Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
o narciso engravatado que escreve, piscando o olho
para hoje, ainda a tempo
apreciando a obra fotográfica de Jorge Bacelar
Gente Marinhoa
Mas comprovem o que digo visitando-o em:
RURALIDADES
era um espanta-aves o menino-ave no alto da árvore
e era um verde-mar naquele solto olhar do alto da vida
e ouve-se o riso de quem nos abraça de lá da vidraça
de teias de aranha e de mãos gravadas com sulcos de mar
e um crucifixo gravava o início da lide do dia
na parede escura onde se amanhava uma luz da rua
eram mil sorrisos no saco-capuz daquele contraluz
que coava a vida enquanto soava uma melodia
do boi que mugia da ovelha o balido e o cão que latia
na suave carícia que sulca em delícia um raio de luz
e era o bulício do constante início do árduo labor
de quem lavra o mar e a terra lavrada com o mesmo suor
uma bigodaça e o tempo que passa no abraço do vento
e um afago agreste mas doce que reste e que empreste amor
de rugas lavradas ao som de uma enxada que é já firmamento
tão rubra da seiva que deixa na lavra um rasto de flor
e um galo castiço trazendo o derriço da sua plumagem
no quadriculado onde um outro gato tecia dormências
ao colo do olhar tão feito de mar e torna-viagem
que nem esse mar nos seja capaz de tais abrangências
talvez uma fonte de risos de sonhos e de mãos calosas
nos dê o calor de sermos o ardor de cravos e rosas…
– Jorge Castro
19 de Maio de 2016
sugestão
– para o dia 13 de Maio, na A25A
brevíssimas reflexões interrogativas…
Tal como todos os anos… e já conta alguns!
tel. 214 426 691
biblio-op-oeirense@mail.telepac.pt
1º de Maio
um cravo entre boninas
– Jorge Castro
Memórias do 25 de Abril na Primeira Pessoa
– breve crónica
celebrar o 25 de Abril…
olha, é dia do beijo…
comissura dos lábios
o desejo
te contar sonhos sábios
improviso de um beijo






























