Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
sugestão/convite
Apresentação, em Fanhões, do mais recente livro de Ernesto Matos, com co-autoria de Lonha Heilmair, uma vez mais e sempre em prol da autêntica calçada portuguesa que, não sendo (ainda?) património imaterial da Humanidade, é coisa para estar profusamente difundido mundo afora, já como património bem material da Humanidade.
E, sim, este livro conta, também, com um poema de minha autoria, alusivo ao tema e, durante a sessão de apresentação, serão ditos alguns poemas, assim como quem bate, levemente, com o martelo na pedra afeiçoada…
reflexão do dia
Depois do fado, temos o cante alentejano como património imaterial da Humanidade.
Congratulemo-nos e rejubilemos, irmãos!
Vêem, vêem? Pela cultura é que nós vamos.
Será por isso que não temos sequer Ministério da dita?
não, não irei falar da detenção de Sócrates
nem dos vistos gold
nem do BES…
… hoje farei referência àquilo que, afinal, mais interessa, fora do pântano, longe de atmosferas fétidas e pútridas, em que, em boa verdade, permanecemos há demasiado tempo.
Não, hoje deixo-vos uma sugestão interessantíssima: Diários de Viagem 2, da autoria de Eduardo Salavisa e com edição da Quimera.
Urban sketchers, uma boa mão-cheia deles que Eduardo Salavisa teve artes de convencer a contar uma história de viagem, em mil palavras, acompanhadas por apontamentos desenhados por cada um e que constituem assim uma oportunidade magnífica de fazermos quase uma volta ao mundo sem sairmos do conforto do nosso sofá predilecto de leituras.
Assisti, neste sábado passado ao seu lançamento e se posso deixar-vos uma primeira impressão, sempre vos digo que está ali um belo naipe de gente boa, o que, claramente, também transparece deste belo livro
Portugal sob viroses…
Hoje, por elementar direito à preguiça, não publico nada no Sete Mares. Mas remeto quem tiver paciência para tanto para a leitura do meu artigo com este mesmo título no blog PersuAcção, no qual colaboro… com o maior gosto, diga-se. Basta «clicar» no nome…
convite/sugestãp
hoje, dia 11, na Biblioteca Operária Oeirense
as imagens que o ICS não quis publicar:
Ver AQUI
É ajuizar, senhores, a ver o que cá se lavra, como dizia a canção…
dos jornais:
crianças portuguesas punidas por falarem português em creches e ATL do Luxemburgo
E, ainda: «Foi-nos dito que não podíamos falar português com os miúdos e que eles também não podiam falar português entre eles, é uma regra da casa”, diz uma funcionária portuguesa de um estabelecimento público em Esch-sur-Alzette. (ver artigo completo aqui).
Segundo esta notícia, a circunstância decorre do facto de, no Luxemburgo, se admitir apenas o diálogo em seres viventes e pensantes em francês, alemão ou luxemburguês.
Eu sei que a soberania dos países é uma coisa muito bonita. Eu também sei que uma comunidade como a portuguesa num país imenso como é o Luxemburgo é uma coisa-pouca e que ninguém convidou os lusitanos a emigrarem para lá, mas quem manda lá para aquelas bandas não considerará esta medida assim a modos que fascistóide?
Que diabos, ainda por cima é só a quinta língua mais falada no mundo, o que devia até alegrá-los pelo cosmopolitismo qualificado.
Podemos imaginar-nos a proibir, por exemplo, falar crioulo aos nossos residentes cabo-verdianos (já tantos deles até com nacionalidade portuguesa, como porventura ocorrerá, mutatis mutandis, aos nossos emigrantes no Luxemburgo)?
Ou, mesmo, exigir a um luxemburguês em gozo de férias no território português que fale a nossa língua sob pena de o deixarmos morrer à fome e dormindo na rua…?
Se a exigência se reflectisse no imperativo de falar com um luxemburguês na língua do Luxemburgo, ainda se perceberia. Mas as crianças entre si… Em boa verdade se verifica: a estupidez campeia!
E, nos corredores do (nosso) poder, ninguém vem a terreiro pronunciar-se sobre estes direitos?
Assim mesmo…
Sugestão
Amanhã, dia 25 de Outubro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, em mais uma homenagem a António Feio, com Carlos Peres Feio, Proença de Carvalho, Hugo Sampaio e eu, em sessão organizada pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha…
… Apareçam, caríssimos, que a sala comporta muitos interessados e o tema proposto é, seguramente, sempre aliciante.










