas vozes na sala, rapidamente se organizou um despique de cantorias de encantar…
… e lá fomos ficando, sem vontade de terminar o que sempre começamos!
Por fim… não comprei nada este Natal e, ainda assim, vou oferecendo sempre qualquer coisa, o que me traz invariavelmente riquezas acumuladas, que nem sei onde guardar no armário dos afectos. Felizmente, não tem portas este armário…
Votos meus, para quantos por aqui passem, de boas festas e de um ano de 2014 em que saibamos sempre de nós, quem somos e porque somos, celebrando a vida também pela voz do poeta José Gomes Ferreira ao dizer-nos que penso nos outros, logo existo.
Quanto ao mais, rabanadas, filhós e azevinho, feitas e colhido pelas nossas mãos, mais presépio menos presépio, alguns minutos dedicados a acender as nossas memórias, principalmente as que nos chegam dos lugares não preenchidos em redor das nossas mesas, com um brinde a todos… de preferência com um vinho português, pois que não há-de haver gosto como o nosso!











































































































