Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
não, não irei falar da detenção de Sócrates
nem dos vistos gold
nem do BES…
… hoje farei referência àquilo que, afinal, mais interessa, fora do pântano, longe de atmosferas fétidas e pútridas, em que, em boa verdade, permanecemos há demasiado tempo.
Não, hoje deixo-vos uma sugestão interessantíssima: Diários de Viagem 2, da autoria de Eduardo Salavisa e com edição da Quimera.
Urban sketchers, uma boa mão-cheia deles que Eduardo Salavisa teve artes de convencer a contar uma história de viagem, em mil palavras, acompanhadas por apontamentos desenhados por cada um e que constituem assim uma oportunidade magnífica de fazermos quase uma volta ao mundo sem sairmos do conforto do nosso sofá predilecto de leituras.
Assisti, neste sábado passado ao seu lançamento e se posso deixar-vos uma primeira impressão, sempre vos digo que está ali um belo naipe de gente boa, o que, claramente, também transparece deste belo livro
Portugal sob viroses…
Hoje, por elementar direito à preguiça, não publico nada no Sete Mares. Mas remeto quem tiver paciência para tanto para a leitura do meu artigo com este mesmo título no blog PersuAcção, no qual colaboro… com o maior gosto, diga-se. Basta «clicar» no nome…
convite/sugestãp
hoje, dia 11, na Biblioteca Operária Oeirense
as imagens que o ICS não quis publicar:
Ver AQUI
É ajuizar, senhores, a ver o que cá se lavra, como dizia a canção…
dos jornais:
crianças portuguesas punidas por falarem português em creches e ATL do Luxemburgo
E, ainda: «Foi-nos dito que não podíamos falar português com os miúdos e que eles também não podiam falar português entre eles, é uma regra da casa”, diz uma funcionária portuguesa de um estabelecimento público em Esch-sur-Alzette. (ver artigo completo aqui).
Segundo esta notícia, a circunstância decorre do facto de, no Luxemburgo, se admitir apenas o diálogo em seres viventes e pensantes em francês, alemão ou luxemburguês.
Eu sei que a soberania dos países é uma coisa muito bonita. Eu também sei que uma comunidade como a portuguesa num país imenso como é o Luxemburgo é uma coisa-pouca e que ninguém convidou os lusitanos a emigrarem para lá, mas quem manda lá para aquelas bandas não considerará esta medida assim a modos que fascistóide?
Que diabos, ainda por cima é só a quinta língua mais falada no mundo, o que devia até alegrá-los pelo cosmopolitismo qualificado.
Podemos imaginar-nos a proibir, por exemplo, falar crioulo aos nossos residentes cabo-verdianos (já tantos deles até com nacionalidade portuguesa, como porventura ocorrerá, mutatis mutandis, aos nossos emigrantes no Luxemburgo)?
Ou, mesmo, exigir a um luxemburguês em gozo de férias no território português que fale a nossa língua sob pena de o deixarmos morrer à fome e dormindo na rua…?
Se a exigência se reflectisse no imperativo de falar com um luxemburguês na língua do Luxemburgo, ainda se perceberia. Mas as crianças entre si… Em boa verdade se verifica: a estupidez campeia!
E, nos corredores do (nosso) poder, ninguém vem a terreiro pronunciar-se sobre estes direitos?
Assim mesmo…
Sugestão
Amanhã, dia 25 de Outubro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, em mais uma homenagem a António Feio, com Carlos Peres Feio, Proença de Carvalho, Hugo Sampaio e eu, em sessão organizada pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha…
… Apareçam, caríssimos, que a sala comporta muitos interessados e o tema proposto é, seguramente, sempre aliciante.
sugestões
E na Associação 25 de Abril, no passado dia 17, foi assim…
Em primeiro lugar, dando a cara por uma omissão imperdoável, referir com aplauso, amizade e carinho, o envolvimento, na organização do evento, de Rosário Rodrigues, representante da Associação 25 de Abril. Cumplicidade e empenho, ingredientes com os quais sempre tenho o prazer de saber contar, vindo que quem vêm.
Depois, os culpados – Arthur Santos, Manuel Branco e Jorge Castro – , ainda em fase de acerto de agulhas – que nunca é aconselhável que de tal acerto provenham limitações… -, preparando o que lá viria.
O coronel Nuno Santos Silva, assumindo-se como anfitrião e, assim, em nome da direcção da Associação 25 de Abril, na apresentação e mensagem de boas-vindas, acrescentando à sessão um especial «aperitivo» através das referências feitas ao ser e estar de que o 25 de Abril foi feito.
Alguns aspectos da sala, participativa e interessada, onde, no entanto, não devo deixar de referir a ausência de muitos «companheiros de estrada» que se ficaram pela promessa, fácil e «barata», de comparência através dos facebooks habituais… mas que não foram além disso.
Olha lá se no 25 de Abril de 1974 tivesse acontecido o mesmo…
Honra acrescida, entretanto, aos que compareceram, os que fazem sempre mais falta!
De seguida, com determinação, empenho e – porque não dizê-lo? – com militância pela Democracia, pela Liberdade e pela cidadania participativa, fomos desenvolvendo a nossa ronda…
… de poemas a bem do refrescamento constante dos ideais de Abril, em três respirações distintas mas sempre convergentes e cúmplices, determinadas em atingir um objectivo assumido como comum.
Três vozes, três vivências, três criadores de poemas que partilham, entre outras, e premência de trazer a poesia à rua, como inspiração e força motriz dos mais altos voos do pensamento, esse tal que não há machado que corte…
Também sem atropelos e, no entanto, com toda a liberdade individual assumida, fomos perpassando pelas palavras que consideramos serem precisas, imperiosas e urgentes em cada momento das nossas vidas, mas com um pendor claro para a actualidade, abrindo os tais caminhos que nos dizem ser a poesia essa arma carregada de futuro.
Foi chegado o momento de partilhar o espaço de participação com quem se afoitasse a trazer-nos um poema. E assim foi, com:
– Rosário Freitas
– Ana Freitas
– Eduardo Martins
– José David Silva
– Rosário Narciso
E assim se cumpriu esta acção… que, entretanto, teve condigno remate em convívio com pataniscas e fados, logo ali ao lado, que o retempero dos corpos deve acompanhar o dos espíritos..
25 de Abril, sempre!
– Fotografias de Lourdes Calmeiro e de Rosário Narciso
CONVITE – entrada livre
A três vozes, que o Abril quer-se mais acompanhado, na sede da Associação 25 de Abril, no próximo dia 17 de Outubro (sexta-feira), lá estaremos, o Arthur Santos, o Manuel Branco e eu, Jorge Castro, dando de nós o que melhor sabemos sobre Abril, em forma de poemas.
Desejar-se-á uma sala cheia, assim a modos que em evocação da baixa lisboeta na manhã de 25 de Abril de 1974… Contamos contigo?
Esta sessão está integrada na 18ª Festa do Chiado e faz parte da programação da
Associação 25 de Abril
no âmbito do 40º aniversário da Revolução de Abril.
Associação 25 de Abril
no âmbito do 40º aniversário da Revolução de Abril.
(Cartaz da autoria de Alexandre Castro, criado a partir de fotografias inéditas de Jorge Castro)

































