Sendo este um  espaço de marés, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo.
Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

Evocação do 25 de Abril
com a EMACO e a A25A

Amizades,

Eis um belo programa para o próximo sábado, dia 22 de Abril, a partir das 9h30, em que também participarei e que que vos proponho, recorrendo à mensagem que foi divulgada por Rui Lemos da EMACO – Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras:


Caros Associados,
Cá estamos mais uma vez nas comemorações do 25 de Abril, desta feita teremos o 43º aniversário, Evocação Oeiras – Os Valores de Abril e a Democracia Local, no próximo, Dia 22 de Abril – SábadoEvocação do 25 de Abril, seguido dumAlmoço de confraternização (que carece de inscrição prévia).
Os Valores de Abril e a Democracia Local
PROGRAMA
9h30 – EVOCAR ABRIL
ABERTURA:

Paulo Vistas | Presidente da Câmara Municipal de Oeiras
Simões Teles | Associação 25 de Abril

Joaquim Boiça | Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras
10h00 – ABRIL SEMPRE
Dueto Lavoisier
Raquel Cambournac
11h00 – OS VALORES DE ABRIL E A DEMOCRACIA LOCAL
MESA REDONDA
António CapuchoHelena RosetaJosé Pós-de-MinaVasco Franco
-  Moderação – Rui Cardoso
12h30 – A PALAVRA AOS POETAS
Jorge Castro

João Paulo Oliveira

13H00 – Almoço (Restaurante Nova Morada – Oeiras)
ALMOÇO 25 ABRIL
Restaurante Nova Morada (junto ao Oeiras Parque)
Av. Fundadores 59-A- S/CV, 2770-072 Paço de Arcos
Ementa:
Entradas: salgadinhos; queijo; salpicão; …. 
Prato: Vazia de vitela no forno com batata assada e couve salteada
Bebidas: Vinho branco/tinto; água, cerveja e café
Sobremesa: Bolo 25 de Abril
Preço: 17,5 cravos
INICIATIVA e ORGANIZAÇÃO
Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras e Associação 25 de Abril
Apoio: Câmara Municipal de Oeiras
Contamos consigo e traga um amigo, recebo as inscrições para o almoço por email.
Agradeço que informem os associados que não têm email ou que não o vêem frequentemente. Podem participar nas sessões da Biblioteca sem ir ao almoço, como o seu contrário, irem ao almoço sem irem à Biblioteca.
Fico a aguardar as vossas inscrições.

100 Noites com Poemas
o livro-álbum no seu lançamento
na Feira Medieval de São Domingos de Rana

Decorreu, no passado dia 09 de Abril de 2017 e integrando as festividades
 da Freguesia de São Domingos de Rana, na sua Feira Medieval, 
a sessão de lançamento do livro-álbum 100 Noites com Poemas, com edição da Apenas Livros
Esta obra, que integra o descritivo das 100 sessões realizadas entre 2005 e 2014, bem como as biografias dos incontáveis convidados que as ilustraram, é composta também por um conjunto de poemas originais, da autoria do chamado «núcleo duro» desta iniciativa, e ainda um acervo de várias centenas de imagens recolhidas em cada sessão.

Foi tornada possível a sua publicação graças à prestimosa colaboração e apoio com que contámos por parte da presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Dra. Maria Fernanda Gonçalves, que aqui vemos enaltecendo a qualidade gráfica e de conteúdos da obra em apresentação…

… e que disponibilizou, também, o espaço para o lançamento do livro, em recinto «acastelado» integrador da Feira Medieval que então decorria, e que aqui vemos na abertura da sessão e na apologia da obra já nascida. 

O Professor José d’Encarnação, amigo certo e  companheiro de tantas andanças deste projecto – como de incontáveis outros… – honrou-nos com a sua costumeira ilustração… 

… dando ainda mais brilho ao que ele apelida, no seu prefácio, como «contratorpedeiro» cultural.

Conciso e, ainda assim, repleto de saberes foi o seu discurso… 

… perante um recinto que se encheu até aos limites do possível…

… uma vez mais deixando-me com o penhor de gratidão por tão interessadas amizades que, incansavelmente, me deslumbram sempre no momento de dizer «presente!».

Depois, os agradecimentos com tendência para infinito, o que decorre da multidão de envolvimentos, de cumplicidades, de afectos com que sempre contei (e contámos!) ao longo desses nove anos de actividade em redor de um projecto poético.

E disse, por fim, um dos poemas constantes do livro-álbum.
Quis, com ele, homenagear, também, quantos – presentes e ausentes – ombrearam comigo, ao longo desses nove anos, construindo a par e passo, esse… deslumbramento.  Destaco:
– Alexandre Calmeiro e Castro
– Ana T. Freitas
– Carlos Peres Feio
– David Silva
– Eduardo Martins
– Estefânia Estevens
– Francisco José Lampreia
– João Baptista Coelho
-Lídia Castro
– Lourdes Calmeiro
Maria Francília Pinheiro
… e quantos mais se nomeiam ao longo do livro.
Com tantos contei muito.
Maria Fernanda Gonçalves encerra a efeméride…

… ao que se seguiu uma prolongada sessão de autógrafos, como é da praxe e, apesar dos pesares, nos sabe sempre bem. 

Como apontamento final, uma fotografia de grupo com vários responsáveis da iniciativa Um Poema na Vila, de Coruche, companheiros de sempre que, se souberam inspirar-se nas Noites com Poemas, souberam demais ganhar as asas próprias para voos que já contam com cinco anos de actividade em prol da Poesia. Venham mais cinco…!
Uma referência, ainda, ao apoio dado pela
  EMACO – Espaço e Memória Associação Cultural de Oeiras
apoio esse que também se revelou imprescindível para a concretização deste livro-álbum e com a qual contaremos para uma nova apresentação, desta feita no Templo da Poesia do Parque dos Poetas (Oeiras) e que terá lugar no próximo dia 26 de Maio, pelas 21 horas .  
– Fotografias de Lourdes Calmeiro

100 Noites com Poemas

A breve trecho, divulgarei neste espaço algumas imagens do lançamento do livro-álbum 100 Noites com Poemas.  
 
Culminar de uma longa e desvairada saga, mas rodeado de gente excelente, aqui fica lavrado testemunho para memória futura, como se diz.
 
E belíssimo testemunho, deixem lá que a minha vaidade e orgulho o digam!
 
Com a imensa gratidão que distribuo pela multidão dos presentes no evento.

lançamento do livro-álbum
100 Noites com Poemas

 
Amizades,
Se é verdade que quem porfia sempre alcança, tenho uma boa notícia para vos dar:
– no próximo dia 09 de Abril de 2017 (domingo), pelas 16 horas, no Mercado de São Domingos de Rana, terá lugar o lançamento do livro-álbum 100 Noites com Poemas, com edição da editora Apenas Livros, obra que condensa os nove anos ininterruptos de labor em prol da poesia, entre 2005 e 2014, que ocorreram na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana (Cascais). Para esta apresentação contaremos com a presença do muito estimado professor José d’Encarnação.
Esta acção integrará, também, as festividades da Freguesia, que se encontram a decorrer na mesma data.
Depois de uma vida a que poderemos chamar atribulada, este projecto colheu o apoio definitivo e chegado em boa hora da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, na pessoa da sua presidente, Dra. Maria Fernanda Gonçalves – que o tornou viável – bem como o apoio da Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras, que o reforçou.
Para todos aqueles que, de tantos e tão diversificados modos, contribuíram para o desenvolvimento deste projecto – e cuja presença compõe o corpo do livro-álbum, de onde esta caracterização -, creio bem que esta será, então, uma boa notícia.
E atrevo-me a dizer que será, também, uma boa oportunidade para nos voltarmos a encontrar, quem sabe, até, para o reinício desta actividade. Conto, pois, com a presença de todos. E divulguem, tragam amigos… façam, enfim, o que muito bem vos aprouver.
Fica, entretanto, desde já a informação de que no próximo dia 12 de Maio e com o envolvimento da Associação Espaço e Memória, decorrerá uma nova apresentação deste livro-álbum, para quantos não puderem comparecer àquele seu primeiro lançamento. Esta apresentação terá lugar, em princípio, no Templo da Poesia, no Parques dos Poetas, em Oeiras. Oportunamente enviarei detalhes e confirmação.
Abraços.
Jorge Castro

dia de poesia

é dia de poesia
que alegre bizarria
e que bizarra alegria
saltam poemas à liça
saltam poetas à beça
assim mesmo
cedilhados
sendo mais que muitos mil
e são de todos os lados
uns mais dados
outros não
– que ele há-os arredados
e outros mal comportados…
de norte a sul
tão fecundos
que são até fecundados
de tão sérios
ou jucundos
por mistérios tão profundos
como outros mais arredios
fugidios
embuçados
ou então delicodoces
de sabor a rebuçados
de mentol
são mentolados
ou então mentalizados
o certo é que neste dia
vai alegre a alegria
com poemas
mais de mil 
sempre em et coetra e tal…
neste mundo qual mosaico
que – vai a ver-se –
é prosaico
um tal dia de poesia…

– Jorge Castro
21 de Março de 2017

de trampice em trampice até à idiotice total

Do estado do mundo já nós
todos sabemos que está perigoso. Mas, assim como assim, visto que é lá fora, é
chato, mas a maltinha aguenta, remetendo-lhe um interesse, quando existe,
muito, muito periférico.

De tal modo que mesmo com
um Almaraz à porta, vendo bem sempre é do lado de lá da fronteira que, como
todos sabemos, é assim a modos que uma barreira invisível que nos protege de
tudo e mais alguma coisa…

Do Donald pato-bravo e do
seu inenarrável penteado – que evoca vagamente um pato mandarim – sente-se
alguma apreensão. Ma non troppo.

Agora, cá dentro, nesta
variedade lusitana da cosa nostra, a
coisa pia mais fino. Ou pia ou fia, que nunca apurei da justeza do dito, mas
vai tudo dar ao mesmo.

Massacrado até ao mais
profundo do meu âmago com o pseudo «caso Centeno» e sem qualquer interesse no
assunto para além do elementar facto de considerar que a Caixa Geral de
Depósitos é portuguesa e assim se deve manter, e já que todo o comentador
comenta o não-assunto, porque não hei-de eu comentá-lo também?

E, afinal, tenho muito
pouco para comentar, para além do óbvio. Veja-se:

1.     
Mas houve, de facto, algum acordo com o
António Domingues? Não. O governo não acordou nada com o António Domingues. E
isto é definitivamente claro e claramente definitivo.

2.     
Mas houve, de facto, alguma promessa do
ministro Centeno a António Domingues do tipo espera-aí-que-eu-vou-ver-o
que-se-pode-arranjar? Claro que houve. E daí? O homem é especialista no regime
jurídico ou ele é mais números e é para isso que integra o elenco governativo?
Entretanto, o chefe disse-lhe: não, pá, isso não pode ser nada… E acabou a
conversa!

3.     
Ah, mas não vieram confessar essa fraqueza
ao povo? Enfim, tenho para mim e pelo que tenho sempre visto, que, se de cada
vez que um ministro manifestasse fraqueza em qualquer item da governação viesse
confessar tal ignomínia ao povo, há uma data de anos que não se faria mais nada
na nobre arte da governação.

4.     
Alguém sabe dizer-me se a Autoridade
Tributária ou qualquer outra força viva – e mesmo, até, as moribundas – já
estão a investigar o «currículo» de António Domingues e do seu grupo nomeado
para a administração da CGD? É que, aí sim, perante tanta necessidade de
reserva de confidencialidade sobre a declaração de respectivos rendimentos não
estamos em presença de um gato escondido com o rabo de fora mas, antes, de um
rabo escondido com o gato de fora. Eu, se fosse às tais forças vivas,
escarafuncharia a sério, nem que fosse só para chatear… Como, aliás, parece
tantas vezes ser objectivo primeiro da AT junto do cidadão normal.

Pelo meio disto tudo, a
geringonça lá vai indo… e nós todos com ela. Do défice é o que se vai sabendo e
o País, se não exulta descabeladamente com a reversão da roubalheira perpetrada
nos anos do Coelho, lá vai respirando, aos soluços embora, após tremenda
asfixia.

A Caixa ainda é nossa.
Não é de Moscovo, nem da China, nem de Angola, nem de Espanha, ao contrário do
que acontece em tudo que é negócio chorudo em Portugal. 

E, pelos vistos, esta é,
no fim de contas, a circunstância que apoquenta a «oposição» a que temos
direito.

Eu não sei se se lembram
de que, já no tempo da ditadura, o que se dizia do principal drama da direita
portuguesa nem era ser, como era, retrógrada. O problema maior era ser estúpida
– o que, aliás, são características que tendem a andar juntas.  E parece que há coisas que não mudam.

Nota – «trampice» é o
resultado da união de «trumpice» com trampolinice, nalguma noite sem luar.

duas sugestões para o dia 12

Uma vez mais, duas opções para mim de peso equivalente e que aqui partilho convosco. 
A simultaneidade não me permitirá comparecer a ambas, obviamente. 
Mas a alguém interessará saber e, quem sabe, talvez até comparecer:
Com o patrocínio da minha amiga Ana Freitas, em Coruche:
Uma iniciativa deveras interessante da minha amiga Fernanda Frazão:
Amigos
Ao fim de 6 anos, terminei finalmente a minha primeira experiência em documentário. No próximo domingo, dia 12, às 18 horas, será apresentado no Museu do Teatro Romano, pela primeira vez, o filme que retrata um pouco da história das cartas de jogar entre nós. Procurei fazer um trabalho abrangente,de modo a perceber-se de que modo aqueles pequenos rectângulos de papéis colados se ligam a tantas profissões e se imiscuem nas nossas vidas… há centenas de anos. Apareçam. Terei muito gosto em conhecer a vossa opinião.

trampice

Antecipando-me à nomeação da palavra mais usada para o ano 2017, deixo aqui já a minha proposta para a selecção de um semi-neologismo que, face ao despautério mundial que a eleição desta sinistra personagem suscita, irá andar nas bocas do mundo todo. 
Esperemos que seja pela resistência e combate, também mundiais mas, principalmente, em solo americano, à sua existência nefasta.
Claro que aportuguesei o termo, o que me pareceu, aliás, fazer todo o sentido!   
Todas as coisas têm o seu mistério
e a poesia
é o mistério de todas as coisas
– Federico García Lorca

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