Jovens da Escola Secundária Quinta do Marquês tiveram a cargo a condução da última sessão das Noites com Poemas. Boas vindas e apresentação sumária em forma de poema e, prontamente, se passou a batuta…  
… para quem estava lá com incumbências de direcção dos acontecimentos. David José Silva apresentou-nos os seus colegas e amigos, informando-nos ao que vinham, e propôs-nos uma abordagem à poesia através de mescla de sentires, de personalidades, que se enformam em díspares manifestações poéticas, tanto quanto à forma como ao conteúdo. Coube-lhe dar início prático a essa proposta… 

Carlota Pignatelli, Tomás Neves e Castro, Marina Durante (da esquerda para a direita), mostram uma maturidade, mesmo quando construída sobre as inquietações – ou também por isso mesmo -, que nos trazem vestidas sob a forma de poemas e que desvendam – para todos aqueles que dúvidas tivessem – quão próximos, afinal, todos estamos…     
…  esbatendo-se de forma clara divergências costumeiras do «fosso de gerações», porventura alimentadas preversamente por «elementos de aceleração» da sociedade consumista que nos cerca.
Pessoalmente, senti-me transportado para recônditos lugares da minha juventude onde, apesar da distância temporal e do aparente avanço desaustinado do «progresso», me encontrei perfeitamente identificado com as palavras dos nossos convidados. 

João Mateus (canto) e o Maestro Pedro Miguel (piano) foram pontuando os poemas com interpretações de temas diversos… ainda que o sintetizador, gentilmente cedido por um bom amigo,  nos deixasse a todos com uma  oitava a menos relativamente ao esperado piano – único elemento que a propagandeada «crise» impediu de estar presente, como seria de desejar. Mas João Mateus soube, desembaraçadamente, caçar com o gato, à falta do cão.  

E assim foi que a todos nos agradou sermos espectadores por longos e bons momentos, ouvindo falar de cátedra a quem se afoitou ao desafio. Uma timidez aqui ou uma insegurança além – que não é impunemente que se desvenda a nossa alma em forma de poesia… – não fizeram mais do que contribuir para o ambiente descontraído que se gerou. E que é apanágio destas nossas sessões.

A primeira voz que se fez ouvir do «outro lado» da sala exaltou o desempenho dos nossos jovens convidados, parabenizando também, comovidamente, os pais que tal testemunho souberam transmitir, nesta corrente contínua de que é feita a Humanidade.

 João Baptista Coelho

Oeiras Verde (Estefânia, Helena, Irene, Jorge, Ana, Magnólia)

Eduardo Mendes, que em boa hora se lembrou de se fazer acompanhar por um excelente texto do Carlos Pedro

Francisco José Lampreia

Pedro Tavares

Maria Francília Pinheiro

Tina, em desempenhos de Mãe Natal

Limão

Feliz Soares

Jorge Castro

…e os amigos constantes, com os nossos convidados e quantos arrostaram a noite de intempérie para se nos juntarem, criámos não o Natal possível, mas o Natal urgente e necessário, solidário e presente, provando à saciedade que essa coisa da «crise» talvez tenha muito a ver com economias (da treta) e economistas (da treta, também), mas nada tem a ver com os seres humanos e os seus afectos.    
– Fotografias de Lídia Castro e de Lourdes Calmeiro