by OrCa | Fev 8, 2014 | Sem categoria |
No próximo sábado, dia 15 de Fevereiro, pelas 15 horas, na
Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, terei oportunidade de
apresentar o meu mais recente livro de poemas – Outros Poemas de Menagem -, pela mão e iniciativa da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha.
Terei comigo Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, terei
também alunos do Conservatório de Música das Caldas da Rainha, pela boa colaboração da sua directora, Fátima Cotrim, que nos trará as participações de Beatriz Morais (violino), Helena Caldas (piano) e Ruben Tavares (acordeão); contarei também com os meus amigos Heloisa Monteiro (guitarra clássica) e Mário Piçarra
(composição e canto), em precioso auxílio a esta minha apresentação.
Poemas de menagem, um espaço ainda para se dizer bem daquilo e
daqueles que contam mais para a história da vida, quando temos em nosso
redor tanto malefício de desviver.
Entretanto, pela generosidade da Junta de Freguesia de
Carcavelos-Parede, o meu livro não tem preço. Quem quiser, poderá
deixar, como contrapartida, um donativo em favor da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de
Rana – também esse, absolutamente voluntário.
Por mim e para já, vou indo bem, obrigado. Faltar-me-á, apenas, a vossa presença.
by OrCa | Jan 27, 2014 | Sem categoria |
O tempo voa e voando arrasta as nossas vidas. Há nele sempre um tempo para tudo, até para o descanso tão necessário, aquele dolce far niente que tem artes de nos redimir com quase tudo…
Chegou Janeiro, cheio de frio e com a graça dos deuses – esses mesmos, os das coisas pequenas, com que nos transcendemos. Por cá, com jeitinho e vontade de acordar, talvez se vislumbrem ainda as celebrações de antanho a festejar o solstício.
E assim fui, em 05 de Janeiro, assistir ao concerto do CRAMOL, na Igreja Matriz de Oeiras, sempre uma coisa de nos fazer crescer asas nos pés, elevando-nos sem riscos de queda, que aquele mulherio faz-nos sempre voar alto e bem.
Logo depois, em hábito que se vai enraizando ano após ano, lá fomos ruas afora, pelo velho centro da vila, cantando as Janeiras, mesmo se poucas portas ou janelas se abrissem… Se calhar, também, porque toda a população já estivesse na rua…
Janeiro intenso, calcorreando o areal de Carcavelos, o mais belo do concelho de Cascais e arredores, com a presença tutelar do Forte de São Julião da Barra, dia após dia sem que o horizonte nos canse ou sem que a paisagem magnífica das nuvens se repita.
Esses passeios pelo areal, invariavelmente acompanhados por passaredo migratório, às vezes já residente, porventura por ter sucumbido, também como nós, à beleza da paisagem, como à garantia do sustento.
E Janeiro lá prossegue, dia a dia, com denodo. Chegados a dia 09, hora de fazer as Tempestades no Cantarinho, no restaurante Al Cântaro, em Lisboa, pela mão da Fernanda Frazão, sempre amiga e sempre presente, em sessões de desvairada temática, servidas à mesa, iniciadas a faca e garfo e rematadas com a força da palavra ou do argumento, que mais não é que um encadeado de palavras onde julgamos plantar algum nexo.
A Tempestade de Janeiro foi de me dar a vez. Levei até lá Alguns Poemas de Graça, espraiando-me pelos catorze anos que já me leva esta saga de ajuntar palavras, afecto a afecto vividas, sessão a sessão ditas, livro a livro escritas.
Depois, chegados ao dia 12, o rumo foi Coruche, também já destino habitual. Ana Freitas e todos os amigos de Um Poema na Vila receberam-nos com o costumeiro abraço e deram as boas vindas, em sessão sobre a Poesia Popular…
… na Biblioteca Municipal (dita do Mercado)…
… contando ainda com a mestria e os saberes do professor José d’Encarnação, que aceitou trilhar estes caminhos tão afastados na geografia como próximos dos afectos, por trilhos, veredas, ruas e avenidas onde o tal saber que não ocupa lugar não deixa, entretanto de nos encher o coração.
E como se não bastasse, eis que surge José Fanha, acompanhado por Daniel Completo, dando a todos os ares da sua graça e abrindo aquelas portas que Abril abriu e por onde tanto me apraz passar quando o momento se ajeita, em
procuras intermináveis da liberdade que temos e da liberdade que somos.
Eis chegado o dia 15. Um dia de férias metido a propósito para dar um salto até Abrantes e apurar o que há tanto tempo não via. De súbito…
… mesmo no centro da povoação, uma exposição de escultura que se
iniciava na rua e remetia para interiores desconhecidos, conduziu-me até uma digníssima Biblioteca Municipal,
cujo nome homenageia António Botto, erigida no antigo Convento de São Domingos, através da intervenção do arquitecto Duarte Castel-Branco.
Permitam-me um destaque: se passarem por Abrantes visitem este edifício. Não sei o que se passará convosco. Eu sei que fiquei embevecido… e ainda cheguei a perguntar a quem por lá vi se não seria possível dotar aquele espaço com umas rodinhas e rebocá-lo até terras de Carcavelos. Mas não, não era possível, lamentavelmente.
Da exposição que preenchia bom espaço da Biblioteca, deixo-vos um nome que, do alto da minha ignorância, eu desconhecia, confesso, mas pela obra do qual me passeei com o maior agrado: Santos Lopes e os seus Quarenta Anos de Escultura…
… de quem vos deixo um muito pálido testemunho da beleza da exposição (Isadora – Momento 9: «se fecho os olhos, posso ouvir o som duma completa sinfonia e dançar» – Da série Isadora Duncan – 1984, bronze) .
Mas deixo-vos também esta sempre recriada sensação de que há tanta gente a FAZER tanta coisa que seria tão bom que nós todos conhecêssemos e, tantas vezes, apenas por um fortuito tropeção do acaso, vislumbramos. Pensarmos, logo depois, em quanto mais desperdiçamos por desconhecimento… Ou, pior, não percebermos porque se desconhece tanto…
Uma constante de quem ainda possa aventurar-se em algumas «avarias» desvairadas, a busca de um restaurante que vá com a nossa carteira, mas que tenha também artes de nos transportar ao bom sabor dos velhos tempos.
E tive, ou melhor, tivemos sorte. Ou nariz, que sempre ajuda. O restaurante é o Santa Isabel, ali perto da Biblioteca. As entradas, as que se podem vislumbrar acima e, depois, umas enguias fritas muito frescas acompanhadas com uma açorda de ovas… Só mesmo experimentando! Tenham paciência, mas não sobraram para vos trazer. Talvez para a próxima.
A boa companhia nem deu para sofrer esperas, as quais, aliás, nem foram nada de cuidado. E saímos ambos assim-como-quem-diz: quando viermos a Abrantes eu já te digo…
Mas a ida a Abrantes prendia-se, afinal, com uma sessão evocativa a António Feio, por convite de Carlos Peres Feio, o seu (dele) mano mais velho, acompanhado por José Proença de Carvalho, que decorreu na EPDRA – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (situada na povoação de Mouriscas) e com organização local do professor Hugo Sampaio.
Outro universo diverso, dir-se-ia, onde, através dos poemas que nos trouxeram a companhia sempre viva de António Feio, descobrimos, não sem surpresa, uma plateia atenta e interessada, com a graça não prevista de ser proveniente dos quatro cantos do mundo onde se fala Português.
Esta a equipa que ficou na fotografia. Mas a imagem das «bancadas» dar-vos-ia uma visão muitíssimo mais alargada.
E pronto, lá cheguei (chegámos) a mais uma sessão das Noites com Poemas. Pouco mais de metade de Janeiro decorrido – estávamos a dia 17 – e fomos, pela mão ilustre, tranquila e sapiente de Manuel Dias Duarte…
… apoiado com não menor sapiência pelo professor António Monteiro, no nosso poiso costumeiro, a Biblioteca Municipal de Cascais em São Domingos de Rana, passeando pelas vidas e obras de filósofos pré-socráticos ilustres…
… tendo todos nós a honra de assistir ao lançamento, em primeira mão, da obra com o mesmo nome, da autoria do nosso convidado, como em entrada anterior se anuncia mais em pormenor.
Isto, indo o mês a pouco mais de meio e desdobrando o tempo com uma actividade profissional, em tudo diversa destas lides, e a tempo inteiro. Enfim, o tempo também pode render-nos. Vaidades? Com certeza. Mas, como digo lá para o início, tenteando assim um sentido para a vida…
Um abraço sublinhado para quantos me vão acompanhando nesta luta – é luta, não é…? – de quem destacaria, por não estarem ainda nomeados, o Eduardo Martins e o Francisco José Lampreia. Se calhar é mesmo pelo sonho que vamos…
– Fotografias de Lourdes Calmeiro, José Cordeiro – aquele abraço ! – e Jorge Castro
by OrCa | Jan 19, 2014 | Sem categoria |
Se a loucura é a raíz da filosofia ou, melhor dizendo, recorrendo ao Marquês de Maricá, a razão dos filósofos é muitas vezes tão extravagante como a imaginação dos poetas, partimos para esta viagem no tempo e no saber, pelas mãos desses «loucos» do amor ao conhecimento que, com o auxílio agora de Virgílio Ferreira, não buscam um meio de descobrir a verdade, mas que a utilizam, como a arte, como um processo de a «criar».
E estávamos bem providos, na sala, com o nosso convidado, o professor Manuel Dias Duarte, o autor da obra em lançamento nesta sessão: Vidas, Doutrinas e Sentenças de Pré-Socráticos Ilustres (com edição da Fonte da Palavra), apresentados ambos, o autor e a obra, com empenho e brilhantismo, pelo professor António Monteiro.
Dadas as boasvindas a quantos ilustres resistentes arrostaram – e não foram poucos – contra uma noite de intempéries e de «avisos laranja», com o objectivo liminar de partilharem a arte do encontro em redor da mesa dos saberes…
… passámos, de imediato à apresentação dos nossos convidados.
O livro, cuja autoria, num exercício de partilha e de homenagem,
Manuel Dias Duarte torna extensiva a Diógenes Laércio
Disponíveis nesta sessão dois romances, também, da autoria de Manuel Dias Duarte: O Professor Simão Botelho e Barco Encalhado na Areia
– o professor Manuel Dias Duarte
– o professor António Monteiro
António Monteiro proporcionou-nos uma viagem pela Filosofia e pelos seus cultores – se aqui o termo é de aplicação pacífica – estabelecendo as pontes com o presente que se consubstanciam na obra apresentada por Manuel Dias Duarte, em dissertação de fácil entendimento, ainda que sem recurso a facilidades, assumindo, também, essa objectividade subjectiva que, necessariamente, enforma cada um de nós, em cada momento, temporal e circunstancialmente considerado.
Logo mais, a palavra ao autor, que com bonomia assertiva, discorreu sobre os comos e os porquês da obra feita, estabelecendo um curioso paralelismo entre o período de transição de um modo de sociabilidade para outro, conforme o viveram os pré-socráticos objectos do seu estudo, e os nossos dias….
… mas que também nos brindou com a leitura de poemas de Parménides (Sobre a Natureza das Coisas) e de fragmentos de autores vários referidos na obra.
Estes, conforme se respiga da contracapa destas Vidas, Doutrinas e Sentenças de Pré-Socráticos Ilustres, terão sido «não só os críticos mais consequentes da anterior formação económica e social como os ideólogos de uma outra concepção do mundo e da vida. Deles se pode dizer que não se limitaram a interpretar, antes quiseram e conseguiram revolucionar e legitimar as novas relações sociais de prodção e de reprodução. Nisto consistiu o ‘milagre grego’.»
E, por fim mas não menos relevante, diz-se: «Numa época de éticas sem moral alguma e de comportamentos e hábitos sem qualquer eticidade, a releitura dos seus textos pode sem dúvida contribuir para repensarmos os arquétipos da cultura europeia.»
Pessoalmente, nada mais me resta do que subscrever tal recomendação, com sublinhados.
De seguida, a «segunda parte» da sessão onde, como sempre, tentamos traduzir em forma de poema o que o convidado e o tema trazidos nos suscitaram.
Contámos com o empenho interessado de muitos e bons amigos, como sempre. Permitam-me, entretanto, que acrescente aos adjectivos merecidos o espírito de scrifício e solidariedade que nos chega dos participantes que se deslocaram propositadamente de Coruche, em noite de tal quilate, para nos honrarem com o seu companheirismo, que tantas vezes enriquece ainda mais as nossas sessões… Grupo este cuja actividade, por terras de Coruche e com Ana Freitas como timoneira, está em vias de cumprir o seu segundo aniversário, já em Fevereiro próximo.
– Ana Maria Patacho
– Carlos Pedro
– Alzira Carrilho
– Francisco José Lampreia
– Ana Freitas
– Ana Neves
– Eduardo Martins
– João Baptista Coelho
– Idália Silva
A homenagem e o agradecimento ao nosso convidado por nos ter proporcionado mais uma excelente sessão, a 93ª das Noites com Poemas .
E uma bela surpresa para o encerramento:
– Síbila Aguiar
E, como sempre, o convívio final, com a imprescindível sessão de autógrafos, oportunidade única e, por contraditório que pareça, sempre reiterada de estabelecer novos contactos, promover novos desafios, estabelecer novos conhecimentos ou restabelecer antigos.
– Fotografias de Lourdes Calmeiro
by OrCa | Jan 14, 2014 | Sem categoria |
No
próximo dia 17 de Janeiro (sexta-feira), pelas 21h30, convido-vos a
participarem na nossa 93ª sessão das Noites com Poemas, que contará como
convidado com Manuel Dias Duarte, que nos trará o seu mais recente livro:
“Vidas, doutrinas e sentenças de pré-socráticos ilustres“,
cuja apresentação estará a cargo do professor António Monteiro.
A obra incide naqueles, como Xenófanes e Parménides – autores de
longos poemas de que restam fragmentos -, que viveram num período de transição de um modo de sociabilização para outro…
e que não se limitaram a interpretar,
antes quiseram e conseguiram revolucionar e legitimar as novas relações sociais
de produção e de reprodução. Nisto consistiu o «milagre grego…», (extracto
da contracapa da obra citada).
Manuel Dias Duarte,
professor de Filosofia e orientador de estágio em formação de
professores, tem um extenso currículo enquanto docente; foi, ainda,
co-autor de manuais escolares para os 10º, 11º e 12º anos; colaborou em
jornais e revistas, desde os antigos República e Diário de Lisboa… e por aí fora. Autor, também, de já extensa obra de ficção, desde 1999, bem como de Filosofia…
Enfim,
creio bem ser esta uma excelente oportunidade para conhecermos um homem
de saberes e a sua obra ou, para quem já o conheça, uma não menos
excelente oportunidade para retomar um contacto sempre enriquecedor.
Lá estaremos, à vossa espera, em caminhos que sempre conduzirão a Poesia.