Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

sugestão

Dia 3 de Outubro, sábado, pelas 17 horas, em Carcavelos,
 na Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos, 
o encerramento da «campanha» de homenagem a António Feio:

E cá fica parte do meu contributo:

A propósito do poema de António Feio (Tenho dez linhas…

dirigido a seu irmão Carlos Peres Feio 

dez as linhas e não mais do que dez linhas, 
nove sendo pois aquela já foi gasta 
oito agora e bem mais do que as vizinhas 
sete sendo em vitória de canasta 
seis espreitam num enlevo de andorinhas 
cinco dedos desta mão que a mim me basta 
quatro irmãos entretidos nos caminhos 
três destinos que se cumprem de seguida 
dois já idos e outros dois entre carinhos 
um amor que se quer além da vida. 

– Jorge Castro 



diário de campanha – momentos de reflexão (5)

É sempre tempo de aprender… Mas uma coisa que já a minha avózinha me ensinava…
… era que nada nos cai do céu, para além daquilo que a meteorologia nos mostra… e mesmo nessa há que acreditar com muitas reservas.
Vá lá a sair de casa para mostrarmos que ainda somos gente, pode ser?

diário da campanha – momentos de reflexão (3)

Lisboa, ali para os lados do Saldanha…
Como quase sempre inovador, Portugal de há muito encara a leva de refugiados migrantes com a bonomia de um espírito acolhedor e solidário… ou não esperássemos nós tanto que os outros fizessem o mesmo aos nossos próprios aflitos emigrantes…

diário da campanha – momentos de reflexão (2)

Lisboa, algures entre o metropolitano do Campo Pequeno e a Avenida Marquês de Tomar, dois cidadãos aprestam-se a encarar um novo dia nas suas vidas…
País de tempo magnífico, este, em que a amenidade climatérica tanto convida ao turismo…

diário da campanha – momentos de reflexão (1)

Muito para além dos «resultados das sondagens» que nos perturbam e esmagam este tempo de suposta reflexão pré-eleitoral  – ah, que quando eu mandar, a sua divulgação pública há-de ser proibidíssima por constituir perversão antidemocrática… -, interessa ao cidadão olhar à sua volta com os olhos que a sua consciência cívica e comunitária lhe ditem.
Tentarei, pois, reflectir neste espaço algumas imagens e parcos comentários, extraídos da actualidade muito recente que constituam elemento objectivo (tanto quanto possível) de prova quanto ao estado a que isto chegou, como diria o Salgueiro Maia.  
E cá vai a primeira:
– Todos os dias, a partir das 6 ou 7 horas da manhã, na praça de Entrecampos, Lisboa, qual lugar de peregrinação das almas aflitas, constitui-se uma longa fila de cidadãos, à porta dos serviços da Segurança Social… cujo edifício, aliás, tem vindo a deixar cair algumas partes de si mesmo, face à sua relativa vetustez e notória falta de manutenção.
A fila já tem, por sobre si, um coberto de protecção, ou não fosse aquilo a Segurança Social…

o sino da minha terra

o sino da minha terra
toca a rebate à tardinha
por entre a névoa da tarde
por entre a densa morrinha
por ter acabado a guerra
pela morte da andorinha
por quanto um coração guarde
de uma alma tão sozinha

o sino da minha terra
traz consigo o vento agreste
mas traz notícias ao povo
– haja povo que se apreste –
traz o quanto a vida encerra
horizonte que nos reste
ao trazer um mundo novo
venha de leste ou de oeste

o sino da minha terra
toca a rebate à tardinha
que já se findou a guerra
que lá vem uma andorinha…

– Jorge Castro

quem chamou a troika?

Não vá o Diabo tecê-las e em face das desvairadas opiniões sobre este ponderoso assunto, aqui deixo a informação de que também não fui EU que chamei a troika! 
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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