Sendo este um espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
Núcleo familiar matricial (10)
– Com autoria de Manuel António Leite, um presépio tubular, feito com cartão recortado a «laser».

sem título que nos valha…!
Hoje, em período natalício tão celebrado em toda a parte deste nosso mundo ocidental, não me apetece colocar a imagem de nenhum presépio.
A imagem que hoje selecciono é a que documenta a inadjectivável acção policial que ocorreu no Martim Moniz (Lisboa): algumas dezenas de transeuntes, porventura de nacionalidades várias, obrigados a colocarem-se de braços levantados contra uma parede durante mais de uma hora para serem revistados por agentes da PSP!!!
Vergonha e humilhação! E tu, gostarias de te ver nestes preparos, ou aos teus filhos ou aos teus netos nos diversos países para onde nos exportamos diariamente e de há tantos anos para cá?
As «explicações» dadas pelos actuais mandantes deste país para esta atitude, digna de tempos hitlerianos nos guetos judeus, são tão manhosas quanto idiotas, frustres, cobardes e sem sentido.
Parece que, no resultado da gigantesca operação policial, foram efectudas duas detenções (pelo menos, uma delas a um cidadão português), apreendido algum dinheiro, alguma droga e algumas armas brancas… também conhecidas como canivetes. Talvez se a região seleccionada fosse, por exemplo, a Quinta da Marinha, em Cascais, ou numa sexta-feira no Bairro Alto ou no Cais do Sodré os resultados fossem mais avantajados…
E é assim. É Natal! Paz na Terra aos homens de boa vontade… Mas, em boa verdade vos digo, irmãos: fascismo, nunca mais! Pelo menos, é o que se deseja intensamente mas, tal como as bruxas, que os há, há e cada vez se atrevem mais a sair das sombras pestilentas onde chafurdam.
Montenegro, Ventura e Moedas, a mesma luta, não é…?

T
Núcleo familiar matricial (9)
Simplicidade nos materiais: cápsulas de sementes de jacarandá e pequenos pedaços de cortiça. Autor desconhecido.

Núcleo familiar matricial (8)
Júlio Alonso, com a sua louça de Bisalhães, é o autor da presente peça.

Núcleo familiar matricial (7)
Este prima pela sua incontornável leveza.
Da autoria de Simone Grecco, uma brasileira paulista radicada no Porto, deve esclarecer-se que esta escultura em arame começa, verdadeiramente, numa ponta e acaba na outra, sem interrupções pelo caminho.

Núcleo familiar matricial (6)
Autoria: Manuel Ferreira Machado, mais conhecido por Pinha, alcunha que herdou do pai e avô, é um artesão que nasceu em Celeirós, Braga, em 1962, e desde os 15 anos que começou a trabalhar o ferro na oficina do pai.
Este, quanto a mim, notável exemplo de criatividade é uma das peças que considero mais conseguidas da série que venho apresentando.

Núcleo familiar matricial (5)
Autoria: Lourdes Calmeiro. Material de construção: folhas de dragoeiro açoriano e folhas e barbas de milho. Na base, à esquerda, singela representação das concelabradas cracas dos Açores.

Núcleo familiar matricial (4)
Ao jeito das lapinhas dos Açores, mas em edificação caseira tão rigorosa quanto possível. A redoma de vidro foi retirada para evitar reflexos indesejados.

Núcleo familiar matricial (3)
O nascimento alegre e ruidosamente celebrado por um conjunto das chamadas roncas de Elvas, instrumento popular que acompanha os cânticos de Natal.
Autoria: Isabel Catarrilhas Pires, Bonecos de Estremoz, certificado nº 4673 (Unesco – Património Cultural Imaterial da Humanidade). Extraordinária a sua rica e cuidada exuberância decorativa.

Núcleo familiar matricial (2)
Desta feita documenta-se uma situação – dita de visitação – quando, após o anúncio do nascimento do pimpolho, todos os familiares, amigos e vizinhança (cães, gatos, periquitos e outros incluídos) aparecem para desejar os melhores augúrios.
Projecto artesanal doméstico.
